agosto 25, 2016

Zootopia {resenha}


Ohayou, minna ^^ Como já devem ter notado, eu estou longe de, de facto, cumprir a promessa de postar de 2 em 2 dias, mas apenas porque as minhas postagens têm sido gigantes - pelo menos {esta} foi - e porque... Adivinhem quem inaugurou o projeto lgbt+? MUAHAHAHA, FUI EUZINHA! Estou super orgulhosa de o ter feito, só que ainda não vou partilhar porque quero apresentá-lo ao mesmo tempo em 4 redes sociais paralelas. Eu passei literalmente a semana toda a tentar acabar de tratar disso, mas só consegui ainda a versão blog e, consequentemente, não respondi aos comentários de ninguém - de qualquer forma, são tão grandes e perfeitos que assustam <3 Além disso, baixei hoje à tarde o paint tool sai, um programa de arte e edição que não precisa de placa gráfica para resultar em traços bonitos. Claro que em tão poucas horas progredi pouco, mas acho que me estou a familiarizar com o programa bem depressa e que amanhã ou depois terei conseguido acabar o meu primeiro desenho, e não tenciono deixá-lo menos que profissional ;)

Enfim, estava com saudades de fazer resenhas. Não tenho visto animes particularmente marcantes, portanto em breve farei um post recheado de pequenos comentários a animes que tenho visto ao longo do ano. O que trago agora é uma resenha super positiva de um filme de animação que vi, Zootopia. Começarei por falar da parte técnica, das personagens, e só aí virá a minha opinião - onde encaixarei informações sobre como conheci o filme e um comentário que a Helo já postou no blog dela ;) Nota» Nem toda a resenha tem spoilers, então deixei um aviso a meio dela para assinalar em que ponto é que começo a fazer revelações sobre o enredo, e em que ponto é que podem retomar a leitura sem recear ter a história estragada. 
Parte técnica
  • Walt Disney Animation Studios | Walt Disney Pictures 
  • Dirigido por: Byron Howard e Rich Moore
  • Género: Animação, Aventura, Comédia, Família (108 min – 2D e 3D)
  • Classificação Indicativa: Livre
  • Sinopse: Judy Hopps (voz de Monica Iozzi) é uma coelha de uma fazenda isolada, filha de agricultores que plantam cenouras há muitas gerações. Mas ela quer seguir seu próprio sonho: se tornar policial e se mudar para a cidade grande, Zootopia, onde todas as espécies de animais, sejam presas ou predadores, vivem em harmonia. Judy enfrenta o preconceito dos outros, mas conta com a ajuda da raposa Nick Wilde voz de Rodrigo Lombardi),  que é malandro, oportunista, e infrator. Eles embarcam em uma aventura para desvendar um grande mistério que afeta toda a cidade.
Personagens
  • Judy Hopps» A coelha protagonista que cresceu numa família tradicionalista e que quebra as expectativas tornando-se polícia.
  • Nick Wilde» Um raposo que ganha a vida a aldrabar os outros e a evadir responder pelos seus atos.
  • Bogo» Chefe machista da polícia, é tão fã de uma celebridade quanto a personagem seguinte.
  • Benjamin Clawhauser» Um amigo da Judy que trabalha na recepção da polícia, é uma chita gorda.
  • Gazelle» A tal celebridade (cantora), que é uma gazela que recebeu a voz da Shakira.
  • Duke Weaselton» Doninha que vende DVDs piratas e aproveita para publicitar {Moana}.
  • Flash» Esse nome irónico pertence a uma preguiça a quem foi atribuída trabalho de secretariado.
  • Mr. Big» Um rato - sim, pequeno - que lidera uma gangue e tem uma filha que estima muito.
  • Fru Fru» A fiilha de Mr.Big, que se torna amiga de Judy
  • Yax» um iaque que possui um clube de nudistas.
  • Gideon Gray» Um raposo da mesma idade que Judy que lhe fazia a vida negra em criança.
Resenha
Comentário da Helo» "Outro filme que amei! Eu sei que os filmes da Disney costumam ser superestimados, por isso assisti sem muita expectativa, mas Zootopia é muito bom. Eu acho que é tanto para adultos quanto para crianças, porque as crianças vão adorar os animais fofinhos e a ação toda, enquanto os adultos vão perceber toda a crítica presente no filme (e também surtar com os animais fofinhos, QUE COISAS FOFAS DESCULPA AMEI). Mas é legal, pois vejamos: o ser humano, que é uma única espécie, com diferenças mínimas entre si, não consegue conviver em sociedade sem discriminações ou preconceitos; então imagina vários animais, de espécies e hábitos completamente diferentes. Ah, pois é: eles conseguem conviver em Zootopia. Ou seja, tapa na cara do ser humano, né? Adoro. Um destaque para os personagens, que são todos muito legais! Temos nossa protagonista, uma coelha que quer mostrar que, apesar de ser mulher e pequenininha, pode ser uma policial competente. Temos nossa raposa sensual (?), um malandro que acaba mostrando várias verdades pra muita gente. Temos uma gazela que canta e dança músicas da Shakira e temos uma preguiça que rouba a cena e proporciona um dos melhores momentos do filme! Pois é! Assistam Zootopia, ouviram? u_u" [comentário meu: o termo "raposa sensual" não faz lembrar um dos machos-alfa favoritos da Hinata? >.<]

Então, o meu primeiro contacto com Zootopia foi através de uma série de imagens no tumblr, assim como o segundo. No primeiro, era uma série de sketches de uma coelhinha que estava com uma raposa numa biblioteca, e eles queriam chegar a um livro muito alto na prateleira, então a coelhinha salta num alto para o alcançar, e a raposa apanha-a nos braços. Mais tarde, vi uma série de gifs extremamente bem editados, e foi quando percebi que era uma animação. Nem o nome das personagens nem da história estavam identificados, portanto eu não tinha como pesquisar sobre nada, mas por essa altura já os protagonistas tinham ganho o meu kokoro e favoritei a série de gifs. Um dia, lembrei-me de os mostrar à minha irmã mais nova... e ela disse que era de um filme chamado Zootopia. Porquê que não lhe perguntei mais cedo, mesmo? *porque sou idiota*. Decidimos ver o filme, eu na altura não podia, então a minha irmã viu sem mim. Eu amuei - queria muito ver, mas detesto ver filmes ou qualquer coisa que seja animada sem pessoas ao meu lado (contrariamente ao que acontece com livros e mangás, que só me sinto à vontade para ler na mais completa solidão), então isso era quase garantia de que eu passaria a vida sem ver o filme, só que após um par de dias zangada com a minha irmã e a fazer queixa do egoísmo dela à minha mãe, ela ofereceu-se para ver outra vez. Não resisti e aceitei. FOI TÃO UFHRWFWO FBEW IU3J34 <3 <3 <3

Oks, agora vamos mesmo à  resenha! Para um filme voltado para crianças, eu achei que tinha uma imensa maturidade e por várias vezes comovi-me com a temática do filme: preconceito. Vocês sabem que eu estou muito enraizada com a questão da representatividade, questão que anda de mãos dadas com a do preconceito, então pode-se dizer que a única coisa que senti que faltava no filme foram personagens canonicamente lgbt+ - aliás, há muita gente que aproveitou para criar headcanons lgbt+ para as personagens, e apesar de nem todos me parecerem particularmente prováveis, seria bom se muitos outros fossem confirmados, e o simples facto de o fandom ter um tamanho conhecimento sobre labels não-tão-populares sobre as personagens já me deixou feliz. Vi gente a querer que até mesmo os protagonistas fossem assexuais, arromânticos, genderqueer (não-binárias) e outros... o que seria lindo e, sinceramente, porque não? Na verdade, adorei a ideia de um Nick género-fluído arromântico e da Judy assexual. Não só porque essas 3 labels em particular são as menos representadas em obras canon, como também porque a dinâmica e a união entre as personagens serviriam para provar que pessoas do espectro aroace não são pessoas "que não sabem amar" - uma das coisas mais injustas e erradas que essas pessoas ouvem. Há muitas formas de amar, get over it!

Já agora, a Helo disse aí no comentário dela que a história é uma tapa na cara do ser humano porque nós, que somos todos tão semelhantes, conseguimos ser implicativos com diferenças menores - enquanto que os animais de Zootopia, tão diferentes entre si, conseguem conviver com a diferença. Porém, a história não está sempre nesse ponto - essa fase de "aceitação perfeita" só é obtida lá para o final do filme. A história inicia-se com a Judy em criança, fazendo uma peça de teatro bem idealista sobre como as diferenças da sociedade tinham sido superadas e agora toda a gente podia ser o que quisesse - principalmente na capital e metrópole, Zootopia - utilizando o final da peça para que ela e as outras crianças anunciassem quais as profissões que queriam ter quando crescessem. Ela queria ser polícia, e apesar do "mundo perfeito", toda a gente considerou que ela não era adequada para o trabalho. Afinal, era uma profissão "masculina" e voltada para predadores, já que estes eram "mais fortes". Até os pais, tipicamente conservadores, tentaram convencê-la a tornar-se fazendeira, e quando ela finalmente começou a treinar para ser polícia, o seu físico exigiu que ela se esforçasse mais do que o os outros concorrentes para ultrapassar os mesmos obstáculos (entrando aí toda a questão da {meritocracia} e da {equidade}). De alguma forma, ela conseguiu ser a melhor aluna, mas depois de chegar à capital e estar pronta para começar a trabalhar, não é levada a sério e é apenas designada para dar conta de tarefas "adequadas às suas capacidades". Conclusão? Esse começo retrata PERFEITAMENTE a paz e aceitação ilusória do nosso próprio mundo. Supostamente, vivemos numa era pós-racismo, onde o "casamento gay" (e deve-se dizer "casamento do mesmo-sexo", porque "gay" não é um termo guarda-chuva apropriado) prova que aceitamos as diferentes sexualidades, não há gordofobia, existe igualdade de géneros e ninguém é discriminado pelas suas deficiências ou doenças. As diferenças, em teoria, não entram em conflito com aquilo que uma pessoa quer fazer da vida ou com a maneira como é tratada. Em teoria. Não é o que se verifica, e minorias - principalmente quem pertence a mais de uma minoria ao mesmo tempo - sabem-no bem, contudo, pessoas privilegiadas socialmente ainda têm dificuldade em aceitar isso e, acima de tudo, em reconhecer que elas próprias também já erraram, têm muito a aprender e que podem contribuir para melhorar a sociedade, pois isso implicaria aceitar carregar um fardo para toda a vida que as suas posições de privilégio não exigem.  [começam os spoilers]

O mais estupendo do filme é que - tenham as cenas/mensagens sido conscientes ou não - ele não se limita a mostrar as implicações do parágafo anterior SÓ através dos momentos iniciais. Ele retrata essa "paz ilusória" em muitos outros momentos, sem que passe uma sensação de repetição cíclica/enfadonha, pois vai variando nos argumentos. Exemplificando:
  • A Judy é o exemplo perfeito de que, por muito boa pessoa que alguém tente ser, isso não a impede de errar, pois toda a gente detém formas de preconceito interiorizado que insistem em aflorar precisamente nos momentos em que uma pessoa se esforça por parecer um modelo de aliado perfeito. O principal preconceito da história gira em torno da rivalidade passada "Predadores VS Presas", e durante a entrevista sobre um caso policial em que parecia que os predadores estavam a voltar a ser dominados por instintos agressivos, a Judy deixa escapar que talvez a explicação se devesse ao código genético destes. Ela é a prova perfeita de que, mesmo quem tem AMIGOS pertencentes a determinado grupo, não está livre de carregar alguma noção absurda sobre esse grupo, uma noção que insiste em dizer "os teus amigos são a exceção à regra, o grupo tem todo caraterísticas que tu não aprovas/temes/whatever e não poderá ser mudado", algo ilógico, contraditório, e que reduz pessoas que só têm uma única característica em comum a determinados traços comportamentais. A culpabilização do ADN também remete para o facto de muita gente ainda achar que sexualidade e identidade de género podem ser explicadas - e portanto, "curadas" - através do código genético. Ou, se desconsiderarmos o detalhe do ADN, podemos antes comparar esse preconceito com o medo irracional que as pessoas têm dos imigrantes - sim, há terroristas, mas não podemos pegar num grupo inteiro e reduzi-lo aos aspetos negativos que só foram manifestados por alguns indivíduos - coisa que a Judy faz, culpando acidentalmente todos os carnívoros.
  • Como oposição diamétrica, temos uma personagem (Gideon Grey, ou GG) que se mostrava o oposto da Judy em criança - acho que era uma raposa - pois era um predador, sem objetivos na vida que não fossem intimidar os mais fracos e arruinar os seus sonhos. Na verdade, foi o que essa personagem representava que motivou a Judy a tornar-se policial, pois ela só quis mudar o mundo para melhor quando viu que este ainda estava longe de perfeito - a motivação inicial dela não passava de querer proteger pessoas indefesas de bullyers como aquele miúdo. O que eu gostei foi de ver como, pouco depois de a Judy ter feito a asneira de cair no preconceito, vemos que esse idiota... bom, amadureceu. É assim, a coelhinha arrependeu-se tanto do que fez que largou a carreira policial, e foi ajudar os pais com a fazenda, onde encontrou vários colegas da infância, incluindo os menos bem-vindos. Só após isso que se depara com o GG, agora crescido, e vê que ele se tornou uma boa pessoa - ao ponto de lhe ter ido pedir desculpa pelas coisas malvadas que fez em criança. Eu adorei o quanto essa cena foi um paralelo perfeito ao desenvolvimento de Judy - ela sempre bem intencionada mas capaz de errar, ele sempre mal intencionado mas capaz de reconhecer os próprios erros - e o quanto mostra que as pessoas não são como peças de xadrez, a preto e branco. Acima de tudo, adorei a mensagem dessa cena: ela provou que toda a gente vai a tempo de mudar. Ninguém nasce preconceituoso - o preconceito aprende-se, então também pode ser desaprendido. Também não se deve esperar que toda a gente mude de facto - pois tal exige força de vontade - nem que a mudança ocorra de um dia para o outro. Apenas quero dizer que há sempre esperança, que o mundo está a caminhar na direção certa (nem toda a gente à mesma velocidade), e que as piores pessoas podem surpreender-nos - o contrário também pode acontecer, claro. Enfim, seres humanos são seres em constante evolução.
  • Não há um lado bom e um lado mau. Opressores podem ser boas pessoas sob muitos aspetos, enquanto que os oprimidos podem deixar-se ser consumidos pelo desejo de vingança e, se não o conseguirem concretizar, descarregam oprimindo outros grupos. Isso faz-me lembrar o preconceito dentro da comunidade lgbt+: antigamente, imensos gays desprezavam lésbicas, e hoje em dia há um grande preconceito de homossexuais perante bissexuais e assexuais, ou de lésbicas diante de mulheres trans (geralmente, essas lésbicas são radfem e terfs/twerfs). Também há preconceito cruzado: pessoas da comunidade quiltbag (nome alternativo para lgbt+) podem ser racistas, pessoas POC de qualquer raça ou etnia podem ser homofóbicas/bifóbicas/afóbias/transfóbicas. Há muitas formas de preconceito, e apesar de parecer contraditório, ele tende a ser perpetuado. Quem tem uma boa conduta ética sabe que não se deve fazer aos outros aquilo que não se deseja que façam connosco - mas quem não tem, cai na cadeia que {esta imagem} ilustra. O que aconteceu na história que me fez lembrar de tudo isso foi um flashback da infância de Nick, raposa protagonista. Quando ele era pequeno, queria entrar para os escuteiros, e os {membros existentes} eram todos "presas" - estes fazem-se de amigos por alguns instantes, só para o enganar e colocar um {açaime}, que o faz desistir imediatamente dos escuteiros e ficar amedrontado. Mais tarde, é o próprio Nick que, nos primeiros encontros com a Judy, tenta desencorajá-la da carreira, talvez numa tentativa de a proteger, mas possivelmente também para se vingar do que lhe aconteceu no passado (e vá, tirar sarro da cara dela), mas acima de tudo porque ele se resignou ao papel que as pessoas esperavam dele - ser uma raposa traiçoeira que se sustenta aldrabando os outros - incorporando a frase "Se não tentares algo novo, não vais falhar". Logo, o filme mostra que o bullying afeta os vários alvos de maneira diferente: alguns indivíduos até se tornam mais fortes e determinados, mas outros realmente não conseguem ultrapassar o obstáculo e aceitam fazer parte do sistema que tanto os ataca
  • Já falei de duas coisas sobre o preconceito: das suas diferentes formas (horizontal, cruzado e vertical, ou seja, quem é que oprime e em relação a quem), e da sua independência em relação às intenções. Agora falta falar dos vários níveis de preconceito: Na história, vemos desde comentários ofensivos mas subtis, a ofensas diretas e pesadas. Focando em exemplos distintos dos anteriores, uma demonstração de "ofensa subtil" foi constantemente cometida pelos pais da protagonista - eles eram amáveis, adoravam a filha e, no fundo, apoiavam-na nas suas escolhas, mas a preocupação que sentiam pelo futuro incerto dela, aliado a mais preconceitos interiorizados, fazia com que tentassem dissuadi-la a cada oportunidade. Eles próprios não estavam convencidos do potencial dela, e tinham uma natureza oposta à da filha, então as dificuldades de comunicação eram constantes. Do outro lado, temos o chefe da polícia que dizia claramente não acreditar nas capacidades de Judy e ainda tentava despedi-la, e temos ainda uma ovelha aparentemente inofensiva que é quem mais detém preconceito - contra os "predadores", recusando-se a abdicar do seu ódio.

O filme mostra ainda algumas formas de lidar com o preconceito - com determinação e, acima de tudo, esperança - provando que as boas ações e a fidelidade ao que está certo acabam por ser recompensadas com o tempo. Quando é que isso foi mostrado? Não só na conclusão da história, como também quando a vida da dupla é poupada porque a Judy salvou a filha de quem a queria matar. Claro, é um dos vários clichés da disney da história - a conversão de "maus que se tornam bons", a mensagem sobre esperança e as coincidências que surgem na jornada da coelhinha são mais alguns desses elementos - mas não desmerece em nada o facto de que se adequaram ao enredo.

Outro ponto de que queria mesmo mesmo mesmo falar é sobre a relação entre as personagens. Já falei dos laços familiares, da concorrência e descrédito no trabalho da Judy, portanto resta-me falar daquela coisa que não será surpresa para ninguém: a relação entre a coelhinha e o Nick. Antes de mais, quero deixar claro que não há qualquer evidência de um laço amoroso entre eles, mas que a dupla tem uma dinâmica muito bem conseguida e completa em todos os sentidos, agradando tanto a quem os shipa como a quem os vê só como amigos. O Nick aparece como uma personagem problemática que, por ter contactos demais, acaba forçado a ajudar a Judy no seu caso policial. No começo, acha-a simplesmente chata e idealista e faz de tudo para se vingar (afinal, ou ele colaborava, ou a coelha denunciava as suas trapaças) - como fazê-la perder tempo (numa espécie de secretaria onde os animais eram atendidos por {preguiças}) ou levando-a a locais embaraçosos (um clube de nudismo) para obter informações. Contudo, com o passar do tempo, vai ganhando respeito por ela - não só pela forma como ela leva a sério o seu papel e pela sua postura, mas também pela perspicácia, pela persistência, e pelo seu bom coração. Acima de tudo, creio que ele passa a admirar a forma como ela parece confiar nele e o protege, coisa algo inédita na vida de Nick. Certamente se pode dizer que eles se foram tornando amigos - mas o momento que assinalou o início definitivo dessa amizade foi quando os outros policiais apareceram, anunciaram que a Judy falhara a conclusão da missão em 48 horas e estava demitida - só aí é que o Nick percebeu que a carreira toda dela poderia terminar naquele momento, e decide defendê-la. Ora, acho que vocês já sabem que eu não sou grande fã desse tipo de cenas: "personagem masculina corre para defender a feminina e nem a deixa tentar resolver as coisas primeiro". Contudo, a MANEIRA como foi feita em Zootopia não me fez sentir que a Judy tivesse sido desmerecida em nada, porque a) Enquanto argumenta a favor dela, o Nick coloca-se ao seu lado e não à sua frente (pelo menos, não muito), não dando uma impressão de superioridade b) Deixou-a defender-se primeiro e só interveio quando notou que o policial se recusava a ouvir a coelhinha c) A cena não serviu só para o desenvolvimento do Nick nem focou só nas suas expressões - a câmara fez por captar os olhares e pequenos sorrisos da Judy, deixando claro que ela tinha uma opinião sobre a situação - e no final ainda mostram que a coelha tenta dar uma palavrinha ao chefe, decidindo por si que era melhor não. Então, ela não foi "apagada" da cena. Essa sim, foi uma abordagem bem feita!

Como só um parágrafo não chega para falar deles, agora vêm os meus pensamentos sobre a evolução da dupla após essa cena decisiva. Não só as personagem começam a ter mais confiança uma na outra, como a distribuição das tarefas é equilibrada e ambos dão conta do caso rapidamente - à la disney, claro. Só que aí ocorre a tal entrevista jornalística em que a Judy desliza e dá provas do seu próprio - pequeno, mas inegável - preconceito, numa explicação que podia ser entendida como "predadores naturais nunca superarão os instintos", sendo que Nick era um predador. Os dois zangam-se, Judy percebe a asneira que fez, deixa de ser policial, acontece muita treta... e só volta ao caso depois de descobrir mais pistas sobre o assunto e do encontro com o GG, que lhe provou que toda a gente ia a tempo de se redimir. É isso que ela tenta fazer, e a primeira coisa que faz é ir pedir ajuda ao Nick. Tenho de admitir, eu quase chorei com a cena, porque eu identifico-me bastante com a Judy, e a maneira como ela pediu desculpa fez-me lembrar uma coisa que aconteceu comigo: ela nem se atreveu a pedir perdão porque o senso de culpa dizia-lhe que ela não merecia ser desculpada, mas ela não se sentia capaz de fazer nada sem ele e tinha o dever de pelo menos admitir que tinha errado, e a sinceridade das palavras dela tocaram-me muito. Houve uma vez em que eu fui horrível - por acidente, mas isso não muda nada - com um amigo muito importante e tudo o que eu queria fazer era tentar redimir-me e pedir desculpa até ele me voltar a aceitar, mas eu sentia que não tinha o direito de pedir isso, então só escrevi uma mensagem num papelzinho a admitir como tinha sido tão estúpida e nem consegui olhar-lhe para a cara quando o entreguei, só queria chorar de remorsos. Entreguei, fui embora, não esperei por resposta, e passei a noite a chorar porque não me queria agarrar à esperança de que ia ser desculpada - fui 2 dias depois, e quase tinha um ataque de felicidade e espanto >.< A reação da Judy quando o Nick a desculpou imediatamente também foi parecida. Enfim, a partir daí voltam a trabalhar juntos para resolver o caso, arriscam a vida um pelo o outro e, no final, o Nick também se torna policial e passa a trabalhar em dupla com a Judy. [a partir daqui já não há mais spoilers] Eles têm diálogos engraçados, fofos ou de uma franqueza emocionante, assim como todas as interações entre si, que em nada parecem forçadas. Diria que se tornaram das minhas duplas favoritas, só fazendo concorrência com Nezushi, Seregil x Alec, Yona x Hak e Korra x Asami - e não, não shipo a Judy com o Nick, embora perceba porquê que muita gente o faz. Eu acho que gostei tanto da amizade entre eles que quero conservá-los apenas como isso, amigos, coisa que é tão difícil de acontecer com duplas de héteros - além disso, eu aderi ao headcanon de que eles pertencem ao espectro aroace e mesmo que ainda os possa shipar um nadinha, imagino a relação deles com base no apoio, mais do que na atração. 

Falta ainda falar de alguns aspetos, começando pelo universo da história - não do seu aspeto social, mas dos ecossistemas e locais. Para além de o Nick e da Judy provirem de ambientes diferentes, o mais interessante é ver o fascínio da coelhinha, que sempre viveu em áreas campestres, ao visitar uma cidade tão multicultural quanto zootopia. Os veículos, a diversidade, o ambiente político (que detêm alguns estereótipos, mas nada de especial), escritórios de gangsters (aquele rato que controlava os ursos polares), os contratempos da cidade (vulgo, as preguiças estereotipadas mas hilárias que trabalhavam como funcionárias públicas, e provavelmente serviram de crítica à lentidão com que as pessoas são atendidas), pirataria e contrabando, museus, um laboratório científico... Também foi interessante ver que, como parte da cidade, constavam ecossistemas muito distintos (a pessoa {desta} resenha contou doze!), como uma zona mais polar.

Pormenores técnicos? A trilha sonora não foi a minha favorita (Músicas da Shakira? Não, obrigada), mas o carácter design estava amável, as cores foram combinadas de forma suave e harmoniosa - saturadas na dose certa e escuras quando a cena o exigia - e a animação foi fluída, tanto quanto me lembro. Não prestei grande atenção, mas geralmente isso é sinal de que não tenho reclamações a fazer. Também achei o ritmo da narrativa muito bom.

Finalmente, eu gostei de como esse filme não se esqueceu de que crianças têm cérebro. Ele justifica o porquê de se dever fazer certas coisas, em vez de simplesmente o ditar, as próprias músicas têm uma letra que encoraja as pessoas a experimentar vários caminho até acharem o seu, e o vocabulário usado é assertivo e pouco usual em animações infantis: "cultura", "preconceito", "código genético",... todas essas palavras estão bem explícitas, assim como aponta as tradições conservadoras, "papéis biológicos" e o medo como elementos culpados pela formação do preconceito. É uma história que explora a sua proposta de forma consistente e abrange todos os cenários possíveis, logo, tem uma abordagem muito completa e que, para mim, superou a de muitos filmes para adultos.

Fechando com uma quote do final do filme:

"Quando eu era criança, pensei que Zootopia fosse um lugar perfeito. Onde todos se davam bem. Onde todos podiam ser o que quisessem. Acontece que a vida real é um pouco mais complicada do que uma frase em um para-choques. A vida real é confusa. Todos temos limitações. Todos cometemos erros. Sendo otimista, isso significa que todos temos algo em comum. E quanto mais tentarmos entender um ao outro, melhores pessoas nos tornaremos. Temos de tentar. Não importa que animal você é. Desde o maior elefante, até a primeira raposa. Eu imploro: tente. Tente fazer do mundo um lugar melhor. Olhe para dentro de si mesmo e reconheça que a mudança começa com você. Começa comigo. Começa com todos nós."

9 comentários:

  1. YOOOOOO ANY-CHAN \O/

    "eu estou longe de, de facto, cumprir a promessa de postar de 2 em 2 dias" Que bom que a sua pessoinha percebeu isso, pois eu estava esperando posts por aqui U-U Mas, tudo bem! Tá perdoada, pois os posts continuam lacrantes como sempre e ainda tem esse teu projeto que está me deixando MUITO curiosa *U*

    "o termo "raposa sensual" não faz lembrar um dos machos-alfa favoritos da Hinata? >.<" SHAUSHUASHUASHUAHU AI SENHOR, NEM ME FALE DA MINHA RAPOSINHA SENSUAL <3 SAIU A OVA 4 SOBRE O ARCO PASSADO <3 Ainda não tem legendado, MAS AS IMAGENS QUE SAÍRAM SÃO DE PIRAR O CABEÇÃO <3 Além disso, a scan que tá traduzindo o mangá, tá se movimentando para conseguir gente que manje de espanhol para terminar logo o mangá <3 NEM TÔ CRENDO QUE É REALMENTE POSSÍVEL EU VER KAMISAMA FINALIZADO EM PORTUGUÊS *^*...... Okss, deixa eu recuperar o foco aqui!

    shaushaushuashuashua não tô crendo que tu ficou revolts com a tua irmã por causa disso. É meio engraçado ver que tu também tem os seus momentos de revolta com a tua irmã, pois geralmente quando fala dela por aqui, é sempre falando do quanto ela é importante para ti e taalls, então acaba sendo meio hilário te imaginar brava com ela xD Enfim, mas que bom que depois ela te acompanhou para ver o filme O/

    Enfim, Zootopia foi uma surpresa incrível para mim <3 Eu já tinha visto muita gente falando super bem do filme, então eu não seguirei a curiosidade e fui ver pela internet mesmo (já que aqui num rola cinema Ç-Ç). E MEU DEUS, QUE PERFEIÇÃO FOI ESSA DESGRAÇA! A sacada que eles tiveram nesse filme foi genial, eles conseguiram fazer o mesmo que Avatar Korra fez, ou seja, mesclar assuntos sérios, de forma direta e simples, para que as crianças também entendessem, porém sem subestimar as mesmas, colocando até termos mais técnicos como "código genético", ou palavras mais "impactantes / pouco usuais" como as que tu citou (cultura e preconceito). São coisas que não são muito vistas em animações infantis, sei lá por quais motivos (acho que ou acreditam que crianças são retardadas ou devem achar que isso vai traumatizá-las, ou-sei-lá-o-que). Portanto, ver uma abordagem mais madura, porém sem perder a cara Disney foi simplesmente genial <3 Eu adorei essa mescla mais séria com todo o brilho e magia que a Disney carrega.

    Outra coisa que eu amei no filme, foi justamente essa questão de mostrar como animais de espécies tão diferentes, conseguiram alcançar uma certa harmonia, é claro ainda com alguns preconceitos, mas notava-se que a cidade ainda assim funcionava, coisa que nem sempre acontece para nós humanos, a raça """"superior"""". Aliás, dá para fazer uma linkagem essa parada toda com a própria natureza num geral, pois apesar de haver predação e briga pela sobrevivência, ainda assim os animais acabam vivendo em harmônia, se compadecendo também com a situação de outros animais, mesmo que esses sejam de espécies completamente diferentes: Tipo, há um vídeo que mostra uma leoa (ou um felino selvagem qualquer, agora não me lembro a espécie), que acaba matando uma macaca, porém quando essa leoa chega perto, ela percebe que essa macaca era na verdade mãe, ou seja, que ela estava carregando seus filhotes junto com ela. Nesse momento dá para ver que a leoa ficou sem chão, ela ficou sem saber o que fazer, ela percebeu a "merda" que havia feito, então ela cuidadosamente pega os macaquinhos filhotes para tentar dar um jeito na situação, não deixá-los tão desamparado...... POXA! Se animais conseguem isso, mesmo sem ter a nossa "grande racionalidade", porque diabos nós humanos também não podemos!? É bem como a Helo disse, um tapa na cara do ser humano! Aliás, vou até tentar achar o dito vídeo ~indo procurar~ ACHEI \O/ (https://www.youtube.com/watch?v=NxXeMsnId_E)

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    1. E ainda temos a maneira maravilhosa de fugir do típico "preto e branco" que colocam nos filmes, séries, animes e por aí vai. Tipo, as personagens não tinham um único lado, elas tinham vários ângulos, num momento poderiam ser extremamente boas, em outro poderiam agir com preconceito (proposital ou não), em outro poderiam ser "vilões", mas depois poderiam se tornar pessoas boas. Ou seja, mostrando que ninguém é constante e padronizado. Depende do momento, depende de como foram criados, com quem se relacionam, o que querem da vida, depende de muita coisa.


      Além disso, EU CHOREI HORRORES COM A CENA DAS DESCULPAS DA JUDY! PQP EU AFUNDEI NAS LÁGRIMAS COM AQUELA CENA! Foi um dos melhores momentos do filme. Afinal, eu tenho um fraco enorme com esses dramas de miguxo e família, eu choro mais com isso até mesmo do que com os meus romances purpurinados de shoujos! Aliás, sobre a Judy ter "colocado a culpa no código genético" Semestre passado, na matéria de Fisiologia animal 1, nós discutimos justamente isso em sala de aula: Até que ponto a genética interfere no comportamento de um animal, ou seja, se ela exclusivamente é quem determina se o animal será dócil ou não. Ou se existe algum outro fator que interfere nisso. Enfim, logicamente há predisposição genética para alguns animais agirem agressivamente, porém isso também vai depender muito do ambiente e da forma como esse animal é criado, ou seja, tu pode ter um animal selvagem e predador dócil, e ter um animal presa e pequeno sendo extremamente agressivo.

      Além disso, eu ouvi boatos que o pessoal envolvido na estética de Zootopia, foi pesquisar a fundo sobre os animais e seus ambientes, indo em excursões para estudar como cada animal se movimentava, anatomia e comportamento deles, para conseguiram transportar tudo isso para o filme e montar zootopia.

      E sobre os personagens...... EU AMEI TODOS ELES <3 MEU DEUS, A JUDY É UMA FOFA DIVA LACRADORA PIKA DAS GALÁXIAS <3 Meu deus, eu virei fã dessa coelha! Gente, ela é uma fofa, admite quando erra, não desiste, LACRA MUITO, e ainda consegue manjar das mutretinhas para fazer a raposa sensual cooperar com ela! E A CENA DA JUDY E DO NICK VISITANDO O COVIL DO MAFIOSO! SHAUSHUASHUASHUAUSHAU Gente, eu chorei rindo quando a Judy recebeu a benção do mafioso, por ser miguxa e ter salvado a filha dele, enquanto que o Nick tava lá com a barra preta por causa do tapete de gambá que ele vendeu pro mafioso no passado shaushaushuashua (a cara do Nick nessa cena foi a melhor). Aliás, fiquei sabendo que um trecho dessa cena é até uma referência ao filme O Poderoso Chefão (pelo menos são os boatos que rolam)

      E SIM, EU SHIPPEI ESSES DOIS! MEU DEUS, EU TÔ MUITO FERRADA NESSA MINHA VIDA DE SHIPPAGENS: ALÉM DE SHIPPAR LOLITAGENS ACIDENTAIS (uma história muito longa envolvendo shipps de Gintama), EU TÔ SHIPPANDO UMA COELHA E RAPOSO! MEU DEUS, A QUE PONTO EU CHEGUEI NESSA MINHA VIDA! Mas, eles dois são tão fofinhos >.< É algo sem explicação, eles ficam bem de todas as formas: Sendo amigos, sendo amantes, sendo companheiros, sendo meio rivais.... Eles combinam com tudo! É até meio difícil definir um único tipo de relacionamento para eles!

      Enfim, o filme é muito bom <3

      P.s: shashuashuashuashau eu curti a trilha sonora com a Shakira XD

      Kiss

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  2. OHEY ANY <3
    ~sumida, eu? Sempre, nunca por um bom motivo, sempre pela falta de internet~

    Eu não consegui passar no teu blog Any, tu tava postando muito rápido, ficou difícil de acompanhar TuT (e tu sabe que eu tenho tendência a evitar postagens com temas polêmicos, right?)
    WOOOW, ANY, APROVEI MUITO TEU PROJETO <33 MEU DEUS, KERO! Hehehe, esse povo do blogger se supera com os tamanhos dos comentários, né? Eu amo ler eles, mas na hora de responder dá um medo -q Any, tu tá me deixando cada vez mais orgulhosa <33 Fico muito feliz que tu esteja manjando dos paranauês de arte :3 É ISSO AÍ, MANJA ONDE EU NÃO SEI MANJAR, VAMO QUE VAMO!

    Acredita que eu ainda não assisti Zootopia? Eu queria muito assistir, porém a preguiça toma conta *se mata* Eu sou terrível em resenhas, chego a me assustar quando as termino :'3 *parei*

    EITA, A JUDY VIRA DAS PULIÇA, EU NEM DISSO SABIA *Can someone kill me, please?* o que é aldrabar? Eu sou meio burra, perdão TuT

    Ah nossa, esse é o preconceito que ela sofre? Sério isso? Nossa mas vá se catar essa vida ~

    OLHA A HELOCHII TORNANDO-SE INTRUSA NOS POSTS, NOSSA ADORO INTROMISSÕES HEUEHEUEHEUE'
    Realmente, os filmes da Disney costumam ser superestimados, MAS ISSO NÃO ME FAZ MENOS DISNEYMANÍACA NÉ POVO ~ os filmes da Disney são ótimos :3 Eu adoro esses filmes que passam mensagens não-tão-escondidas, porque mensagem escondida eu não entendo (ser lerda é isso aí). E realmente, enquanto serumaninhos ficam tretando, se discriminando e essas Tretas tudo, EM ZOOTOPIA É SÓ PURPURINA *eu rio todas as vezes que vejo as propagandas de zootopia em que aparece o bicho preguiça*

    SHUAHSUAHSUA UMA RAPOSA SENSUAL, AI MEU DEUS ENGASGUEI ~

    "Porque sou idiota" = como definir metade das minhas atitudes *parei de novo* Como assim na altura não podia? Não entendi *SOU MUITO LERDA MEU DEUS, ALGUÉM ME BATE* hauehauehau' eu reclamo da minha irmã mais velha toda vez que ela vai ao cinema sem mim TuT fico trstona ~

    Ah, entendo, então eles realmente têm essa estupidez humana da vida de pensar a respeito do que é "pra menino" e o que é "pra menina". Pelo amor de deus. ANY, O QUE É UM TERMO GUARDA-CHUVA? EU TÔ APRENDENDO ALTAS COISAS AQUI NESSE POST ~ ah, não é bem assim, realmente não é. Eu sei bem disso, afinal eu não posso andar pela escola de camiseta que os engraçadinhos questionam-me a respeito do meu peso, eu só mando todo mundo pro inferno *não tenho paciência*.

    Any, eu pulei a parte que tinha spoiler, tá? :v

    Aww, eu acho eles tão bonitinhos como amigos, também não shippo assim pra nada além disso <33 (eu nem vi o filme ainda, mas eu adorava as propagandas q)

    ANY, SE EU FICAR POR AQUI, TU VAI ME BATER? TAT EU PRECISO TOMAR BANHO E FAZER ALGO DA VIDA, ENTÃO VOU LÁ AGORA <33

    Sayonara o/

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  3. Eu assisti esse! ♥ História linda e engraçada ~ pelo menso pra mim, q sou uma pessoa que adora desenhos >< ~
    Ele me ensinou a n confiar nas pessoas boas demais e.e #Referências
    Quero mais resenhas U.U (como se eu tivesse direito de pedir algo por aqui hehe)
    Bjs até...

    Twitter> @SkullMinds
    Snap: maisaindia
    Skull Minds

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  4. Oooi, Any-chan!

    Aeee, finalmente foi inaugurado o projeto! Uhuul! Quero muito conhecê-lo! Tenho certeza que será um maravilhoso projeto!
    Sobre o Paint Tool Sai, já o conhecia, até utilizei algumas vezes no passado mas depois acabei perdendo o programa. Mas enfim, é muito bom por ser bem simples, e ainda assim dá pra fazer bastante coisa nele. Também estou ansiosa para ver o desenho feito nele!

    Olha meu comentário sobre Zootopia aqui! É MESMO, raposa sensual lembra um famoso macho-alfa da Hina-chan! Huahsuauhhas Fiquei feliz de ver meu comentário por aqui, e sua resenha está super completa, falando de vários pontos que eu não coloquei.

    HAUSAUHAH eu não lembro bem de como conheci Zootopia, mas se não me engano foi um amigo da faculdade, apaixonado pela Shakira, que comentou do filme. Aí depois acabei pesquisando mais sobre e fiquei com vontade de assistir.

    É sim um filme sobre preconceito, e é verdade que poderia haver mais representatividade no quesito lgbt+ (e até como você falou e concordo, com personagens assexuais), e espero que explorem isso em outros filmes no futuro. Aliás, isso fica incerto porque não há romance no filme (apesar de que muita gente shippa Judy com Nick que eu sei, risos) então dá bastante margem à interpretação.

    Agora sobre a trama e o foco do filme no preconceito e na metáfora da sociedade humana atual. É exatamente isso! No início, por mais que a cidade chame-se "Zootopia" e que supostamente tudo ocorra às mil maravilhas, não o é. Judy enfrenta preconceito atrás de preconceito, tentando sempre mostrar que ela pode sim fazer aquilo que quer. E não só isso, ela mesma demonstra preonceito naquele momento que cita a genética dos predadores, como você bem disse, e a repercussão que isso gera é ainda mais uma prova de toda essa questão. Achei incrível que você levou isso bem a fundo e citou o exemplo dos imigrantes e dos lgbt+, e se formos mais a fundo teremos diversos exemplos válidos.

    Também adorei o papel que deram a Gideon Gray, foi um perfeito paralelo que fizeram entre ele e Judy, ou seja, fugindo daquele padrão da ficção (mais presente em animações) de que os malvados são simplesmente malvados e pronto. Ele era uma raposa normal, ele tinha uma ideia que era aquela, mas depois mudou e viu que estava errado, e achei isso muito bonitinho. Não tinha pensado a ponto de ver isso como uma mensagem de esperança, mas sim, é isso mesmo. Até porque muitas pessoas podem ser representadas por esse personagem.

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    Respostas
    1. Temos como exemplo disso de que não existe bem ou mal com a própria ovelhinha (esqueci o nome), que aparentemente é boazinha o filme inteiro e se mostra no final uma pessoa sedenta por poder e vingança, capaz de utilizar qualquer meio para obtê-los.

      E bem, é verdade que há um ciclo vicioso, pessoas que sofrem bullying ou algum tipo de opressão podem criar uma tendência de passar isso para o próximo, por isso é tão importante se dedicar a evitar esse tipo de coisa. A cena do Nick criança é ótima para explicar o modo como ele se comporta hoje.

      E adorei o comentário sobre os diferentes níveis de preconceito, o que é super bem explorado no filme mesmo. A cada gesto, a cada cena a gente vê essas abordagens.

      E é essa ideia que o filme passa mesmo, a de esperança e a de que podemos sim lidar com os preconceitos, e que apesar do nome, não precisa ser uma utopia.

      Eu adoro muito o momento em que Nick decide ajudar Judy a resolver o caso que poderia mantê-la ou tirá-la da polícia. Eu não havia observado a cena tão minuciosamente como você, mas concordo que não foi nada sexista, foi muito bem feita!

      E também a cena em que ela se desculpa me emocionou muito, não lembro se chorei (olha como minha memória é uma coisa maravilhosa), mas lembro que foi uma cena muito linda. Eu também não shippo os dois (bom, tem um certo lado meu que shippa, um pedacinho do meu coração -q), mas eu gosto especialmente da amizade maravilhosa deles e de como eles confiam e apoiam um ao outro! <3

      Sobre os ambientes, sabe que foi uma das coisas que mais me chamou a atenção no filme? Não fiquei contando, claro, mas fiquei maravilhada de ver toda a diversidade, acho um ponto muito positivo. Eu gosto demais do character design, apesar de que por se tratar de animais isso já ajuda. Já eu gostei da trilha (adoro Shakira -q), quase fiquei dançando naquela cena dos créditos que a gazela começa a cantar (pois é).

      Eu acho que é um filme muito bem bolado, que tanto crianças quanto adultos gostam. As crianças podem talvez não entender 100% do que acontece, mas eu adorei que a história não foi boba, sabe? Ultimamente vemos filmes tão bobos, com historinhas que não acrescentam em nada, e fiquei feliz de ver um filme como Zootopia que acrescenta tanto.

      E ESSA QUOTE NO FINAL, AAAAH! Melhor quote de filme! Amo demais! <3333 Melhor resenha de todas!

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  5. Yoo Anyyy
    Não vi o filme, então não vou me estender muito (talvez para "compensar" o monstro que fiz no seu post anterior hehe). Mas nossa, adorei a proposta >.< não tinha dado muita bola quando ele foi lançado por pensar "ah, é filme infantil, deve ser bem bobinho"... Bem aparentemente não :)
    Os gifs são adoráveis e as frases... Nem se fala! Resenha excelente :D
    Foi pro setor de filmes d'A Lista ~~
    Kissus, tenha um bom fim de semana ;) xoxo

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  6. Achei que foi um truque do universo eu, magicamente querer ler uma postagem antiga sua e essa ser a de uma das minhas animações favoritas do ano. É universo, valeu mesmo.

    Zootopia era uma dos filmes que eu mais aguardava para assistir, não me lembro o motivo, mas sei que a vontade era tanta que quando foi anunciado que o Tele Cine teria uma semana de sinal aberto e justo nessa semana seria a estréia de Zootopia eu não posso negar, eu gritei. E consegui ver o filme três vezes seguidas, olha quanto amor! Não preciso me ater a muitas considerações porque você conseguiu ampliar mais o meu olhar quanto a 'crítica' imposta pelo filme, gostei muito do que li aqui. Mas, tenho dois pontos a ressaltar: a) essa sensação louca querer shipar WildeHopps é algo que me abateu logo no primeiro encontro deles (mais uma vez, eu gRiTEi) e não pude deixar de notar certo pré-conceito que a coelhinha guardava consigo a primeira vez que viu a raposa mas, ainda assim, o laço que os dois fizeram me deixou muito empolgada e, quando fui procurar por fanfics encontrei muitas obras fantásticas que iam além da ideia de sustentar um shipp por algum fato ocorrido, indo além (como Orgulho e Preconceito, que além de ser brasileira (outro grito) trabalha um aspecto diferente do filme, focando mais nos relacionamentos amorosos entre espécies diferentes e como eles são vistos pela sociedade. E por mais que a autora derrape em alguns capítulos, a história tem um bom desenvolvimento, uma pena não estar completa) o que mostra como o público foi cativado pela ideia da trama. E b) também torci o nariz pra música, mas não a mensagem que ela passa (porque ela se encaixa muito bem na jornada que a Judy enfrentou) e sim pela interprete, por algum motivo ouvir a Shakira cantando Try Everything não bateu muito bem, acho que poderiam ter colocado outra cantora em seu lugar mais enfim, saio dançando a música mesmo assim, adorei ela!

    Agora me veio aquele trocadilho que o Bogo fez com Let it Go quando a Judy tentava conseguir algum caso importante, tem tantas referências nessa filme que volta e meia minha irmã aparecia falando de algum outro filme/série. A dublagem também foi ótima, serviu direitinho para os personagens, gostei principalmente da Mônica Iozzi como Judy e do Rodrigo Lombardi como Nick (vamos dizer que isso agregou mais no conceito de "raposa sensual" que ele acabou levando ♡). Realmente, se um dia eu puder compro essa belezinha em dvd para poder ver sempre ♡

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  7. Obrigado por sua crítica, muito completo. Shakira Eu não sei, mas não amei neste papel, eu não sentir destacou muito. O resto do filme, posso dizer que a partir das primeiras imagens que vimos certos padrões de outros filmes com animais, eu gostava de fazer para os animais como seres humanos, mas continuar a respeitar a natureza de cada espécie e dar um plus com uma personalidade a cada personagem. Muito hábil Disney! Eles vão passar por HBO Zootopia 2016 , eu vou vê-la depois que eu li várias opiniões irão prestar atenção a detalhes que não viram, mas também se divertir.

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