agosto 18, 2016

Feminismo + feminismo VS femismo + Temas feministas


Ohayou, minna-san ^^ Eu sei que deveria ter postado há uns dias, mas estive a tratar dos comentários e de algumas outras coisinhas. Antes de mais, falta-me comentar nos blogs da {Helo, Camii, Chell, Shana e Saddy - é só comigo, ou o sistema de comentários dela está a dar erro?}, e nas futuras novas afiliadas {Alone, Mi e Sabrine}. Já agora, tenciono hoje ou amanhã postar dicas essenciais para edição de vídeos no Chuva de HTML - eu ainda não consegui concluir nenhuma das minhas edições no Sony Vegas, mas apenas por culpa de me meter com músicas muito longas num pc que empanca sempre a metade, obrigando-me a reiniciar o programa - porque realmente creio que estou a dominar o assunto. Decidi estender o CdH a tutoriais que não digam apenas respeito a edição de imagem e html ^^ 

Enfim o post de hoje é sobre feminismo - estava na altura de tomar vergonha na cara e falar disso - e não só trago a abordagem mais clássica, como menciono o quê que se tem de facto vindo a tornar o feminismo (algo muito mais abrangente do que uma luta pela "igualdade de sexos"), tipos de feministas radicais que abomino, e ainda as temáticas feministas mais comuns. Fontes a que recorri bastante: www www www.

O que é o feminismo?
Citando a wikipédia, o feminismo é "um movimento social, filosófico e político que tem como objetivo direitos iguais e uma vivência humana por meio do empoderamento feminino e da libertação de padrões opressores patriarcais, baseados em normas de género". Vamos digerir a informação? Feminismo não quer dizer igualdade entre sexos - e sim entre géneros. Ou seja, muita gente anda a reconhecer que se deve dar prioridade aos géneros das pessoas e não ao seu sexo biológico - vejam {aqui} a diferença - e, já agora, um grande número de pessoas tem vindo a definir a equidade e não a igualdade - isto {aqui}. Além disso, o feminismo encompassa também a questão da interseccionalidade, ou, citando de novo a tia wiki, "Desde a década de 1980, as feministas argumentaram que o movimento deveria examinar como a experiência da mulher com a desigualdade se relaciona ao racismo, à homofobia [correção minha: homofobia/bifobia/transfobia/afobia], ao classismo e à colonização."

Eu até falaria da história, mas podem pesquisar sobre tudo isso, até porque acredito que ninguém reteria grande coisa mesmo que eu me esforçasse por resumir aqui - então, prefiro falar sobre a palavra em si. Supõe-se que a palavra "feminismo" foi inventada por Charles Fourier, em 1837. Muita gente acha que, por provir de "feminino", não está realmente a promover igualdade de géneros e sim a dar prioridade a um género só, mas pessoas que fazem essa crítica esquecem-se de que o movimento surgiu numa época em que, mais do que hoje, a mulher era prejudicada e desvalorizada na sociedade, reduzida a determinados papéis de género. Então, o nome traduz a "compensação" que era necessária. Ou seja, o objetivo era atingir a igualdade NÃO através do rebaixamento dos homens, mas do empoderamento das mulheres. Subir, e não descer. Também é por isso que é uma questão de equidade - não se deve providenciar o mesmo tratamento e meios EXATOS a toda a gente, pois assim quem já está numa situação de poder irá chegar ainda mais longe, enquanto que quem está em "níveis inferiores" continuará à mesma distância do "grupo superior", ainda que em melhores condições. Isso aplica-se a TODOS os tipos de justiça social e económica: Dar tanto dinheiro aos ricos quanto aos pobres não vai diminuir o fosso que há entre as condições financeiras de cada classe; Dizer "BlackLivesMatter" não quer dizer que as outras vidas não importem, mas que está na altura de pessoas negras/pretas receberem o mesmo tratamento e reconhecimento que as outras; O acrónimo LGBT+ ou QUILTBAG não serve para fazer quem é cis-hétero sentir-se excluído, mas para validar e conferir visibilidade às restantes orientações e identidades de género; Porquê que feminismo não haveria de funcionar da mesma forma?

Btw (by the way), há quem diga que o feminismo só é necessário nos países em desenvolvimento. Talvez {isto} vos faça mudar de ideias... É uma coletânea de estatística e de infográficos que demonstram o quanto pessoas que acreditam que o ocidente atingiu a igualdade está iludida.

Distinguindo feminismo de femismo (feminismo radical).
Acho que já ficou claro que o feminismo NÃO é o oposto de machismo - por outro lado, o femismo é. Femistas basicamente defendem a ideia de que a mulher é superior ao homem, e apoiam uma sociedade matriarcal (vulgo: pegar na nossa sociedade patriarcal e colocar as mulheres no poder, em vez dos homens, continuando a fazer uso de descriminação e do {mito da meritocracia}), sendo também chamadas de RadFem.


Outros termos dignos de nota:
  • Feminazi» Aplicado a mulheres que são PERCEPCIONADAS como pessoas que se acham superiores aos homens, porém, enquanto que radfem e outros termos desta lista são reclamados pelas próprias pessoas às quais são aplicados e confirmam que, sim, a mulher acha o seu sexo superior, feminazi é aplicado por uma pessoa de fora, muitas vezes a feministas que, de radicais, não têm nada. Ou seja, é um termo pejorativo e atribuído com base em palpites, ignorância ou desprezo.
  • Misandria» Uma pessoa misantropa é alguém que despreza ou desmerece os homens. Opõem-se diametricamente à Misoginia (rebaixamento das mulheres), é o antónimo de Filandria (amor e devoção pelo sexo masculino) e distingue-se da Androfobia (medo dos homens). 
  • TERFs + TWERFs» "Trans(-women) exclusionary/exterminatory radical-feminist". Acham que mulheres trans não têm lugar em conversas sob feminismo e não devem ser tratadas como mulheres, não lhes reconhecendo sequer os pronomes certos. Duvido que saibam o que são géneros não-binários, aliás, e usam diversos argumentos para provar que mulheres-trans são, no fundo, homens, apesar do que "a cabeça deles os faz julgar". Não diferenciam os conceitos de sexo e género, e o mais irónico é que, muitas vezes, "defendem" homens-trans porque os acham na realidade mulheres, então não podem usar as casas de banho masculinas pela sua própria proteção - que argumento IDIOTAAAA!... Alguns pormenores: www.

Questões feministas:
Vamos a uma introdução geral: Uma pessoa que é realmente feminista luta pela igualdade de oportunidades e pelo conferir de "poder de escolha" a todas as pessoas, independentemente do género - contudo, a partir do momento em que se começa a policiar as escolhas das pessoas e a considerar certas decisões mais válidas do que outras, isso deixa de ser feminista. É feminista dizer que mulheres não existem para satisfazer os homens, para atender estereótipos de beleza (fazer a depilação, ser magra, usar sutiã, usar maquilhagem...), ou acabar com a obrigatoriedade interiorizada de certos papéis de género (ser dona de casa) e cortesias sexistas (o homem paga o jantar). Contudo, não tem nada de feminista em dizer que as mulheres não podem ter desejos sexuais ou mesmo gostar de BDSM (que NÃO é aquela coisa que 50 tons de cinza retrata, como é dito aqui: www), que fazer dieta/depilação/maquilhar-se é reforçar padrões de beleza (ignorando que as pessoas podem estar a fazer isso por si mesmas e pelo seu próprio bem-estar, não por pressões externas), ou deixar o par ser gentil e pagar o jantar de vez em quando. É feminista responsabilizar mulheres reais ou fictícias pelo que fazem, mesmo pelos seus erros - não é feminista criar personagens masculinas de "coração nobre" que "salvam" as femininas a tempo todo, conseguindo que elas sejam desculpadas pela merda que fizeram sem as deixar tentar redimir-se por conta própria primeiro. Não é feminista desmerecer mulheres que ESCOLHERAM um estilo de vida mais caseiro ou em torno dos filhos, nem desvalidar a fragilidade emocional de uma mulher porque isso "reforça que mulheres são mais sensíveis" - o que é feminista é retratar qualquer situação sem atribuir as causas ao género de alguém, ou comparar o grande número de personagens que levam um certo estilo de vida porque era o que se esperava delas, aceitando-a sem questionamentos. Feminismo é consenso, conforto e validação. Tudo pode ser feito, desde que as pessoas envolvidas o permitam (sem ser devido a chantagens). Tudo é válido, exceto usar "género" para justificar esse "tudo".

Isto dito, vamos a alguns temas classicamente feministas:

  • Representatividade
Não podia deixar de falar disto, certo? Então, eu já mencionei o facto de ser feminista responsabilizar toda a gente pelo que faz, e de empoderar as escolhas das pessoas - pois o que importa é conferir a oportunidade de escolher - e isso é válido para personagens também. Contudo, há outros detalhes tendenciosos que são retratados em muitas histórias, e que deviam ser quebrados (ou, pelo menos, a frequência com que ocorrem deveria...). Para começar, deve-se respeitar a {Bechdel Rule}, que diz basicamente que em todas as histórias devem aparecer pelo menos duas personagens femininas, interagir, e sem ser apenas para conversar sobre o marido e os filhos - parece um requisito básico, contudo, imensos filmes reconhecidos falham nele.

Depois, há a questão das vestimentas e carácter design sexistas - o problema não é mostrarem personagens femininas com um bocadinho de pele mais à mostra (eu até sou a favor de se parar de associar nudez a sexualização), mas quando são SÓ personagens de um género a vestir-se assim, ainda por cima nas situações mais inadequadas (vulgo: vamos para a guerra de bikini, yay!), passa os limites do tolerável. É perfeitamente possível fazer uma personagem vestir-se bem e estar preparada para o momento SEM a sexualizar {www}, portanto indico alguns links que sugerem formas de corrigir o problema, mostrando o antes e depois da correção: www www - só para {esta} imagem temos {1 2 3} correções. Por fim, ainda tinha de mencionar o problema com algumas poses e papéis das mulheres nas histórias, mas vou deixar que as imagens falem por si em decorrência {deste post} que já diz tudo: quando eu vi o cartaz na parte superior da imagem ao lado e soube que feministas o estavam a criticar, achei um bocado exagerado porque partilhava da noção de "É um vilão, não a ia convidar para tomar chá!" - contudo, após ler o post cujo link está aí, percebi que o problema foi a forma como escolheram focar num momento da luta em que a mulher se encontrava numa posição de desigualdade, enquanto que nos cartazes com personagens do mesmo género, escolhem momentos em que se encontram claramente no mesmo nível. Aqui estão mais imagens que mostram muitas coisas comuns que não são um problema em si mesmas, mas se tornam assustadores pela frequência com que são utilizadas ou quando comparadas com cartazes protagonizados por personagens masculinas: www www www www. Não vou nem mencionar {comerciais} que usam e abusam de "sex appeal".

E depois aparecem idiotas a criticar o facto de a Rey (de Star wars) ser Mary Sue, quando, na verdade»»»»» www. Até com os jogos olímpicos há problemas!: www.

  • Masculinidade tóxica e papéis de género:
Para aquelas pessoas que ainda acham que os direitos dos homens não se incluem, na prática, no movimento feminista, enganam-se e bem. Por exemplo, as duas questões deste tópico estão intrinsecamente ligadas e são fruto de uma cultura sexista, não de machismo, pois forçam determinados estereótipos a todos os géneros - aliás, a todos os sexos, ignorando completamente o conceito de género. Isso vai desde objetivos de vida (os homens são o ganha-pão da família, enquanto que as mulheres são donas de casa) a comportamentos (homens não choram, mulheres são emotivas), passando até mesmo por gostos (homens gostam de azul e de carrinhos, mulheres gostam de rosa e de bonecas). É algo totalmente ilógico e que pode, sim, afetar imenso a vida de uma pessoa, magoando quem não atende as expectativas de género e é criticado por isso {versão masculina + versão feminina}, e muitas vezes forçando as pessoas a propagar outros estereótipos, ainda mais problemáticos: por exemplo, tornando alguns homens embrutecidos, ou obcecados com sexo, nem que seja a fingir, pois são coisas que muita gente espera da parte deles. Que fique claro que eu coloco a culpa na sociedade patriarcal, nos meios de comunicação viciosos e nas pessoas que conscientemente e com gosto são machistas/femistas/sexistas, não em nenhum género em si. Ah, claro, nem vale a pena dizer que me irrita o quanto esses estereótipos reforçam também a cisheteronormatividade. Enfim, links sobre masculinidade tóxica: {comic + texto}

  • Educação sexual abrangente e Aborto/Fertilidade
Tenho a certeza de que todos os leitores deste blog têm maturidade suficiente para não considerarem este assunto demasiado sensível, então cá vai: para além da educação sexual dada na escola ser superficial, e não ensinar nada sobre consentimento (vejam o tópico seguinte), falha consideravelmente em ser inclusiva. Em primeiro lugar, ensina tudo através de imagens/esquemas pouco claras - não estou a dizer para mostrarem fotografias explícitas a criancinhas, mas pelo menos deviam certificar-se de que detentores-de-pénis (não vou dizer "homens" por consideração a pessoas trangénero, já que não há correlação entre o sexo e o género de alguém) pelo menos sabem onde fica o clitóris - e ainda por cima é sexista na forma como ensina, propagando até conceitos absurdos: por exemplo, a questão da virgindade (que desconsidera coisas que poderão ver no link seguinte), entre outros {mitos}. Também falha em ensinar devidamente sobre o uso de métodos contraceptivos (felizmente, isso está a mudar, mas vale dar uma olhada a {isto}), e ainda em demasiados lugares, dá prioridade ao prazer masculino. Não vou nem fazer um testamento de como a educação sexual desconsidera de todo pessoas lgbt+: não ensina nada sobre relações entre pessoas do mesmo sexo, associa géneros a determinadas genitais, desconsidera pessoas intersexo, assume que toda a gente sentre atração sexual e romântica e ainda por cima que estas estão alinhadas... Yup, deixa de fora imensas particularidades.

Em sequência, achei boa ideia referir a questão do aborto e da fertilidade, mas primeiro vamos ver como é que a INfertilidade é diferente para tantas pessoas: há quem realmente deseje ter filhos e sofra por não poder {www}, porém, parte das causas de muita gente sofrer com isso é a quantidade de bosta que tem de ouvir (ou seja, discursos sobre como são pessoas falhadas e um sentimento interiorizado de culpa por não atenderem as expectativas, coisas que não é abordada {aqui} mas me parece bem implícito), e também há MUITA gente que não considera essa a coisa mais trágica que lhes aconteceu e até satiriza a {clássica opinião} acerca do assunto. Ora, há quem diga que adotar  - para quem É fértil - ou abortar são coisas que desvalidam o suposto sofrimento de pessoas inférteis. Sobre adoção, sei que as instituições podem complicar o ato, mas o que me irrita mesmo é a maneira como muita gente trata filhos que "não são de sangue" como se fossem "menos filhos", e ainda reagem como se não querer ter filhos biológicos sendo fértil fosse um insulto para quem não os pode ter - porquê? Ter filhos faria com que as pessoas inférteis parassem de o ser? Tudo isso foi mencionado de forma pouco densa e fácil de ler {neste post} da Saddy. E depois há toda a questão do aborto, que é encarada como se fosse algo problemático (há vários métodos para abortar, mas uma série deles É seguro e NÃO está a matar um bebé, pois ainda não houve semanas suficientes para o feto se desenvolver a esse ponto) ou que exigisse razões extremas para ser cometido - ou seja, como se alguns abortos fossem mais válidos que outros. O que eu penso do aborto é traduzido pela quote ao lado, então sim, eu sou a favor da legalização do aborto (desde que tudo seja feito com o devido cuidado e acompanhamento), e partilho de várias opiniões que {aqui} estão - mencionados como uma forma de pais falarem sobre aborto aos adolescentes, mas que não são sequer conhecimento de muitos adultos, infelizmente. Nem sempre abortar é uma decisão difícil, que implica conflitos internos ou razões drásticas, nem irá afetar a saúde mental de uma pessoa que teve o devido apoio. A "monstruosidade" de só abortar quando o feto cresceu demasiado (levando até a algumas dores) é, muitas vezes, resultado de países onde o aborto necessita da aprovação dos pais da pessoa de vai abortar, que por vezes demoram a ser convencidos e atrasam o processo, para além de serem leis totalmente adultistas, sexistas e que não responsabilizam as pessoas pelas suas escolhas. Há uma série de fatores a considerar, então o {post da quote} talvez seja uma boa introdução.

  • Abuso, relacionamentos abusivos, consentimento
Vi {aqui} um idiota dizer que feministas que afirmam que se andassem nuas na rua e fossem violadas não seria por culpa delas deviam comparar isso com um dono de um banco que o deixa aberto e depois é assaltado (o banco é assaltado). Perguntou às feministas de quem era a culpa, e eu adorei as respostas que recebeu: 1) A culpa é do ladrão 2) Comparar pessoas com objetos inanimados e com as portas abertas é redutor e desconsidera que mulheres são seres humanos. "Rape culture" é um termo que muita gente deve conhecer - em brasileiro, "cultura do estupro", mas irei usar bastante o termo em inglês porque em português de Portugal não temos uma expressão equivalente, já que aqui se diz "violação" e não "estupro" - e aproveito para recomendar {este post} da Hina-clone que prova precisamente o ponto da metáfora falhada que introduziu este tópico: não há razões que justifiquem estupro ^^ A cultura do estupro não afeta apenas as pessoas que são estupradas, na verdade. Tem repercussões a todos os níveis, sendo por isso que se chama CULTURA do estupro e não apenas estupro. Primeiro, vamos quebrar algumas noções: essa expressão não coloca apenas homens no papel de violadores - isso reforçaria até algumas noções relacionadas com masculinidade tóxica de que todos os homens são viciados em sexo e são violentos - sendo, na verdade, uma expressão que afeta todos os géneros, vítimas e violadores (de forma diferente, claro), podendo ambos ser de qualquer género. Há muitos casos de mulheres que também violam - não sei se são tão comuns como os outros, though - contudo, esses caso não passam na mídia porque não estão de acordo com a visão geral de estupro: uma mulher que foi penetrada, ou basicamente um pénis numa vagina, gómen por ser tão explícita. Isso é problemático porque qualquer coisa que fuja dessa narrativa irá fazer com que pessoas que foram violadas sintam dificuldade em denunciar, pois sentem que não serão levadas a sério e muita gente achará que só estão a tentar chamar atenção. Isso é absurdo. Sexo anal e oral, entre pessoas de géneros diferentes ou iguais (sim, homens podem ser violados por mulheres, pasmem!...), não precisa sequer de envolver genitálias, e pode inclusivamente ser cometido por parceiros íntimos - {aqui} estão todos os mitos que sobreviventes são obrigados a suportar, e que isto seja claro: a partir do momento em que não é consensual, é uma violação. Aliás, o consenso CONSCIENTE é a {única coisa que importa em atos sexuais}, até mesma quanto a {representatividade}, e digo consciente pois não se pode considerar uma resposta consciente em pessoas menores de idade ou {demasiado bêbadas} para se aperceberem do que as rodeia - embora nem tudo seja a preto e branco, daí esses links debaterem um pouco os limites. E para quem acha que pedir permissão arruína o momento, talvez este vídeo totalmente britânico que compara sexo com chá seja a resposta ideal para todos os vossos problemas: www. Todas essas coisas deveriam ser consideradas pelo movimento "sex positive" - ele deveria ser inclusivo e em torno do consentimento: aqui temos uma {comic} e {tópicos curtos} sobre isso, não custa a ninguém conferir.

Então, quem acha que os homens são culpados pela "rape culture" é um idiota, pois as únicas coisas que são dignas de culpa são a educação, os padrões de género e as noções propagadas pela mídia. Que, para além dos pontos abordados, têm ainda outra consequência grave: a romantização de situações problemáticas. As pessoas romantizam rapazes que são cruéis com raparigas ("Se ele implica contigo é porque gosta de ti :DDDD"), e tomam certas caraterísticas abusivas, ao ponto de TODA A GENTE concordar pelo menos uma vez na vida que são gestos apaixonados - eu revi-me {nisto}. Há muitos fatores que podem ser considerados comportamentos abusivos - tal como {explicados neste post}: manipulação emocional (gaslighting), ameaças, violência, intimidação, não escutar as necessidades dos outros, não confiar neles e esconder coisas importantes, ciúmes doentios, controlar amizades, roupas ou comportamentos... A cultura do estupro também é o que faz muita gente, geralmente homens que gostam de fazer "catcalls", dizer que mulheres não sabem reconhecer um elogio. Eu podia fazer um testamento diferenciando elogios de assédio, mas {todos estes links} já abordaram o assunto. O mais importante é que os elogios não se devem focar na aparência física, muito menos de forma que possa ter um conotativo sexual - se quiserem elogiar os olhos de alguém, a maioria das pessoas não levará a mal - além disso, antes do elogio, pode ser melhor dizer um "olá" inofensivo, e verificar se a pessoa que receberá o comentário está confortável com os avanços, avaliando o seu comportamento e gestos, e verificando se se está num espaço aberto que permite à pessoa afastar-se se quiser.

  • Body Positive
Normalmente, o movimento "body positive" é sobre a aceitação de todos os tipos de corpos, e foca-se muito na aceitação de pessoas gordas - ou seja, combate a gordofobia, reconhece que existe {thin privilege} ("privilégio magro") e determinados padrões de beleza. O movimento afirma que ser gordo não é uma coisa má e que a palavra "gordo(a)" deve {ser dita}, sem {negações} - labels são importantes. Insiste em dissociar - corretamente - ser gordo de não ser saudável, pois da mesma forma que há pessoas magras nada saudáveis, há pessoas gordas em perfeitas condições físicas - como dá para ver por {este vídeo}, de uma mulher gorda a fazer yoga. É bom insistir nisso porque uma das justificativas que pessoas magras mais usam para policiar as pessoas gordas é "Estou preocupado(a) com a tua saúde" - ironicamente, são capazes de dizer isso quando a) elas próprias têm hábitos nada saudáveis, sejam alimentícios ou outros b) vêm uma pessoa gorda a comer UMA fatia de pizza, ignorando deliberadamente que foi o amigo dela que comeu 3. Essas pessoas arrogantes também são responsáveis por Body Shaming - ou seja, por dizerem que pessoas gordas deviam ter vergonha de usar roupas que mostram tanto, e que se deviam esconder mais -, por apenas tolerarem, sem sequer respeitar a sério, {Good Fatty's} - pessoas gordas mas que alinham em dietas e desportos numa tentativa de se aproximarem de padrões de beleza, mesmo quando não obtém resultados - entre outras bostas. O pior é que essa atitude não é só cometida por pessoas que são tudo menos especialistas em saúde - é cometida pela própria comunidade médica, que já deveria saber que emagrecer não é a solução para todos os problemas. Não digo que estar acima de determinado peso não possa interferir em determinados sistemas ou com a saúde de uma pessoa, mas é importante reconhecer que {não há uma correlação} necessária, E que quando uma pessoa está com gripe, depressão ou outras coisas, mandá-la emagrecer NÃO-VAI-AJUDAR - parece inacreditável, mas é o que muitos médicos fazem, {recusando-se} até mesmo a ouvir os pacientes ou fazer-lhes um diagnóstico devido. Se ser gordo causa alguma coisa, é stresse e ansiedade - por culpa dos comentários que pessoas gordas têm de ouvir.

Notas para quem é magro e quer defender pessoas gordas: www www www www» É importante falar menos sobre, e mais com, pessoas gordas (defesa nem sempre quer dizer fazer discursos sobre minorias, pelo menos não sem lhes roubar a voz). É preciso humanizar, evitar correlacionar ser magro com saúde, e chamar a atenção de pessoas que propagam estereótipos. Mantendo isso em mente, dá até para discutir sobre as próprias dietas junto de uma pessoa gorda sem a fazer sentir-se desconfortável. É NECESSÁRIO CONSTATAR que muitas pessoas que fazem parte do movimento Body Positive - não só aliados magros, como as pessoas gordas que são o próprio tema - estão a fazer grandes progressos, contudo, ainda não são perfeitamente inclusivas. Há essencialmente 2 falhas comuns no movimento: 1) É ótimo que uma pessoa fique feliz com o seu próprio corpo, aceitando-se como relativamente a todo o físico, mas também é importante dar espaço para pessoas que são {Body Neutral - que se sentem um pouco indiferentes quanto ao próprio corpo} ou que querem emagrecer, desde que a escolha não se deva a uma tentativa de atender expectativas ou pressões externas, e sim a motivos pessoais que a possam deixar feliz; 2) Body Positive é para toda a gente, mas importa reconhecer que, apesar de nem todas as {pessoas trans} sentirem disforia física nem se incomodarem com o seu corpo, há algumas que de facto desejariam operar ou recorrer a tratamento hormonal para mudarem de físico - então, quando o movimento espalha frases como "O teu corpo é perfeito, o que tens de mudar é a perspectiva que tens dele", essas frases invalidam os sentimentos e desejos de algumas pessoas; Aprender a apreciar o próprio corpo é uma jornada, e nem toda a gente percorreu a mesma distância, então esperar que alguém se aceite de um momento para o outro é, às vezes, esperar demais. Por isso é que é importante considerar muitos fatores, e investir em debates que tornem o ambiente mais acolhedor e inclusivo: www

Talvez já tenha dado indícios disso, mas Body Positivity não é só sobre aceitar o tipo de corpo ou ser gordo, ainda que não me vá estender muito sobre os restantes tópicos: é também sobre se ser dono do próprio corpo e decidir o que fazer com ele, independentemente do género. Pessoas de todos os géneros podem escolher usar ou não maquilhagem e saias/vestidos - {incluindo homens}, - devem poder operar o corpo se tiverem dinheiro e desejarem tal, podem escolher fazer ou não depilação - aqui está um {ensaio fotográfico} de mulheres que não fazem a depilação e não deixam de ser lindas por isso, mas quem se incomoda com nudez é melhor não ver! - usar {sutiãs} se se sentir confortável... Pronto, já perceberam a ideia, vamos para o próximo tópico enquanto estou sem ideias para desenvolver este.

  • Prostituição e a Indústria do Sexo
Eu nunca tinha reparado nisso até um post do tumblr me chamar atenção, mas em alguns noticiários, quando há acidentes em que morrem várias pessoas, algumas das quais prostitutas, costuma ser dito que "morreram x vítimas e y prostitutas", como se elas não fossem pessoas. Eu sou totalmente a favor do uso de labels, mas não quando isso não é relevante ou quando serve para separar as pessoas, em vez de as empoderar. Acho ainda mais ridículo o estigma com que pessoas que se prostituem são recebidas. Não só a prostituição, mas também a dança do varão - ei, sabiam que o ballet já foi considerado uma dança de prostitutas? {fonte - confiram o gif} Que tal começarmos a associar pole dancing com APENAS DANÇA, sem qualquer julgamento (e sem desmerecer quem a criou) -, pessoas que se sentem bem em ser "sex symbols" (este argumento da {Halsey} é perfeitamente lógico) ou andar com o peito à mostra na praia (antigamente, {homens não podiam andar topless} - então, qualquer género deve poder conquistar o mesmo direito - claro, enquanto algo opcional).

Vamos começar com isto: a prostituição é um TRABALHO - daí eu preferir o termo inglês, "sex-workers" - e, como tal, quem se prostitui tem direito a exigir condições, especificando os serviços que presta, exigindo determinado pagamento, segurança, o direito a {denunciar} quando são violadas, entre outras coisas. Acima de tudo, é necessário que se legalize a prostituição - por uma questão de proteção e de validação - nunca virá a ser uma profissão muito segura, mas certamente sê-lo-à mais quando for reconhecida e suportada pelas leis, e quando os próprios polícias que prendem prostitutas não tiverem o direito de abusar delas. É necessário distinguir entre dois tipos de prostitutas: as que são {vítimas} das circunstâncias, e as que de facto escolhem a profissão. Nenhum dos tipos é menos válido, ambos merecem chances e condições para largar o trabalho caso queiram, ambos merecem o reconhecimento de que as experiências são diferentes, nenhum merece ser desumanizado e nenhum merece prisão (porém, por outro lado, o segundo tipo tem frequentemente, e relativamente ao primeiro, privilégios - monetários ou outros - que lhes permitem evitar certas consequências negativas, ou que não as impele a ingressar em ativismo, como mencionado {aqui}). É por isso que cada vez mais há feministas a se importarem a ouvir o que prostitutas (principalmente as do primeiro grupo) têm a dizer e a dignificar o seu trabalho - afinal, não tem nada demais, e se atores e atrizes que fazem cenas de sexo são reconhecidas por isso, porquê que sex workers não podem ter a sua profissão protegida? Enfim, ainda não sei muito sobre o assunto, mas deixo ficar a menção.

  • Feminismo não é só sobre mulheres brancas -.-
Mulheres pretas, asiáticas, latinas, islâmicas... são tão válidas quanto as brancas, e é aí que entra a interseccionalidade. Questões particulares que afetam cada raça e cultura DEVEM ser abordadas no feminismo, ou pelo menos validadas e consideradas quando alguém menciona tópicos que concretamente dizem respeito à sua etnia. Eu falei {aqui} de POC num geral, embora a maioria desses tópicos digam especialmente respeito a pessoas negras.

Contudo, quero aproveitar este espaço para falar da questão do véu (verifiquem só a {diferença} entre vários tipos de véus), que já deu tanta polémica. Começo com uma série de gifs rápidos: www. Encontrei uma {matéria interessante} que refere que as mulheres muçulmanas não usavam burqa nem hijab até aos anos 80 - será que os dois links pareceram contraditórios? Enquanto que, no primeiro, temos uma mulher que escolheu usar véu a criticar quem associa o uso do hijab a opressão - a única coisa que o hijab faz é reservar a sexualidade da pessoa para quem ela quiser, então por essa lógica, se o véu oprime o seu empoderamento, uma mulher só é poderosa se for sexy - já no segundo, nota-se que algumas mulheres protestaram contra o uso obrigatório do hijab e que estavam perfeitamente felizes sem véus. Na verdade, os links NÃO são contraditórios. Porquê? Porque no primeiro, a mulher usa o véu como uma escolha - no segundo, as mulheres protestaram contra o seu uso forçado. No Irão, no Afeganistão e na Arábia Saudita, o seu uso ainda é obrigatório, e embora hajam controvérsias apontando que não há leis muito concretas a explicitar a dita obrigatoriedade, o facto é que a recusa de um véu, nesses lugares, é muitas vezes respondido com violência e uma grande pressão externa. Ainda que falando de uma perspectiva externa, eu sou contra o uso obrigatório, mas também sou contra o {banir do véu}, que causa igual sofrimento. É apenas roupa - as pessoas devem poder escolher o que vestir pelos motivos que quiserem - religiosos, senso de beleza, reservar a sua sensualidade para os maridos PORQUE ASSIM QUEREM, conforto... Usar hijab por escolha da própria pessoa é algo perfeitamente válido e deve ser reconhecido, assim como se deve reconhecer que a imagem ao lado é HILÁRIA e que as pessoas julgam muito rapidamente: o empoderamento está na escolha, não na roupa - então, como a pessoinha de cima comentou, a mulher mais empoderada da foto é a que está a usar véu, pois ela escolheu fazê-lo, enquanto que a outra teria de usar bikini mesmo que não quisesse, já que era um requerimento. Tenho aqui mais {mitos} sobre o uso do hijab.

  • O papel dos homens no feminismo
Para terminar, qual é o papel dos homens no feminismo (a questão vale para qualquer grupo privilegiado relativamente aos que não o são)? É este: www. Reconhecer o seu privilégio, ajudar a desconstruir o machismo e outras problemáticas no seu próprio círculo de amigos e nos ambientes que frequenta, sem grande subjetividade - é melhor ser objetivo, como {este carinha genial que já tem o meu respeito} - nem apagar a voz das próprias minorias (estou a repetir-me, mas é necessário). Já agora, uma dica à parte: não tem nada de feminista em dizer "Tu não és como as outras mulheres", porque isso reduz "outras mulheres" a um estereótipo gigantesco e ilógico.  

Já agora, por pura curiosidade, eu fui comparar este post com {um post super antigo sobre feminismo} que eu tinha feito aqui, na Era das Trevas do FS ;) EU DISSE TANTA COISA SUPERFICIAL e, apesar de eu ter tentado não culpar os homens, fi-lo várias vezes!!! Eu já calculava, mas constatar isso deixa-me sem saber se é para rir ou para chorar - mas, no fundo, creio que fico com orgulho. Eu passei de "pessoa bosta" a uma "pessoa decente em contínua aprendizagem", e sinceramente, se eu fui capaz de aprender tanto - e isso é só sobre feminismo, porque então agora juntem o que aprendi sobre LGBT+, POC, Neurodivergências, Poliamor, e Representatividade num geral - acho que qualquer pessoa, por mais ignorante ou influenciável que seja, vai a tempo de combater o seu próprio preconceito.

Era isto. O post demorou vários dias a fazer, e suponho que não conseguirão ler tudo de uma vez, mas parabéns a quem chegou ao fim!

13 comentários:

  1. MUAHAHAHAHAHAHAHA EU CONSEGUI LER TUDO DE UMA VEZ U3U ~palmas para mim \o/~

    Enfim.... SENHOR POR ONDE EU COMEÇO A COMENTAR ESSA LACRAÇÃO DE POST!? Meu deus, tô chorando aqui de tanta emoção, na boa tô quase enviando uma medalha olímpica aqui do Brasil pra ti XD

    Eu acho que o melhor da postagem e o que deixa bem claro o que qualquer movimento de minorias prega é que: X coisa não causa o empoderamento de determinado grupo, mas sim, o fato dessas pessoas poderem ESCOLHER POR ELAS PRÓPRIAS o que fazerem da vida! ESSA É A SACADA DOS PARANAUÊS! Deixar de usar maquiagem ou não, se depilar ou não, ser magra ou não, fazer tal coisa ou não, não irão fazer as mulheres ficarem mais poderosas, mas sim, a possibilidade delas poderem escolher por livre espontânea vontade o que fazerem é que realmente irá torna-las poderosas!

    Eu já vi cada confusão envolvendo feminismo, já vi gente que curte maquiagem, fazer dietas e todas essas paradas de moda ser considerada anti-feminista, só porque curtia essas brisas e padrões. E também já vi muita gente condenando mulheres que não curtem maquiagens, ou dietas, ou talvez que não queiram um macho para elas como sendo feministas radicais que odeiam os homens e """"dominar o mundo""""" Tipo, as pessoas nem param para pensar, vão acusando e criando treta, só porque "x" coisa se enquadra no que elas acreditam.

    Também achei super bacana essa história de priorizar o gênero e não o que a pessoa tem no meio das pernas! Geralmente associamos o feminismo só com mulheres (e no máximo homens, para aqueles que sabem que o movimento não ajuda exclusivamente mulheres), mas nos esquecemos de toda a turminha do LGBT+ que existe, aliás, nem sabia dessas tretas que existiam com pessoas trans e as """""feministas""""". Essa história de considerar a pessoa muito mais do que apenas a sua genitália é realmente muito bem vindo, principalmente no movimento feminista que também procura proteger e auxiliar em assuntos envolvendo abusos... Tipo, se lembrar que essas pessoas, infelizmente, também são vítimas de abusos e uma série de preconceitos é muito bom! Aliás, o teu post foi o primeiro em que eu vi falar sobre essa inclusão (Any-chan fazendo jus ao seu título de "Rainha da representatividade" XD.... Ainda vou fazer esse apelido pegar na blogosfera, da mesma forma que a Shana como ser onipotente XD)

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    1. "não tem nada de feminista em dizer que as mulheres não podem ter desejos sexuais"... AH, ISSO ME LEMBROU PAKAS DE UM MANGÁ! Sabe, geralmente os mangás shoujo smut são horríveis! Cometendo aquela série de problemas que vemos nos yaois também, ou seja, abusos, transformando atitudes possessivas em fetiches e colocando a garota como alguém que "não quer sexo, mas faz porque ama seu macho alfa".... PORÉM, eis que temos BLACK BIRD <3 Esse mangá smut ganhou o meu respeito justamente por colocar uma protagonista que tá LOUCA PARA DAR UNS PEGAS E VER A PIROCA DO SEU MACHO ALFA \O/ O legal do mangá é justamente ver que com o avanço da relação, a protagonista também acaba desenvolvendo um lado "pervertido", entrando nas brincadeiras pervertidas do macho dela e ainda por cima tomando a iniciativa das coisa, dizendo que queria dormir com seu boy magia e talls.... Olha, se esse não foi o único mangá smut que vi uma abordagem assim da protagonista, então deve ter sido o segundo ou terceiro, pois ver isso num mangá shoujo é bem difícil.....~tentando se recordar de outros mangás~... Ah, teve também True Love, no qual no final das contas foi a protagonista que resolveu ir para os "finalmente", Kyou no Kira-kun, mesmo que nesse não tenha rolado nada, ainda assim a protagonista chega e diz que quer os paranauês (quem diria! E não é que tinha mais mangá mesmo!). Enfim, colocam como se a mulher fosse "deixar de ser mulher" só porque também sente desejos e tem algumas preferências na hora da começão! Sendo que independente da pessoa, gênero, cada um tem as suas preferências, uns curtem, outros não, uns preferem de um jeito outros de outro. Colocam sexo como sendo algo sei lá... Meio direcionado apenas para homens, só eles podem querer, só eles podem fazer do jeito deles, como se sexo fosse algo apenas para homens. Lógico que isso não é culpa deles, existem homens que pregam isso, mas de longe não são todos. Aliás, está aí outro equívoco das """"feministas""""" As feministas radicais geralmente colocam a culpa nos homens, fazendo com que o agressor (no caso de violência / abuso), tenha a sua culpa diminuída. Como se todos os homens tivessem participado do crime, como se eles tivessem incentivado determinado indivíduo a praticar o abuso e como se abuso fosse só praticado por homens.... Por aqui notícias de crimes envolvendo mulheres como agressoras são extremamente raros, porém a prática é mais comum do que se imagina, só não é noticiada. Principalmente casos de meminos sendo abusados por mulheres mais velhas.

      BS: sobre essa parada das mulheres quererem dividir a conta do jantar ou não deixar os homens pagarem: É COMIDA DE GRAÇA! MANU É COMIDA DE GRAÇA, QUEM DIABOS VAI DEIXAR DE COMER DE GRAÇA!? AINDA MAIS SE FOR NUM LUGAR CARO, AINDA MAIS SE FOR NUM BUFFET DE DOCES E SORVETES! PQP SE UM MACHO ALFA ME LEVAR NUM BUFFET DE DOCES E PAGAR A CONTA PRA MIM, MANU CASO NA HORA U-U hsaushuashuahsau Enfim, vamos deixar de lado os meus surtos e pirações com doces!


      Sabe, olhando desse ângulo o cartaz dos X-Men faz todo o sentindo! Se comparado com outros cartazes, onde lados opostos estão em pé de igualdade, realmente faz sentindo. Aliás, eu nem sequer havia pensado nisso! Tipo, quando são cartazes com homens todos eles herói x vilão estão em igualdade, porém só esse da mística é que tá com ela sendo enforcada. Mas, ao mesmo tempo eu não vejo tanto problema com o cartaz, pois ele cria impacto, dá a sensação do tipo "PQP NÃO TÔ CRENDO QUE O VILÃO É PÁREO PARA A MÍSTICA! ATÉ A MÍSTICA PIKA DAS GALÁXIAS FOI PEGA"... Ele cria aquele suspense da coisa ser tão caralhuda que nem os mocinhos fodões podem com o vilão. É claro que aí dava pra meter treta com os cartazes de heróis homens e o porque deles também não procurarem esse impacto, por esse ângulo tudo faz total sentindo e é totalmente apoiado (mas, como eu sou um ser que adora uma boa treta e tensão, eu tô de boas com o cartaz XD )

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    2. Sobre as vestimentas, eu particularmente curto ver as "curvas" das personagens femininas, curto ver quando sabem aproveitar o corpo de determinada personagem e caprichar no modelito, aquela coisa de saber ser sexy sem ser vulgar... Como a própria mulher maravilha! Cara, eu assisti o filme Batman X Super Man, e a melhor parte e mais caralhuda FOI A DA MULHER MARAVILHA! PQP ESSA LOKA LACROU LINDO! ELA TAVA MUITO DIVA! Uma roupa que mostra a pele, mas que não sai mostrando peito e bunda desproporcionais e nem a deixa vulgar. Na verdade, acho a roupa dela até engraçadinha. Aliás, sobre isso eu até elogio FT, a Hari também falou sobre Fairy Tail num post dela: Tipo, uma galera cai em cima do anime por causa dos peito e bunda que tem... Okss, é desnecessariamente desproporcional!? É! É exagerado!? É! Tem cenas de fanservice desnecessário!? TEM, MAAAAAASSSSS há também um bando de homem de tanquinho e o gray que vive fazendo strip! Tipo, há fanservice e mostração de corpo tanto para público masculino, quanto para o feminino. Então, nesse quesito eu acabo não implicando com FT.

      Eita que essa parada de educação sexual já gerou umas tretas tensas por aqui! Já teve até professora passando VÍDEOS e explicando explicitamente sobre os tipo de sexo (anal, oral e por aí vai) para umas criancinhas de escola fundamental. Tipo, educação sexual é uma coisa, agora passar sexo explicito para crianças é outra bem diferente! Tipo, nesse acontecimento que citei, ao invés da professora fazer toda uma explicação sobre as genitálias, sobre doenças sexualmente transmissíveis, ela simplesmente jogou o negócio na cara dos alunos! Enfim, acho que as escolas deveriam rever o plano de ensino delas para se adequarem com as "novidades" de hoje em dia. Tipo, quando eu comecei a ter aulas sobre reprodução humana, foi aquela coisa bem de livro mesmo: Sobre formação dos gametas, órgãos reprodutores, fecundação, doenças e sobre como se prevenir, mas realmente de forma mais superficial. Acho que eles deveriam começar a separar as coisas em "níveis", tipo para as séries mais novas, começar com o conteúdo didático, essa paradinha bem de livros mesmo, e a medida que foram avançando as sérias, começar a se preocupar com detalhes anatômicos, desmistificar coisas sobre relações sexuais, ensinar a como usar os vários tipos de preservativos, onde buscar por orientações, falar sobre relações sexuais entre pessoas de mesmo sexo, desmistificar coisas a respeito disso. Algo mais amplo e completo, pois geralmente é tudo meio jogado assim na cara, usando livros... Acaba se tornando apenas mais outro conteúdo de biologia cheio de nomes complicados para decorar. O problema é que o povo é oito ou oitenta: Ou não dão nada, ou jogam tudo na cara de forma aberta sem filtro algum =/

      Pois é, o engraçado é que tem pessoas que condenam até não poderem mais o aborto, dizendo que se não quer o filho, então que pelo menos coloque para a adoção, pois alguma família carinhosa pode adotá-los. Mas, muitas dessas pessoas também acabam também olhando atravessado para os filhos que não são de sangue, como se fossem intrusos ou como se fossem apenas trazer problemas....................
      .
      .
      .
      ~lê eu vendo o horário no computador~
      Bem, tá ficando tarde e eu ainda tenho PAKAS para falar, portanto vou fazer esse comentário em partes shaushuashuashua Hoje foi a PARTE 1, amanhã ou fim de semana eu venho comentar o restante shaushuashuahsua.

      Kiss

      Até daqui a um dia (ou dois... Ou domingo, tudo depende de umas paradinhas da faculdade, vulgo estudos! Ç-Ç)...PQP TU VAI QUERER MEU CORPO ARDENDO NAS CHAMAS DO INFERNO COM ESSES COMENTÁRIOS! TRÊS COMENTÁRIOS E EU AINDA TENHO MAIS COISA PRA COMENTAR QUE VOU TER QUE DEIXAR PRA OUTRO DIA!....Okks, realmente dessa vez esqueça responder isso! Nem eu conseguiria responder essas minha bíblias aqui! shaushuahsuahsa

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  2. Muito bom post. Concordei com tudo! Embora nas aulas de educação sexual que dão no ensino secundário já mostram mesmo fotografias concretas e explicam mais coisas, mas pelo menos esse foi o meu caso, mas é verdade que não falam muito da comunidade LGBT+ nem do caso da virgindade, sendo que tenho quase 18 anos e só há prai um mês atrás é que descobri que o hímen se pode romper até com simples movimentos (ao fazer desporto por exemplo) e que mesmo com ele é possível não deitar sangue ao fazer sexo pela primeira vez.
    Quanto à representatividade, eu só fico (mais ou menos) bem com a sexualização da mulher se o homem for igualmente sexualizado, porque aí parece justo para ambos. O problema disto é que transmite uma ideia errada de como é o corpo humano dando origem a outros problemas como, por exemplo, o body shaming, isto porque já foram criadas expectativas, não sei se me estou a fazer entender, é quase como a indústria pornográfica, cria expectativas e ilusões em relação ao sexo.
    E outra coisa que mencionaste, que é uma das que mais odeio, e a associação de estereótipos a géneros, quando eu dizia às minhas colegas que não gostava de ir às compras elas ficaram muito surpreendidas e disseram: "és a primeira rapariga que conheço que não gosta de ir às compras", eu achei tão idiota, tanta gente no mundo e eu seria a única rapariga a não gostar de ir às compras só porque sou mulher? Por amor à santa! E quando uma vez vi uma plataforma que era para bloggers mulheres e depois dizia lá que era só para blogues que tratavam de temas "femininos" como moda, maquilhagem, cozinha, nada sobre carros, tecnologia ou esses tipos de coisas, porquê? Porque os papeis de género já estão tão enraizados na nossa sociedade que parece uma coisa normal.
    Quanto à situação do véu, sabes que o burkini (mistura de burca com biquini, é um fato de banho de corpo inteiro usado por senhoras islâmicas em países onde o véu é obrigatório de forma a poderem frequentar as mesmas praias que os homens) foi proibido em Cannes e Córsega em França para "proteger o laicismo" porque "tem conotação religiosa", fiquei parva com essa, então se elas estão num país livre e usam é porque querem, para além disso se fores ver como são os modelos de burkini, nenhum deles tem símbolos de religião islâmica, aquilo é literalmente, um fato de banho de corpo inteiro, imagina que é alguém com um problema de pele e quer usar o burkini para se proteger, não pode? Ridículo, é simplesmente ridículo.
    Quanto à indústria do sexo, concordo totalmente contigo, devia ser legalizada, seria muito mais seguro, tanto para as pessoas que trabalham nesse ramo (mulheres e homens que trabalham na prostituição) como para os seus clientes, pois se fossem implementadas as devidas leis provavelmente a propagação de DST diminuiria e a discriminação contra sex-workers, com o tempo, iria desaparecer, foi como fizeram com a toxicodependência, descriminalizaram o consumo e de repente Portugal já é considerado um exemplo pela ONU, agora somos dos países com menos toxicodependência. Se descriminalizassem a prostituição, não só seria mais seguro como disse acima, mas também, com controlo, seria possível identificar mais facilmente as redes de tráfico humano, que pode levar a prostituição por obrigação.

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    1. E estou tão farta de explicar a diferença entre feminismo e femismo, que enjoo, parece que as pessoas não assimilam!
      Para além disso eu considero que os homens também precisam de feminismo, principalmente por causa dos papeis de género, como disseste, muitos deles são obrigados a ser quem não são só para não sofrerem de, por exemplo, bullying, observo muitos casos assim, homens que não correspondem ao que lhes é "atribuído" são excluídos e por vezes discriminados e gozados, dizem que são gays (como se fosse um insulto) e é realmente complicado para eles. Homens são muito mais rígidos com homens no que respeita a ser diferente. Mulheres podem ser rígidas com outras mulheres psicologicamente, mas já se começa a notar uma mudança, pelo menos na escola onde eu estava via raparigas a falar mal umas das outras mas não muito, havia muitas raparigas diferentes magras, gordas, umas vestiam-se de uma maneira e outras de outra, também nunca fui propriamente criticada por gostar de animes e jogos, mas talvez isso tenha haver com a maturidade, parece que as mulheres ficam maduras mais depressa que os homens. O que eu quero dizer é que no que respeita ao bullying, os homens parecem ser mais vítimas do que as mulheres, pelo menos de acordo com a minha experiência. Acho que o feminismo já está a alcançar um público suficientemente grande para se notar uma diferença significativa nos comportamentos das mulheres, dos homens não tanto.
      Este comentário está muito confuso, vou mas é parar XD

      Unicorns & Chill | Adventures of a Unicorn | Ruiva Sarcástica

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  3. Yooooo Anyyy~~
    (nunca fiz um comentário tão confuso – deve ser porque é um tema tão amplo e... Chesus, que post foi esse!!!!!!!! <(“”"O”"”)>)
    ...
    ~mais um minuto em silencio por pura admiração~

    Acho que o feminismo é principalmente sobre aceitar as diferenças de cada um enquanto busca a igualdade, isso inclui aceitar uma pessoa que esteja “”””no estereotipo””””. Se a moça quer cuidar dos filhos, deixe ela ser feliz. Se ela não quer se depilar, também deixe ela ser feliz (você já reparou que depilação é tão tabu que as moças que se depilam nas propagandas já estão depiladas? Hahahah não sei se rio ou choro).
    Eu já sofri puxão de orelha de outros bis por eles me consideram uma “representação do estereotipo negativo bi” (que ficaria com qualquer um, etc. Apesar de isso não ser verdade, afinal sair abraçando todo mundo ou falar abertamente sobre sexo NÃO QUER DIZER QUE EU QUERO SAIR DANDO OU INICIAR UM MENAGÉ, e mais, se eu quiser É TODO MEU o problema – ou o ganho? Se a suruba for boa? Hahaha. E se ficar criticando nem vou convidar, só entra na minha cama de 10 colchões quem aponta menos o dedo para julgar e mais para dar prazer. E, de vez enquanto, a gente até usa umas cordas e chicotes lá hohoho).
    ~voltando~ Até porque existe SIM preconceito no próprio meio LGBT+, às vezes até na mesma ‘letra’. Existe um trilhão de gays “”””””machos”””””” que tem preconceito dos gays “”””que dão pinta”””” etc etc etc :(

    Coisas como o dia do orgulho branco, do orgulho hétero, etc são de dar nojo e vontade de vomitar. E Rads? São o resto da bile que faltava sair (perdoe a associação-q).
    Claro, há também as “feministas brancas” que apesar de não serem necessariamente rad, também tem muito a aprender.

    Por outro lado, tenho um professor super machista e diz que se a mulher quer se empodeirar, deve aceitar a resposta do homem (no caso agressão, caso a mulher ‘provoque’ ao xingar um). Ontem mesmo afirmou que se o chamassem de gay na frente dele, a pessoa ficaria sem 3 dentes – que ele não conseguiria se controlar.
    Primeiro: Como assim?! Por acaso ele é um animal sem consciência e auto-controle? Não importa a situação, se você parte para a agressão VOCÊ É O CULPADO.
    Segundo: O que tem de tão ruim em ser chamado de gay? A sociedade é tão machista que apenas a SUGESTÃO de ser gay é uma ofensa mortal.
    E sinceramente, tenho que tomar cuidado para não repetir na matéria dele de tanto que a gente discute. Uma pena, porque ele não é uma pessoa ruim (parece estranho dizer isso, mas ele é calmo e trata todos com respeito. Afinal, o que é uma boa e uma má pessoa?) e eu gostaria realmente de ensiná-lo. Por enquanto, apenas estamos a bater nossas cabeças :(

    Não tenho nada a declarar sobre a questão do aborto e fertilidade, porque nossa, penso IGUALZINHO. Já sobre a educação sexual, nunca tive algo assim, apenas os 9 livros da Irmandade da Adaga Negra quando eu tinha 12 anos (cof cof, você não leu isso) – enfim, o que é terrível, porque eu estudei durante a vida toda em escola pública (só mudei para particular uns anos atrás quando consegui bolsa de estudos) e AOS DEZ ANOS TODO MUNDO SABIA O QUE ERA SEXO E COMO SE FAZIA, tinha até uma garota com 13 que estava grávida... E ninguém NUNCA ensinou sobre sexo seguro e DSTs.

    Sobre o pôster de X-Man, eu tive a EXATA experiência que você. E adorei as referencias ao Conversa Cult ;)

    Body Possssitive!!! ADORO!!! Hoho. E obrigada por deixar os links de como as pessoas magras podem ajudar, foi muito útil.

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    1. Não sabia que o ballet tinha sido inventado pelas prostitutas <3 E POLIDANCE É LINDO MANO. IMAGINA A FLEXIBILIDADE DA PESSOA QUE FAZ ISSO!? Bem, prostitutas realmente merecem respeito e concordo que deveria ser um trabalho legalizado.
      E EU VI A HALSEY DIVANDO ALI? Hahahhaha, AMO aquela muié <333 *coloca Castle pra tocar* Ela está certa pacas, e como já dizia a Chimanda Adichie “Nós ensinamos as meninas que não podem ser seres sexuais da mesma forma que os meninos são”.
      Adoro quando os filmes-animes-etc deixam a mulher sexy SEM a objetificar. O pior, é que isso às vezes não tem nem haver com a personagem, como a Arquelina no filme Esquadrão Suicida (focos ridículos na bunda como no anime Guren do link que você deixou – além do mais, a personagem é deveras alheia a própria sensualidade no filme), mas há sempre a Mulher Maravilha (LINDA! LINDA! LINDA!). O engraçado é que ambas as personagens são poderosas, o que muda é ONDE A CÂMERA FOCA.
      (e naquele link... TINHA A MIKASA, MEU CHESUS, gritando pela minha personagem favorita de SnK servindo de exemplo do “sexy sem ser sexualizada” e EU QUERO VER BLACK LAGOON AGORA, TU VIU COMO AQUELA MULHER ERA FODA KÁ ARMA? E AQUELE SORRISO DEMONIACO? OH GOSH!!!! E mais, ouvi boatos de que Black Lagoon tem uma mulher trans, hehe).

      Maaaasssssss eu nunca tinha pensando pelo outro lado e fiquei surpresa mesmo <3 Sempre associei a mulher se permitir ser sexy ao fato dela aceitar seu corpo e está pronta para botar pra quebrar. Então inconscientemente, mesmo eu nunca tivesse pensado no hijab como uma forma de opressão, eu tivesse a mesma opinião do homem que estava entrevistando a islâmica no gif.
      Lembrei até de uma personagem da série nova do Rick Riordan que tem origens islâmicas e usa um hijab e é uma das mais lacradoras e poderosas do livro XDDD
      Sabe de uma coisa: “a mulher mais empoderada da foto é a que está a usar véu”. VOU TATUAR ISSO NAS COSTAS <333 E com certeza o hijab deveria ser opcional, isso sim é empodeiramento e ~quase~ todo o feminismo pode ser resumido nisso, em deixa-lo ser opcional <33

      Sobre as questões de gênero: Além de ignorar que pode haver uma criança trans, designar o que é para “menino” e “menina” é querer moldar a personalidade não visando o caráter, mas as convenções sociais. Exemplo: Brinquedos de encaixar, dominós ou aviões de controle remoto estimulam muito mais o pensamento lógico que bonecas e casinha – uma das explicações para tão poucas mulheres (em comparação aos homens) irem para o ramo da informática e programação etc, elas simplesmente não são estimuladas ao longo da vida (claro, há pormenores e contradições, mas é só um geralzão).

      Tão triste esses garotos que se acham os bã-bãs, como se músculos e fazer sexo tornassem você alguém melhor. Realmente de dar dó. Tão injetados com as besteiras do sistema patriarcal que nem percebem que metade da massa encefálica foi corroída e são apenas mais uma engrenagem cega que faz essa maquina se mover. Okks, venenos a parte, eles também são capazes de mudar.
      E ter noção das vantagens que tem é um requisito para se desconstruir de todas as formas – se for homem, se for branco, se for rico etc.

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    2. Demorei anos para ser alguém de quem pudesse sentir orgulho, e apesar de ainda estar no caminho, desde comecei a estudar mais sobre o feminismo, auto-aceitação e simplesmente ser mais empática, sinto que fui capaz de tornar-me alguém mais compreensiva e gentil. Todos temos ainda muito a aprender, mas pelo menos sinto que estamos na direção certa :D
      (Pelo menos, preciso pensar assim para não cair em desespero.)

      COMO JÁ DIZIA A REGRA DE OURO DA FILOSOFIA: “Minha liberdade vai até onde começa a do outro”!! E viva o feminismo!!!

      “O post demorou vários dias a fazer, e suponho que não conseguirão ler tudo de uma vez” de jeito nenhum hahah foi 1 lida dinâmica + 4 ‘lentas’ até estar satisfeita de ter absorvido o máximo possível e ler todos os links.
      “mas parabéns a quem chegou ao fim!” flor, você escreve tão bem e com tanto conteúdo que eu leria até sua prova de biologia com prazer, apesar de sofrer deveras tentações de queimar o meu livro dessa tão odiosa matéria.

      Ps: Inclusive, eu li o comentário da Hinata e “Rainha da diversidade” combina mesmo com você XDD

      Pss: Como assim disseram que a minha Rey era uma Mary Sue? Esse povo não sabe nem como funciona a força tsk tsk

      Psss: Não se preocupe em responder, tentei me conter – mas sinto que eu exagerei hehe’ NO WORD ISSO NÃO PARECIA TANTA COISA!! SORRY SORRY

      Pssss: Adioos Any!! >.<

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  4. OEEEE ANY O/
    Nossa quando você quis afiliação com a minha pessoa, juro que perdi o ar. EU FIQUEI TÃO FELIZ MEU DEUS!!! CLARO QUE QUERO AFILIAÇÃO COM VOCÊ!! Vou te colocar lá nos meus amigos :3 (ai que emoção, alguém segura a Alone).

    MEU DEUS QUE POST BEM FEITO. ISSO É QUE É MARAVILHOSO.
    Assim, eu não sou muito de focar nesses assuntos né, mas sei que eles tem uma alta importância já que envolve as mulheres e toda essa treta de desrespeito que muitas sofrem só por serem do sexo feminino. No seu post você conseguiu falar tudo que é necessário, como se fosse pra... abrir os olhos de algumas pessoas e dar uma informada em quem sempre ta perdido (vulgo eu, Alone a batata).
    Lembro bem dessa polêmica do cartaz do filme dos X-Men e... simplesmente achei meio exagerado sim. Maaaas, as pessoas que fizeram esse banner deviam ter PENSADO na questão de que as pessoas provavelmente iriam reclamar e achar aquilo um absurdo. Ou seja, a melhor opção seria ter colocado outra imagem no banner, SIMPLES ASSIM.

    Em relação a roupas mais curtas que algumas mulheres usam: eu não sei porque tem gente que ainda fala "Se ta usando roupa curta é porque é vadia", eu particularmente não uso roupas assim, mas se a garota/mulher whatever quiser usar uma blusa mais decotada ou um short mais curto no verão isso NÃO significa que ela ta querendo se mostrar, ou que ela quer ser abusada. É SOMENTE UMA ROUPA GENTE!!! O quê isso tem de mais? É. só. uma. roupa.

    Enfim, esse foi um ótimo post pra aprender mais sobre essa treta toda de feminismo e femismo. Você escreve muito bem Any-chan :3

    godibai o/

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  5. Yoo, Any-chan! ^^

    Que ótimo tema de post esse! Eu não li tudo de uma vez não, confesso, mas li algumas partes várias vezes para pegar todas as suas ideias e conceitos.

    Então vamos lá, sobre o básico do básico - o que é o feminismo. Eu acho que a sua explanação foi a melhor que li até hoje sobre o assunto, ela meio que desfez uma nuvem muito espessa que vinha acompanhada com os conceitos que eu tinha do real significado do feminismo. Primeiro, a ideia de que o feminismo diz respeito a gêneros e não sexos - é perfeito que se pense assim, porque afinal não é porque alguém assume o gênero feminino sendo biologicamente homem que não pode ser representado pelo movimento. Isso é algo que causa bastante confusão, de gente que pensa que só mulheres que nasceram com esse sexo biológico podem ser representadas pelo movimento.
    Outra questão é a equidade ao invés de igualdade - essa é uma ideia que deve ser trabalhada, porque são conceitos completamente diferentes e a equidade é muito mais apropriada.
    E, por fim, o que eu acho mais importante: relacionar a desigualdade que a mulher vive com outros grupos que são desvalorizados na sociedade, e relacionar tudo isso à história e condições sociais pelos quais eles passaram.
    E, nossa, não tem como achar que feminismo é algo que só existe em países em desenvolvimento; é algo cultural e existe no mundo todo.

    Já femismo é um conceito mais simples, e acho ridículo como tem pessoas que conseguem ter essa ideologia. O problema é quando pessoas leigas confundem femistas com feministas e então acabam rolando discussões sem sentido. Inclusive acabam chamando as feministas de Feminazi, como você bem citou, de forma pejorativa por conta de mal-entendidos.
    Misandria era outro termo que eu não entendia bem, e pude esclarecer com esse post.
    Eu nunca tinha ouvido falar dos termos TERF e TWERF. By the way, são pessoas nojentas, pra dizer o mínimo.

    Sobre a introdução das questões feministas. Acho que realmente é uma questão de não limitar ou ditar regras estritas, mas sim mostrar que as mulheres podem escolher, que elas têm poder e que não precisam se submeter a cada situação machista pela qual ela passa. É uma questão também de respeito por todas as pessoas que acham importante participar do movimento.

    Essa questão da representatividade nas histórias é uma das questões mais importantes e que mais gosto de discutir e ler sobre. Eu já conhecia a Bechdel Rule e acho importantíssimo que ela exista, aliás eu acho que essa regra é o mínimo do mínimo, sabe. Deveria haver muito mais mulheres, muito mais representatividade. E esse cartaz que você colocou do XMen veio muito a calhar, lembro da repercussão que teve na época. Eles erraram e feio, acharam o que, que ninguém ia notar o abismo de diferença entre posteres com personagens masculinos e esse completamente machista?

    Nossa, essa das vestimentas é outra coisa que me tira do sério. Me tira MUITO do sério mesmo, se tem algo que eu odeio ver em qualquer ficção, sejam filmes, animes, videogames, etc, é ver um character design completamente sexista. Sabe, não precisa colocar uma burca em todas as personagens feministas, mas o problema é que as vestimentas que elas usam sempre tem o objetivo de objetificá-las e sexualizá-las. Eu simplesmente amei todos os links que você colocou nestes parágrafos, adoro a ironia usada em alguns deles. Uma das coisas que mais odeio são comerciais de cerveja, por exemplo, porque teimam e teimam em colocar uma mulher totalmente objetificada como se fosse o prêmio para o cara que bebe a cerveja (vários problemas num mesmo comercial). E a questão da Rey ser Mary Sue, concordo muito com o post do tumblr e já tinha lido outras coisas a respeito. Oras, ela tem mais lógica que outros personagens da saga! xD

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    1. É mesmo um engano pensar que homens não se incluem no movimento feminista. E afeta a vida de muitas pessoas, porque ou a pessoa se sentirá muito deprimida ao ser criticada, ou a fará reforçar os estereótipos ao máximo, como você disse. Uma grande vilã nesse aspecto é a mídia, não só nas ficções como em comerciais e até outros meios, inclusive em jornalismo e tudo o mais. O machismo acaba sendo constantemente reforçado, e os grupos oprimidos acabam cada vez mais oprimidos.

      A questão da educação sexual é muito bem colocada. Pra você ter uma ideia, aqui no Brasil as escolas não tem aulas de educação sexual - ou seja, a pessoa tem de aprender por outros meios ou acaba nem aprendendo nunca, acaba por muitas vezes nem conhecendo o próprio corpo, porque é um tabu tão grande falar sobre a anatomia das regiões íntimas. Ninguém fala sobre prevenção (cabe aos responsáveis, nesse caso). Acho que a educação sexual deve melhorar sim, deve ser mais abrangente, evitar ser sexista, etc, mas em primeiro lugar deve ser implantada em todos os países.

      Aborto é um assunto que sempre será debatido, porque envolve questões culturais e religiosas também. O aborto é uma escolha, e não importam as razões que levam alguém a querer abortar, o importante é que quem queira abortar tenha esse direito e possa fazê-lo de forma segura. Então, de maneira geral, eu concordo com você. Aqui no Brasil não é legalizado a não ser em caso de estupro e quando o estupro é comprovado, ou seja, em raríssimos casos é possível abortar aqui. Isso faz com que muita gente procure meios ilegais, clandestinos, etc, e muita gente morre por conta disso. Não sei como os governos permitem um absurdo desses, sabe, tudo por conta de religiosos que tem mais poder.

      Sobre abusos, essa é uma das pautas feministas mais importantes também, porque se trata de assunto que acontece com muita frequência mesmo. Esse tipo de comentário do idiota que você citou é muito ridículo, e pior que tem muita gente que pensa assim, infelizmente. Existem tantas estatísticas que mostram que a cultura do estupro está realmente aí, é algo que precisa muito ser combatido, revertido, problematizado, estudado, etc. Precisa mesmo ser trazido à toda, porque é possível mudar isso. Muita gente nem sabe, como você disse, que o abuso não consiste apenas em penetração do pênis na vagina; existem diversos níveis e tipos de abuso, e muitas coisas que afetam o julgamento para que a pessoa consinta sem realmente querer.
      Além disso, fico muito brava quando vejo até mesmo feministas julgando apenas os homens e colocando toda a culpa em todos os homens, pois isso vai simplesmente contra o que o feminismo acredita. Existem tantos homens por aí que jamais abusariam de alguém, não é só porque alguém é homem que a pessoa vai estuprar alguém um dia. E sobre a romantização, é o que mais vemos na ficção, em comédias românticas, mangás de diversos gêneros, séries e até em livros, acontece demais esse tipo de romantização - o que acaba reforçando tudo isso, toda essa cultura do estupro.

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    2. Eu gostei muito de ver esse tema Body Positive! <3 Com certeza, mas com toda certeza existe thin privilege! É só olhar a quantidade e variedade de roupas para pessoas magras nas lojas versus para pessoas gordas. Isso está melhorando, já vejo algumas lojas mais especializadas nisso hoje em dia, mas ainda é bem fraco comparado à quantidade de lojas com roupas para magros. Acho importante propagar isso de que a palavra gordo pode ser dita, porque né, não é um insulto ou tabu, é apenas uma palavra que descreve um grupo de pessoas. E essa coisa de dizer que as pessoas gordas não são saudáveis e por isso devem emagrecer é um absurdo completo, já li muitos textos sobre isso. Existem muuuitos motivos que fazem com que uma pessoa fique gorda, e muitas vezes não tem a ver com saúde, e ainda assim, se a pessoa está feliz assim, qual é o problema? Vejo gente magra com muito mais problema de saúde e vai fazer o que, emagrecer mais ainda? Como se isso fosse resolver todos os problemas. É um absurdo que mesmo médicos tenham esse ponto de vista! E ainda ganham muito dinheiro com remédios para emagrecer, sendo que os mesmos têm efeitos colaterais horrendos e muitas pessoas que nem precisam deles acabam tomando por orientação médica. Ser gordo é bem complicado mesmo nessa sociedade que cultua a magreza a todo o custo.
      E o ponto de vista sobre a questão da aceitação do próprio corpo é muito interessante. É aquela coisa que falamos logo no começo do post - se trata de respeito e de não impor limites ou regras, mas sim deixar que a pessoa possa ter o direito e o conforto de fazer suas próprias escolhas.

      Também concordo com relação à prostituição. Aliás, antes, falando sobre a pole dance, acho uma dança muito bonita e acho que poderia ser considerado um esporte mesmo, porque mistura dança com ginástica e exercícios de força, o que é inclusive um bom exercício para quem não gosta de ir na academia levantar peso ou andar na esteira. E não sabia que ballet já foi considerado dança de prostitutas! Quer dizer, é pra ver como as coisas evoluem, né. E eu acho lindo que em alguns lugares as mulheres já fazem topless sem muitos problemas, mas em outros é um absurdo pensar nisso.
      E sobre a prostituição, é exatamente isso: um trabalho, uma profissão e com certeza deveria ser legalizada e regulamentada. Assim como o aborto, é uma questão de segurança, é algo que se estiver na constituição pode inclusive salvar vidas, sabe.

      E não é preciso nem dizer que as outras etnias são tão válidas quanto as brancas, mas sei que mesmo entre as feministas há muito preconceito e dificuldade de respeitar algumas culturas. Sobre a menina do vôlei que estava usando véu, também achei super legal vê-la usando por livre escolha, e não sabia que a alemã foi obrigada a usar o bikini. Estranho né, porque duvido que essas meninas treinem no dia-a-dia com bikinis assim, e mesmo que o faça, só a obrigatoriedade de usá-lo na competição é algo muito errado. Outra curiosidade que desconhecia é de que o véu não era utilizado antes dos anos 80.

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    3. E é a mais pura verdade que os homens tem um papel importantíssimo nesse movimento! Ah, eu gostaria que muita gente lesse esse seu post, sério. Além de esclarecer, provavelmente despertaria a percepção de que qualquer pessoa pode aderir e fazer sua parte no movimento, mesmo que com coisas super simples.

      E é bom que você tenha comparado seu post antigo com esse e visto o quanto evoluiu e se livrou de alguns preconceitos - eu agradeço muito porque estou aprendendo demais com esses seus textos (desde o primeiro sobre LGBT+ que li por aqui), e cada vez mais eles trazem pontos de vista mais lógicos e representativos. De verdade, minha visão das coisas sempre muda um bocado depois de ler algum texto seu, e certamente vou compartilhá-lo porque acho importante que o maior número possível de pessoas leia. Isso sem contar todos os links extras, que levam a outros pontos de vista, outros argumentos, outras vertentes e discussões sobre o mesmo tópico! É um conteúdo gigantesco! Me admiro com a sua dedicação para um post assim, por isso também me dedico bastante a comentar e a divulgá-lo. ;)

      Beijos!

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