novembro 06, 2015

Será errado amar mais do que uma pessoa?


Julgavam que eu me tinha esquecido? Claro que não, hoje trago a postagem que prometi.

É outra das minhas postagens reflexivas e que possivelmente renderá várias discordâncias, mas eu adoro ver as vossas opiniões de qualquer forma. O tema talvez seja mais sentimental que o costume - normalmente eu escolho assuntos mais "práticos" - mas há algum tempo que queria apresentar as minhas opiniões sobre amor e relacionamentos, e de qualquer modo, com sentimental não quero dizer que serei, hum, muito romântica. Pelo contrário, até penso que serei um nadinha ríspida, embora idealista à minha maneira. Vou focar-me fundamentalmente em 3 questões, que já vão ver, e qualquer novidade sobre mim será deixada para o final do post. São um pouco polémicas, sim, mas fiquei feliz ao encontrar pela internet quem concorde comigo em alguns aspetos.

Será errado amar mais do que uma pessoa?
[OBS: Quando escrevi isto, ainda não sabia o que eram relacionamentos poliamorosos, que considero perfeitamente éticos]
Esta primeira questão é talvez a mais polémica de todas, mas encontrei precisamente aqui {www} alguém que partilha da mesma opinião exata.

Toda a gente fala como se fosse abominável uma pessoa apaixonar-se por duas ao mesmo tempo (notem que eu não estou a referir géneros, detesto falar como se houvesse só um tipo de orientação sexual), como se os homens fossem desprezíveis por "olharem para todas ao mesmo tempo". E de facto, não é algo que eu aprove se esse "gostar" se dever apenas à atração física, se a causa for simplesmente desejo físico e tudo o mais. Mas se esse gostar compreender sentimentos, apego emocional, ou um laço profundo, não acho que seja algo tão horrível assim. E acontece com mais frequência do que a maioria das pessoas revela, por ter vergonha de ser julgada como "indecisa" ou que pensem que ela quer namorar mais de uma pessoa ao mesmo tempo.

Porquê que haveria de acontecer? Porque não há dois amores iguais. Não me refiro necessariamente a amor no sentido romântico - mesmo os próprios pais, amando igualmente (imaginemos que é possível medir a quantidade desse amor, sim?) os vários filhos, amam cada um deles por razões distintas. Ninguém é igual, e em toda a gente residem caraterísticas que nos podem agradar diferentemente. Vocês não gostam de todos os vossos amigos pelo mesmo motivo, certo? Alguns são confidentes, outros ajudam-nos a descontrair, outros são amigos de longa data, há aqueles que nos complementam, os que nos espelham e aqueles que partilham dos mesmos gostos. É perfeitamente aceitável se isso acontecer também a um nível mais profundo, ou seja, que alguém se apaixone por duas pessoas diferentes precisamente por elas serem tão distintas entre si, porém, essas diferentes caraterísticas atraem da mesma maneira.

E não penso que seja motivo para uma pessoa se martirizar. Ninguém tem culpa. Com um bocado de sorte, o tempo servirá para resolver as coisas, caso contrário, a pessoa que se apaixonou terá de tomar uma decisão. Mas enfim, namorar com ambas as outras pessoas é algo que beira a impossibilidade - digo, namorar "oficialmente" com ambas, não namorar com uma e manter a outra como amante, pois isso é de facto possível e extremamente desleal.

O engraçado é que já vi pessoas a levantar essa mesma solução: caso ambas as pessoas que se ama retribuam o sentimento e não se importem (com o que a sociedade pensará, com ciúmes...), seria possível ter um namoro a 3. O que é uma ideia beeeeeeeeem estranha e muito sinceramente não sei o que pensar dela, mas ei, seria mesmo possível. Fiquei a matutar nela e cheguei à conclusão que essa estranheza, talvez até desprezo com que possamos ver essa suposta solução, é apenas resultado do que a sociedade nos ensinou. Se não nos tivessem imposto essa ideia, chegaríamos à mesma conclusão por nós próprios? Ou simplesmente não veríamos problema nenhum nisso? Há culturas onde isso acontece, onde casamentos a 3 são até a normalidade (por exemplo, numa região no sul da Austrália) e embora raros nas restantes, já ouvi falar de relações poliafetivas mesmo no Brasil (www). Encontrei também um artigo a explicar como, no passado, relações poliafetivas eram usuais em muitos lugares e que a monogamia surgiu sob a forma de escravidão de um sexo pelo outro: www. O que é uma perspetiva, no mínimo, curiosa, e que dá que pensar. Já li mesmo um livro onde isso acontecia (Roda do Tempo, uma série um quanto longa), e embora eu só tivesse cerca de 1 anos na altura, acabei por aceitar lindamente a ideia.

Será que as pessoas não andam a ostentar mais o amor do que a senti-lo?
Ora, aí em cima está uma questão, mas devo dizer que estou tão convicta numa resposta afirmativa que tive de me conter para não o dizer como uma constatação.

Hoje em dia, é normalíssimo que as pessoas se beijem - de forma bem, err, chiclete - na rua, simplesmente porque sim; em datas especiais, declarações - tão básicas e ocas que até dói - são escritas nas redes sociais para toda a gente ver e talvez fazer gosto; um "amo-te" é enviado por telemóvel em lugar de um simples bom dia, e a palavra é tão gasta que eu não sei como é que não perdeu ainda o seu significado. Isso é completamente ostentativo. É uma forma de anunciar o namoro pelo ato de anunciar, de fazer as outras pessoas saber, uma prova ou satisfação à curiosidade de quem rodeia o casal. Não sou assim tão experiente com namoros, mas lembro-me que um dos motivos de ter terminado o meu foi porque não tinha paciência para todas essas "fitas", mas me sentia pressionada pelas outras pessoas, que pareciam duvidar do relacionamento simplesmente por não o demonstrar da maneira usual. E eu detesto julgamentos e desconfianças. Quando alguém desconfia de mim, já não nascerá nada que se aproveite dessa relação - então eu dou às solas. Terminei o namoro por já não sentir o mesmo pela pessoa com quem namorava (não correspondeu às minhas expectativas, digamos assim), mas o resto do pessoal colaborou.

Oh, não tenho nada contra os comportamentos que listei acima, mas acho que deviam surgir de forma mais natural e discreta, quando o casal estivesse a sentir alguma emoção intensa que o levasse a isso, ou em algum momento de carinho intimista, não com toda essa banalidade. O amor deve ser sentido, não exibido como algo de estimação. Aliás, embora eu esteja a generalizar, acredito que as formas de amor mais profundas são também as mais discretas, demonstradas por um apoio silencioso e por um entendimento mútuo. Se não são as mais profundas, são pelo menos as que eu considero mais belas (e por isso adoro Nezushi :3 :3 :3 *ataque fangirl 1 - mas ei, é fundamentado!*).

Não planeava falar nisto, mas agora veio-me à cabeça o assunto da demissexualidade. Uma pessoa demissexual encontra-se sob o "guarda-chuva ace", não sendo assexual, mas apenas sentindo atração sexual por pessoas com quem já aprofundou o laço. Vale lembrar que a todas as sexualidades corresponde uma orientação romântica, que pode ou não coincidir com a sexual. Talvez seja interessante darem uma olhada a isto: www. Acredito que essa seja a sexualidade mais difícil de uma pessoa detetar em si própria, pois dependendo da cultura onde vive, a pressão que recebe para entrar num relacionamento pode ser distinta. Esse último artigo que linkei foi escrito por alguém do Brasil, mas pelo contacto que tenho com pessoas daí, devo dizer que os motivos que a pessoa apontou para ser demissexual poderiam não funcionar em Portugal. No Brasil, é muito mais comum as pessoas se lançarem num namoro com alguém que mal conhecem do que aqui. Aqui, isso também acontece, mas muitas vezes nem é visto com aprovação, e é perfeitamente razoável levarmos o nosso próprio tempo a aprofundar o namoro antes de "ir para a cama" com o companheiro. Muita, muita gente faz isso e nunca nos - sim, incluo-me na categoria - passou pela cabeça intitularmo-nos como demissexuais, embora essa atitude encaixe perfeitamente na definição, ainda que não com a mesma extensão. 

Porquê que, quando duas personagens de histórias se apaixonam, a sua individualidade é sempre esquecida?
A falta de naturalidade e o exibicionismo dos relacionamentos não está presente apenas na realidade - está nas histórias também. Livros, filmes, séries, animes, todos parecem retratar o amor como algo poderoso, grudento, purpurinado, e excessivo. Diria até infantil, ou pelo menos, adolescente pela sua insensatez. Sim, essa é apenas a minha opinião, mas creio que concordarão comigo numa coisa: poucas obras onde o romance tem lugar no palco retratam coisas como a fome, o trabalho por necessidade, e um lado mais prático, seco e menos empolgado do relacionamento. Não quero dizer com a tendência "apocalíptica" ou "mundo distópico"dos YA, nem da forma "presente mas numa escala insignificante" por comparação com as porção que o romance exige do enredo da chick lit. Refiro-me a temas desses retratados de forma ADULTA, realista, como parte-do-dia, e encarados com uma força férrea que eu normalmente associo a figuras paternais/maternais, a todas aquelas pessoas que sabem o que é trabalhar e lutar por objetivos. Mas o que se vê são pequenos conflitos que os autores só fazem aflorar numa tentativa de transmitir maturidade, pois a lição final ou será trágica ou será uma variação do cliché "o amor vence tudo". Quero ver o amor a encher a barriga a alguém -.- Se são as histórias que influenciam as gerações atuais, ou se são os jovens que inspiram essas histórias, não sei, mas espelham-se lindamente.

Tudo bem que isso se reflita às vezes, mas e a representação das minorias (por exemplo, a representatividade de género e sexualidade sem cair num destes roteiros: www)? Acima de tudo, e a representação das pessoas fortes, que têm a capacidade de mudar o mundo por pensarem em coisas para além da sua vida a amorosa, porque se comprometeram com algo mais? E esse "algo mais" não deve ter conexão nenhuma com a pessoa amada, ou o amor acabará de novo por ser colocado num patamar superior. As histórias parecem esquecer-se de que um casal não é uma entidade única - é constituído por duas pessoas, com a sua própria individualidade, a sua própria vida.

Este é outro dos motivos de eu ficar tão fascinada com o casal/ship Nezushi e toda a obra de No.6, como eu tentei explicar em detalhe neste post: www. São um casal homossexual - o que funciona até como crítica, já que isso é tão raro de ver em protagonistas de uma história onde o romance não é o foco e o plot se estende a uma revolução na *cof* cidade sagrada *cof* - mas, e de uma forma muito digna, eles próprios não se intitulam namorados, pois o sentimento entre eles é tão complexo que dar-lhe um nome seria limitá-lo a estereótipos e aos padrões da sociedade. A individualidade deles nunca vacila, a naturalidade com que agem em redor um do outro é admirável. O apoio, as discussões - que não, não levam ao drama, e parecem ser esquecidas em poucos minutos - as partilhas, as concordâncias e discordâncias, remetem para o que provavelmente é para dois adultos viver juntos. E no final, quando Nezumi parte, Shion compreende, dá-lhe espaço e respeita a sua decisão, compreendendo que tentar forçá-lo a ficar na cidade e a manter a companhia só pioraria as coisas, já que o afeto não é suficiente para fazer uma pessoa passar a viver na cidade que massacrou o seu povo. Nezumi passou por muito, e ainda queria experimentar outras vivências antes de se amarrar a algo, a alguém. Shion, pelo contrário, tinha o dever de evitar que a cidade cometesse duas vezes o mesmo erro, e por isso ficou para trás. Esta é apenas uma versão resumida das coisas, mas penso que denota bem o quanto Nezushi é abordado de uma forma distinta de muitas histórias.

Ideias são preciosas, mas apenas se bem desenvolvidas, e se tiverem novas mensagens a passar.

Era isso que eu tinha a dizer.


Ainda estou a tentar responder aos comentários da postagem anterior, e não sei se o farei tão cedo, já que hoje à tarde fui sair com a minha mãe e agora tenho de compensar a tarde em que não estudei, mas fá-lo-ei mais cedo ou mais tarde. Novidades? De animes, continuo sem acompanhar nenhum, e começarei a ler um livro de Haruki Murakami: Kafka à beira mar. Alguém aí conhece? Eu e a minha mãe fomos comprar hoje mesmo, felizmente nós muitas vezes gostamos dos mesmos livros, então vale a pena gastar dinheiro com esses.

Não tenho realmente energia para dizer muito mais >.< Deixo-vos com um canal que achei no youtube, onde uma pessoa adapta músicas bastante conhecidas (aff, como se eu dominasse o assunto!...) para uma versão "caixinha de música". Eu adorei tanto a ideia como o resultado. Aqui» www

7 comentários:

  1. YOOOOOO ANY-CHAN \O/ ~finalmente brotando aqui para purpurinar as coisas~

    Enfim, nossa sobre a primeira questão eu nunca tinha pensado profundamente, aliás, agora que tu mencionou isso, realmente há casos de indecisão, onde a pessoa fica xonada por duas ao mesmo tempo. Porém, eu acho que no final das contas isso é algo mais momentâneo, no qual com o decorrer do tempo essa pessoa acaba percebendo ou criando um sentimento mais forte por apenas uma dessas duas pessoas.

    Bem, eu não tenho nada contra uma pessoa amar duas pessoas ao mesmo tempo, porém convenhamos que sentir isso na pele não deve ser a coisa mais prazerosa do mundo, porque deve ser uma desgraça ficar nessa indecisão, imagina na hora de pedir em namoro!? Ou imagina ser uma dessas duas pessoas, no qual o/a fulaninho(a) está na indecisão!?...........Só digo uma coisa: ALTAS TRETAS! Aliás, manu deve ser MUITO bizarro cê estar num relacionamento a três, imagina só a pessoa chegar e falar "Ah, desculpa hoje não poderei sair com você porque já marquei de ir num jantar com fulaninho(a)" OU IMAGINA ESSAS CRIATURAS NUM CASAMENTO E LUA DE MEL!?........NOOOOPPPSSS, na boa não sei como tem gente nesse universo que consegue essa proeza!

    Por mim tudo bem a criatura amar duas pessoas ao mesmo tempo, o problema é que tem casos em que essa criatura resolve pegar as duas ao mesmo tempo! Aí meu querido já é filha da putisse pura!

    Enfim, falo isso apenas do ponto de vista de um amor romântico, mas em casos de amigos, parentes, é aquele amor "coração de mãe" sempre cabe mais um XD

    Sobre a ostentação...............MANU LACROU GERAL! FAÇO TUAS AS MINHAS PALAVRAS! Gente, hoje em dia qualquer coisinha é motivo para o povo ir no face e postar um book sobre a vida! Se já tem esse povo louco que vive 24 horas postando fotos (e se duvidar criam uma hora a mais só para postar mais fotinhos)....IMAGINA ESSA CRIATURA COM UM MACHO ALFA OU UMA GIRL MAGIA!? Manu, hoje mesmo o meu professor de histologia falou que só observa esse povo que vive postando foto no facebook, colocando coraçãozinho, sendo que após um tempo um deles leva chifre e cada um vai postar mais fotos no facebook só que com os seus novos macho alfa/girl magia.

    Tudo bem postar foto, tudo bem postar mensagens e talls, é algo super natural, sem mencionar que quando estamos felizes nós sempre queremos compartilhar isso com os outros, porém tem pessoas que exageram, que chega até a ser sufocante para quem está no relacionamento. Além disso, ficar se expondo assim nunca é coisa boa, afinal já fiquei sabendo de casos e mais casos, onde o casal era super meloso e talls, viviam tirando fotos (até mesmo aquelas mais ousadas), mas aí os loucos brigavam e o que acontecia!? O namorado simplesmente manda as fotos (obviamente as ousadas) para Deus e mundo.

    Enfim, eu acho muito lindo e bacana ver um casal unido que se curte, que aproveita o tempo juntos, é bacana ver um companheiro dando valor ao outro, postando fotos, mensagens, mostrando o carinho que sente, porém tudo isso de forma moderada, tudo bem se abraçar e se beijar em público, MAS QUE NÃO VENHAM SE COMER NA MINHA FRENTE, para isso existe uma coisa chamada quarto/motel/lugar reservado.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sobre a individualidade já surtei lá no post de No.6, mas realmente é bem complicado, principalmente em shoujos, ver um casal que consiga separar o "casal" do "individual", obviamente terão que conviver juntos e trilhar um futuro juntos, porém isso não impede que cada um trilhe o seu próprio caminho! Sinceramente, acho essa falta de individualismo, em certos casos específicos, falta de amor próprio. A pessoa acaba fazendo tudo pelo companheiro, só para o mesmo não largar o relacionamento, e se esquece de se dar o devido valor, de ver que existem outros tipos de felicidade. Sem mencionar que deve ser desgastante ficar nessa de "faremos tudo juntos na vida". Eu conheci pessoas que deixavam de sair com os amigos ou ir em festas porque ou o namorado(a) não queria ou porque a criatura não deixava.

      Enfim, as pessoas hoje em dia estão muito extremistas com relacionamentos, ou fazem de tudo para manter ou conseguir um relacionamento ou então por qualquer coisinha acabam terminando o namoro/casamento, sendo que um dos principais pontos é justamente a resolução de problemas juntos.

      Bem, como eu sou essa completa leiga e vagabunda para leituras (essa vergonha de ser humano), obviamente eu não conhecia o livro, MAAAASSS parece ser bem bacana (e o título me passou uma sensação de que terá drama no meio).

      ME LEMBRO DESSE CANAL! Uma vez tu me mostrou um vídeo desse canal, era uma adaptação de Shingeki No Kyijin <3 Obviamente eu já estou inscrita nele <3

      Enfim, vou ficando por aqui

      Kiss

      Eliminar
  2. Any-chan, fófis!

    Demorei pra comentar denuevo (afe que bicha burra eu sou, chega dá ódio), e vim comentar no mesmo dia que tu comentasse lá no meu blog (COINCIDÊNCIA?Acho que sim).

    Sobre essa questão de ser errado ou não amar mais de uma pessoa depende mais da concepção de quem ama mais de uma pessoa nesse sentido. A minha visão sobre amar mais de uma pessoa pega várias idéias, mas a primeira que sempre vem a minha cabeça é triângulo amoroso-coisa que eu sou completamente contra, logicamente- não me ocorre outra coisa na cabeça. De forma bem curta e grossa, o aconselhável é não nutrir sentimentos assim por mais de uma pessoa ao mesmo tempo, podendo uma pessoa ou mais de uma sair magoada na história por causa disso. He, falando assim até parece que eu já vivi alguma situação do tipo, né? Felizmente nada do tipo jamais aconteceu comigo, e duvido que aconteça.

    Vou ser sincera, tem momentos em que eu penso que sou bipolar-pois nos momentos em que estou na escola, com muita gente ao redor eu sou muito simpática e comunicativa (pode não parecer, mas tem momentos que até palavrão eu falo), mas quando eu estou sozinha, e principalmente com a minha irmã menor, eu começo a filosofar sozinha sobre a minha vida, sobre os erros que estou cometendo e sobre se eu deveria me abrir com meus pais ou não. Como minha irmã ainda é um bebê, ela nem liga, e duvido que se lembre das minhas palavras quando for mais velha, mas eu sempre prefiro contar essas coisas para os meus pais. Até parece que nasci com feitiçaria pra não ficar com a consciência tranquila enquanto não falar tudo da minha vida aos meus pais, e ainda me sentir bizarramente bem depois disso, levando bronca ou não.

    E eu também não gosto de criar relacionamentos afetivos dessa espécie, porque eu sou do tipo que não suporta muito bem rejeições não-familiares nesse caso.

    Obrigada por comentar lá no meu blog, e eu tenho duas coisinhas a dizer:
    Toma cuidado porque aqueles vídeos que eu botei no post são as SAMPLES (Amostras das músicas), portanto não são as músicas todas, para ouvi-las completamente tem que downlodar.
    Na verdade eu tenho um tumblr, mas eu tô construindo e aprendendo a mexer nele ainda, e eu já planejava fazer o que você disse lá.
    É isso!!
    Jaa Nee!!!!!
    http://docetesrevolts.blogspot.com.br/

    ResponderEliminar
  3. Estava eu de boa na internet brocurando imagens de Majo no Takkyubin pra meus estudos de japonês quando eu vejo um link que eu conhecia em uma das fotos do google imagens. Acabei vindo parar aqui novamente e contemplando que o Forever Sapo ainda existe ♥.
    Bem... Não sei se tu se lembras de mim, mas sou o (antigo) Byel Af do Chá e Cupcake do tão longo ano de 2013. Sumi da blogosfera mas pelo que vejo tu ainda continua a todo vapor e ainda fazendo esses layouts tão lindos que tu fazia.
    Whatever, sobre o texto.
    Eu queria ter a sorte de me apaixonar por mais de uma pessoa ao mesmo tempo, mas não aquele amor de achar a pessoa bonita, mas aquele amor que te faz sofrer e não parar de pensar na bendita criatura, talvez seria mais fácil tomar coragem e me declarar para uma delas, ao invés de ficar remoendo um amor não correspondido. Não sei qual a sua idade agora, mas seus pensamentos sobre o assunto são muito mais maduros e precisos que os meus, um garoto de 18 (quase 19) anos.
    Aqui no Brasil é mais fácil se lançar em um relacionamento que, na maioria das vezes, já sabem que não irá durar, é realmente um amor para ostentar.
    Irei tentar assistir o Nº6 já que preciso MUITO ver um anime que fale de amor mas não seja o clichê de sempre, aliás, um dos motivos que parei de ver animes é porque cheguei em um ponto que já assisti todas as histórias originais possíveis e todos os outros que vi eram repetições com poucas mudanças ou cheio de clichês e protagonismos (errrg).

    Enfim, foi bom reencontrar um blog que eu visitava antigamente. Sayo~

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Oh, você não sabia que o FS ainda existia? :) Claro que me lembro! Confesso que demorei a associar o "Gabu" a alguma coisa, mas o Af fez-me logo lembrar do Byel Af. Engraçado que mal você comenta o layout de Verão eu troco para o de natal. Ainda bem que gostou dele.

      Por curiosidade, eu tenho 17 anos, e farei 18 em abril. Já muita gente na blogosfera se deixou enganar e julgou que eu fosse mais velha, e dizem precisamente que é por eu parecer ter pensamentos muito maduros, mas acho uma piada imensa a isso >.< Sobre isso que você disse de querer um amor "sofrível" para tornar a declaração mais fácil, embora eu entenda, não é algo com que me identifique. Eu tive uma pequena fase em que sentia ligeiramente atraída por duas pessoas, e nesse caso precisamente, preferi deixar o sentimento passar ao invés de armar confusão. Deve ter sido das poucas vezes em que me apaixonei e não confessei nada. Até agora, acho que me declarei sempre, mesmo sem grandes resultados >.< Aqui em Portugal há bastantes relacionamentos assim, como no Brasil, mas acredito que alguns sejam completamente sérios.

      Se vai dar chance a No.6, devia ler as postagens que eu linkei neste artigo. São uma boa introdução, e espero que você não seja homofóbico (Acredito que não. E além disso, se não quer clichés, então achou mesmo o anime certo, mas melhor que o anime - que se perde um bocado em termos de enredo e deixa um dos protagonistas estereotipado - o mangá é milhentas vezes melhor).

      Até eu já tinha saudades, não esperava encontrar você de novo! ^^ Jaa!

      Eliminar
  4. Oh kamisama *o*
    Preciso falar dessa layout linda de Natal!
    Todas as lays que você faz ficam perfeitas!
    Você fez algum curso de web design?
    Lindo de mais!!!!! s2

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Haha, nã, que curso? Mas lisonjeia-me ao dizer isso, obrigada, e ainda bem que gostou! :3 Vou dedicar um espacinho só a falar do layout no post de hoje mesmo, você foi a primeira pessoa a comentar ;)

      Eliminar

♡ Saiba mais sobre o mim ou sobre o blog através do menu

♡ Quanto a comentários:
» Os pedidos são aceites nos comentários ou na ask (vejam o menu)
» Críticas construtivas são bem vindas. Barracos, não.
» “Seguindo, segue de volta?”, só serão aceites em blogs principiantes – e eu irei confirmar ao blog. Caso contrário será ignorado.
» Deixe o link do seu blog no fim do comentário e eu faço questão de pelo menos visitar e comentar.
» Pode usar estas carinhas:
=((•̪●))= ๑(•ิ.•ั)๑ ٩(●̮̮̃•̃)۶ ε(●̮̮̃•̃)з ٩(×̯×)۶̿ ┌∩┐(◣_◢)┌∩┐ ⊙▂⊙ ⊙0⊙ ⊙︿⊙ ⊙ω⊙ ⊙▽⊙ ⊙﹏⊙ ⊙△⊙ ◑▽◐ ◑ω◐ ◑﹏◐ ●︿● ●ω● ●﹏● ≧▂≦ ≧︿≦ ≧ω≦ ≧﹏≦ ≧▽≦ >︿< >ω< >﹏< >▽< ≡(▔﹏▔)≡ (¯▽¯;) <(“”"O”"”)> (-__-)b (;°○° ) \( ̄︶ ̄)> <( ̄︶ ̄)/ (/≧▽≦/) \(≧3≦)/ \(≧ω≦)/ o(≧ω≦)o o(≧o≦)o ㄟ(≧◇≦)ㄏ ╮(╯▽╰)╭ ╮( ̄▽ ̄)╭ (~o ̄▽ ̄)~o ~ 。。。(~ ̄▽ ̄)~[] (╯-╰)/ (*^3^) 'U_U ♪ ♥ ஐ ▲☼゚ ♣ (๏̯͡๏) †