fevereiro 05, 2015

Porquê só uma coisa?


{Aviso inicial: Ando muito ocupada para postar, vou acumular postagens nos rascunhos primeiro e daqui por cerca de um mês regresso. Prometo ir comentando nos vossos blogs sempre que possível, e ler tudo}
Ohayou, minnas ^^

Antes de mais, as minhas  notas ando completamente aos altos e baixos (ou muito boas, ou detestáveis), mas ando tão cansada que nem preciso decidir se devo rir ou chorar. Não ando a comentar nada nos vossos blogs, mas não se preocupem, ando a ler tudo - e como promessa especial, comentarei nos blogs da Hinata clone e da Snow em primeiro lugar. O que eu tenho para postar hoje é uma reflexão. Eu já pensava muito no que direi aqui, mas só me lembrei de transformar estas minhas ideias numa postagem após uma aula de inglês em que estávamos a falar sobre vários tipos de trabalhos, e quais se adequam às características de cada pessoa. Haviam pelo menos 6 grupos, que mostrarei mais adiante, e eu identifiquei-me... com todos.

Um pouco de história:
Só para vos contextualizar, quero começar por falar de uma época que eu até admiro bastante e de onde veio Leonardo da Vinchi, um dos maiores génios da história (ou dos conhecidos, pelo menos). Refiro-me ao Renascimento. Nessa época proliferaram vertentes naturalistas, humanistas, antropocêntricas, artísticas, filosóficas, científicas... tudo isso reaproveitando e interpretando de forma ligeiramente diferente a antiguidade clássica. Eu adoraria falar um bocado mais de tudo isso e entrar em detalhes, mas o que interessa para este post é o conceito que se tinha dessa época do que era um homem perfeito - infelizmente, não incluíam as mulheres, embora isso seja outra história» tinha de ser completo em vários níveis:
  • Em termos de conhecimento, tinha de saber várias línguas, estar a par da ciência, aprender sobre medicina, história e matemática;
  • Tinha de desenvolver dons artísticas, tanto na ilustração como na música;
  • Devia ter uma boa preparação física, sabendo nadar, correr e andar a cavalo;
  • Precisava ter boas maneiras, saber conversar e ter uma conduta sociável;
  • E devia ainda ter uma formação moral, que o tornavam honesto e o faziam praticar o bem.
Minha opinião
Na aula de inglês, os vários tipos de trabalhadores eram classificados nas categorias seguintes: Criativos, fazedores/construtores, pensadores, ajudantes, organizadores e persuasivos. Muito sinceramente, é impossível para mim excluir qualquer uma dessas categorias - à frente delas, tinha uma descrição (que já estava subentendida no título, mas enfim) sobre o tipo de trabalho e como costumavam ser as pessoas que o exerciam, em termos de personalidade, e eu realmente tenho um bocado de tudo. Sei que muita gente tem uma facilidade incrível para não gostar de várias coisas e descartá-las, mas não é o meu caso. 

Já uma vez, no 9º ano, pediram a alguns alunas para responder a um inquérito sobre profissões. Ou antes, as profissões não estavam explícitas, as perguntas focavam-se na verdade em coisas que nós gostaríamos ou não de fazer, e para cada questão tínhamos várias opções de resposta: não, mais ou menos e sim. Eram cerca de 100 questões. No fim, a mulherzinha que pediu para respondermos às perguntas todas esteve a fazer uns cálculos com os resultados e mostrou um gráfico a cada aluno. Imaginemos que no eixo do x estavam os nomes de várias área profissionais e no eixo Oy estava uma certa pontuação. A ideia era determinar para que tipos de trabalhos nós éramos mais aptos, e enquanto que o gráfico da maior parte dos alunos era aos altos e baixos, o meu, err... deu 100% a todas as áreas, exceto à das limpezas e trabalhos domésticos. 

Lembro-me que na altura só concluí que perdi tempo a responder a 100 perguntas em troca de nada, e fiquei extremamente irritada porque fi-lo numa aula em que normalmente me deixavam estar a desenhar ou a ler (já que não se fazia nada). Foi uma completa perde de tempo, e ainda me pesa saber isso. Maaaas, por outro lado, não poderia concordar mais com os resultados. 

Sempre que eu conto isso às outras pessoas, elas ficam espantadas e baralhadas, como se não acreditassem que é possível uma pessoa gostar de tudo e ter até mesmo talento para tudo. Bem, na verdade, eu não sou muito talentosa, mas sou da opinião que o jeito que se tem para algo depende diretamente do quanto nós gostamos de fazer isso. Tanto que, a partir do momento em que comecei a gostar de educação física, tenho melhorado bastante, ainda que continue a ser um desastre em comparação com outras pessoas. Estou em ciências, mas se tivesse ido para línguas ou para artes (são as áreas de especialização aqui em portugal), acho que gostaria delas do mesmo modo. 

É verdade, isso não dá para qualquer um. E de certa forma, isso até se pode considerar uma atitude sábia: gostar de tudo só faz as pessoas perder tempo, pois sempre que poderiam aproveitar para descansar, acabam por ir experimentar fazer ou aprender algo novo. É exaustivo. Também é deprimente, porque nunca poderemos dedicar-nos em absoluto a tudo o que queremos experimentar. Mas também tem coisas positivas - adquirir conhecimentos de várias coisas permite entrelaçar tudo o que se aprende, e como eu tenho uma paixão muito grande pelo conhecimento, mesmo que tudo o que saiba acabe por não ter utilidade, eu gosto de aprender apenas para satisfazer a minha curiosidade. Também é gratificante finalizar cada um dos pequenos projetos que se vai começando, ou, caso não cheguem nunca a ficar concluídos, o processo em si já é agradável. Cada pequena coisa tem um significado na nossa vida, e nem sequer há tempo para pensarmos nas desgraças que nos drenam, pois há demasiadas coisas interessantes às quais dar atenção

Eu e a minha mãe compreendemos isso na perfeição e estamos sempre a falar do assunto, daí eu estar a divagar tanto...

A questão é: porquê que tem de ser só uma coisa? Porquê que uma pessoa não se pode identificar com tudo, e porquê que, quando é esse caso, as pessoas reagem com tamanho espanto? Antigamente - no tempo de renascimento, que eu abordei precisamente por causa disto - se alguém fosse apto para várias áreas seria até admirado, e mesmo que eu não queira ser admirada por uma coisa dessas, não quero pessoas a franzir o sobrolho por algo perfeitamente aceitável.
Sei que a expressão "fora da caixa" normalmente é usada para referir como devemos pensar, em vez de nos deixarmos moldar pela sociedade e agir de forma acrítica, como tanta gente faz, mas aqui vou usá-la com um significado diferente. Aqui em Portugal, pelo menos, a maioria das pessoas tem a ideia de que as pessoas devem formar-se naquilo que mais gostam, mesmo que futuramente isso as leve à pobreza total, e que a partir do momento em que se tem uma profissão, não se pode fazer mais nada. Como se o nosso emprego fosse uma caixa na qual entramos e que não tem saída. E eu nunca entendi porquê que, lá por uma pessoa se formar numa coisa, não pode tirar outros cursos mais tarde, ter empregos part-time completamente distintos do seu emprego "oficial" e dedicar-se a alguns passatempos. Aliás, eu até acredito que o primeiro emprego é apenas uma ponte para muitas outras coisas.

E pronto, é isso. Uma pessoa pode ser muito mais profunda do que aparenta e do que a sua profissão dita. 

E pensando bem, o maior defeito de Portugal é o facto de a maior parte da população ter mente-fechada.

11 comentários:

  1. Oi Anilyan ♥ Faz tempo que não comento por aqui :)
    Eu acredito que tenho a resposta pra sua pergunta, e precisamos de um pouco de história pra que isso faça sentido, mas tentando ser sucinta: essa mudança de pensamento foi trazida pelo capitalismo. Digo isso porque até então os artesãos e trabalhadores faziam várias coisas, até que um cara chamado Taylor concluiu que para otimizar o tempo de trabalho e melhorar as condições do trabalhador, eles precisavam se especializar em uma única coisa em vez de fazer várias, pois assim faziam um excelente trabalho em uma área e a produtividade seria maior, já que dedicariam tempo a apenas uma coisa em vez de várias. Depois disso veio o Ford com seu fordismo e a merda estava feita, hahaha!
    Pode ser só um ponto de vista (já que minhas disciplinas de trabalho sempre estudam pelo viés marxista), mas isso perdura até hoje. Você não vê empresas procurando multiprofissionais e nem pessoas querendo ser multiprofissionais, todos querem ser especialistas, estudar, aprender ou trabalhar uma área de seu interesse. Esse tipo de ideal fica enraizado na sociedade, e as pessoas que nascem nessa sociedade já têm isso em sua criação - por isso as pessoas devem achar absurdo você gostar de todas as áreas. E é estranho mesmo! Pra que você deveria? Entende a ideia?
    Não sei se isso vai sanar suas dúvidas ou mesmo te deixar mais, hm, aliviada a respeito... mas eu tentei XD
    Um beijo :*
    shana • hishoku

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    1. Olá, Shana ^^ Não se preocupe, eu também tenho sido uma comentadora terrível, vou agora mesmo ao seu blog para compensar.

      Eu já não tenho história há 2 anos, espaço de tempo suficiente para me fazer esquecer quase tudo, portanto ainda bem que me relembrou de algumas coisinhas :) Faz o seu sentido que especializarmo-nos numa só coisa, dedicando-lhe toda a atenção, nos torne bastante bons nela, mas continuo a achar que é uma pena e um desperdício. Entendi perfeitamente a ideia - você explica muito bem, aliás - embora eu continue a sentir-me um bocado desiludida. Até porque eu acredito que é possível ser-se bastante bom em várias coisas, e conheço algumas pessoas que servem de exemplo a isso. Taylor e Ford só vieram fazer as pessoas acreditar que são limitadas, quando não são tanto assim. Mas que seja, pelo menos a sua explicação fez sentido e já entendo porquê que as pessoas começaram a pensar assim. Só que recuso-me a mudar >.<

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    2. E está certíssima em se recusar! u.u Porque é muita ingenuidade acreditar que só se pode fazer/ser bom em UMA coisa. O ser humano tem potencial pra muito mais, e esse potencial é muito desperdiçado pelas pessoas continuarem pensando assim ;/

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  2. Yoooo belezura!? \o/
    Num se preocupe tenho certeza que você recupera essas notas baixas u3u (que nem devem ser tão baixas assim, aposto que ainda são uns notões ostentação u.u).
    Enfim, como a Shana manja dos paranauês ela já respondeu tudinho, então eu vou pular essa parte. Bem, eu também sempre fiquei me perguntando porque dessa tara por seguir uma única profissão, por fazer apenas uma única coisa e pronto! Geralmente dizem que é muito tarde para fazer outra coisa, que trilhar o caminho tem que ser cedo porque depois não dá para ir para outro lado, mas qual o problema de fazer várias coisas, cursar várias coisas, ter várias atividades!? É caro que fazer tudo ao mesmo tempo acaba atrapalhando e desfocando o principal, porém se bem organizado, dá para se seguir outros caminhos todos juntinhos! Por exemplo: A dinda do meu irmão mais novo é advogada, ele já trabalha nessa área a um booooooommmmm tempo, porém como ela possui uma penca de gatos e ama todos eles decidiu tirar veterinária e tá lá bem feliz quase concluindo o curso! A minha mãe também é um exemplo! Ela já trabalhou como enfermeira por oito anos, depois fez corretora de seguros e hoje trabalha no ramo imobiliário. Acho que você ter aptidões e gostos para todas essas áreas é fabuloso, pois você tem muito mais opções, um campo enorme para explorar \o/, eu adoraria ter os mesmos resultados que os seus. porém como eu não curto e não manjo de matemática todas as engenharias e arquitetura foram completamente excluídas! (pobre do meu pai, pois ele queria que eu tirasse engenharia, agora essa história sobrou para meu irmão! e.e).
    É uma pena que aí em Portugal as pessoas pensem assim, bem.....Aqui no Brasil é o mesmo, porém em um grau menor, pois não é até comum ver gente mudando de curso ou de profissão, mas ainda assim tem gente que vê isso como loucura e para piorar tem MUITA gente que faz alguma coisa apenas pelo dinheiro e geralmente faz de péssima vontade ¬¬''' (um exemplo disso são nossos médicos ¬¬'''').
    Enfim, eu queria comentar mais e falar pelos cotovelos, mas o povo aqui em casa ta me pressionando para eu sair da internet e ir jogar canastra!
    Kiss
    E obrigada pela promessa especial *-*

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    1. Bem, uma delas foi realmente baixa para os meus padrões, foi pouco mais de 50% de certos, o que é péssimo para mim. Mas como a stora compreendeu que correu mal a várias pessoas, deixou-nos repetir o teste de forma a que a nova nota substituísse completamente a antiga, dizendo-me para não desanimar e que entendia que se devia ter passado alguma coisa comigo naquele dia. E deve ter sido mesmo, porque tendo em conta que a matéria era a mesma que a abrangida no teste em que eu só fiz cagada, consegui provar que realmente a sei bem com o 99,5% que acabei de tirar. Só soube a nota ontem, estou tão contente!!! Foi quase 100% *.*

      A Shana realmente parece ser muito culta, só há pouco tempo descobri como era bastante mais velha do que nós. Essas blogueiras antigas cada vez me espantam mais >.< Exatamente, ter várias atividades pode dificultar na hora de gerir o tempo, mas não é impossível lidar com todas, e parece que você conhece várias pessoas que exemplificam isso. Parabéns para a sua mãe por isso também :)

      Aqui também há médicos que só vão para medicina pelo dinheiro. Eu própria quero ganhar bem quando me tornar médica, mas essa é apenas uma recompensa, pois o que eu quero mesmo é ajudar as outras pessoas, ser uma médica minimamente humana. E, claro, usar isso como uma alavanca para aprender mais coisas.

      Jaa! :)

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  3. Posso ter demorado mas achei digno de aparecer justo nessa postagem. Ainda agora me encontro num paradigma do que devo escolher para entrar numa faculdade, algo que poderia ser sucinto e rápido de se dizer, "sou boa com artes então, qualquer coisa que tenha rabiscos está bom" mas fico num dilema enorme, pois assim como você gosto de muitas coisas, cá não tenho tanta gana de sanar minha curiosidade na hora, porém gosto muito de ler qualquer coisa que seja. Qualquer coisa é importante, vale da importância que você dá à ela. Mas eu me sinto reprimida quanto a isso, é triste até ter de escolher apenas uma coisa, e já que é assim quero algo que me dê um bom retorno para assim sair em busca de mais coisas que me agradam. Um plano de vida utópico, porém me agrada bastante.

    Acho que se fizesse o teste seria capaz de ter um resultado parecido, ahaha' mas concordo com o que a Shana disse, aprendi isso em Gestão Empresarial - coisas boas de se escolher administração como curso técnico, há. E realmente as pessoas com múltiplos talentos acabaram tendo que optar somente por um, pois naquela época tempo era dinheiro e quanto menos tempo, melhor, ai-ai. Ainda assim vou manter meu sonho utópico e ver se consigo torná-lo real. Ah, me senti lisonjeada com o que disse na intro, porém ainda peno para atualizar o meu blogue. XD

    Fiquemos por aqui, bai-bai hime!! (owó)/

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    1. Embora eu seja mais nova que você, já passe por essa fase, que aqui em Portugal se escolhe aos 15 anos :) O meu dilema foi exatamente o mesmo que você. Sou boa em artes e gosto disso, mas acho que dou para algo mais complicado, e de qualquer forma, artes em portugal não tem saída nenhuma. Modéstia à parte, acho que já supero bastantes professores de artes aqui do país, exceto talvez pelas técnicas de pintura (só sei pintar com lápis). Não me arrependo nada de ter escolhido ciências, mas outras áreas também me agradariam. Aliás, o seu plano de vida é TÃO parecido com o meu. Eu quero formar-me em medicina, mas quero continuar a tirar cursos pelo resto da minha vida toda, relacionados com qualquer coisa: línguas, história, literatura, botânica, artesanato, ou lá o que for. Para mim, tornar-me médica é apenas uma alavanca para tudo o resto que eu quero aprender. É tão difícil encontrar pessoas que pensem assim, fico feliz por você também achar isso. Vamos mudar a mentalidade do mundo juntas, sim? Em países diferentes, mas sempre é um começo ;)

      Até breve :3

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  4. É difícil de lidar com essa situação, apesar de que no Brasil pode sim escolher outras areás depois de se formar e tudo mais, o julgamento nem é tanto, todos dizem isso também, escolha oque você gosta pra ficar na profissão, mas eu concordo com sua opinião, qual é, acham que as pessoas não são capazes de exercer mais de uma profissão !? O ruim de isso tudo, é que não pra você se formar em muitas aréas devido ao tempo de estudo nas faculdades, emprego e tals, mais é sempre bom dar o máximo da gente em tudo que pudermos, legal você ser apta pra várias áreas e gostar também, eu entrei no ensino médio esse ano e muitas pessoas vem me perguntando em que eu vou me formar, mais cara, mais complicado que ter aptidão pra muitas coisas é não ter pra nada, eu não faço idéia de qual faculdade vou fazer, gosto de várias coisas, mais não é aquilo " eu amo essa profissão, e quero seguir ela ", to mais pra tipo " legal, quem sabe ", sempre penso em coisas diferentes mais não há algo que eu queira demais, tem muita gente que sonha em ser médico, dentista, arquiteto e tal, mas eu não tenho isso, fico pensando na hora de escolher como vai ser pra mim, pode até ser um pouco cedo pra pensar nisso, mais quanto mais cedo descobrir oque queremos melhor né, mas enfim, como a Shana disse, também acho que o capitalismo influenciou as pessoas há pensar de outra forma, futuras pessoas serão capazes de pensar como nós, e também sim, querer ter muitas áreas e não focar em uma coisa só, tudo bem, você gostar de uma profissão e querer exercer apenas ela, e tudo bem também, você gostar de várias profissões e querer fazer todas, deveria ser uma coisa bem normal, isso, cada um faz oque quer e foda se o resto rçrç, a pessoa abandonar, mudar de curso, pegar outros, sei la, faça oque tiver que fazer, ninguêm tem de opinar nisso, o problema são as mentes fechadas que tem não só ai em Portugal, mais em todo lugar, que biblía eu to escrevendo aqui hu3hu3, adorei a postagem, muito interessante postagens com um tema que se pode " debater ", beijãao ! ♥

    i-n-the-clouds.blogspot.com.br

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    1. Acho que entendo esse sentimento de "legal, quem sabe". Até porque, como eu gosto de tanta coisa, para me obrigar a escolher eu obriguei-me a reduzir um bocado o gosto peso por várias áreas, e a pensar mais nas recompensas que cada uma traria. Então, o que eu decidi foi formar-me em medicina primeiro, e depois usar isso como uma alavanca para aprender outras coisas. Claro, gerir o tempo vai ser o mais complicado, mas nem que eu tire os cursos depois de me reformar >.<

      Deve ser difícil estar na sua posição, mas enfim, tente pensar também em qual você tem mais chances de ter sucesso, em vez de apenas considerar o seu gosto por algo. Muitas vezes, esse critério apenas não chega. A Shana tem uma sabedoria inesgotável, espero que quando tiver a idade dela consiga informar tão bem as pessoas quanto ela :)

      Fico contente pela sua bíblia, adoro ler comentários grandes. Só acho que precisa de usar mais pontos finais, fiquei sem fôlego ao ler tudo o que você escreveu ;)

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  5. Olá Anylin!
    Nossaaaa Senhora á tanto que não comento aqui!Esqueci-me de como você é faladora e tem jeito para lays este está perfeeeeito*-*
    Concordo plenamente contigo(posso tratar-te por tu?)Eu encontro-me no 9ºano, também sou portuguesa estou a fazer esse tal teste com mais de 100 perguntas(ainda não acabei) e reparei que algumas questões são super especificas!Eu tanto posso gostar de design, como posso gostar de ciências certo?Porque não fazer algo relacionado com as duas?
    Identifico me contigo gosto de coisas tão distintas!Eu posso escolher uma área e a meio mudar e fazer outro curso!
    Essa época do renascentismo é uma das épocas onde as pessoas mais cultas eram reconhecidas!
    Hoje já não é bem assim...
    Realmente nós portugueses temos uma mente muito fechada!
    É uma pena porque muitos têm potencial para mais...
    Estou tão confusa sobre que área seguir:(
    beijooos<3
    bpblogdepapel.blogspot.pt

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    1. Ohayou! ^^ E gómen, também não tenho conseguido comentar muito no teu blog.

      Podes tratar-me por tu, claro, nem sabia que eras de Portugal! Esse foi precisamente o teste que eu fiz no 9º, pelo menos tu consegues entender na perfeição ao que eu me refiro. E essas foram precisamente as áreas em que me senti mais indecisa, artes e ciências. No fim, acabei por ir para ciências, e pretendo formar-me em medicina, mas quero usar essa formação como uma alavanca para aprender mais coisas. Mas não quero nada mudar de área a meio, gosto de finalizar tudo o que conseguir e encarar tudo com seriedade. Se não, nem vale a pena começar.

      Tenho a certeza de que irás tomar a decisão certa em breve :) Jaa!

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