fevereiro 23, 2015

Liberdade de expressão


Cá estou eu mais uma vez, etto...

O post de hoje não será muito pessoal - digo, não será escrito como se eu estivesse a falar para os leitores do blog nem nada, e provavelmente será demasiado denso e longo para a maioria das pessoas ler. Isto porque eu participei numa maratona de debates na minha escola, sobre filosofia, e para a minha equipa se preparar, nós fizemos uma grande pesquisa. Teríamos de responder a 3 questões, que exporei em seguida, e como eu considero que as respostas que demos são muito boas, não mudei nada em relação à pesquisa original. Enfim, eu nem era para fazer um post sobre isto, mas como o tema é muito importante, optei por colocar aqui para o caso de alguém querer ler, ou mesmo para o caso de alguém ter também de fazer um trabalho sobre isto e precisar de uma fonte de informação razoável. Ah, ficamos em 2º lugar no debate, já não foi mau :) (há uma pequena nota após o ler mais, e sim, isto é para ganhar visualizações de postagem >.<)

{Já agora, não prometo responder aos comentários em breve. Mas para que conste, respondo sempre a todos, aliás, quem tem comentado ultimamente já pode ir confirmar as respostas :) }
Questões problema
  • A. Até que ponto faz sentido impor limites à liberdade de expressão?
  • B. Devem os países que defendem a liberdade de expressão como um valor fundamental, silenciar-se em nome da “tolerância” aos valores diferentes dos seus? Como? Que medidas devem ser implementadas à escala europeia/mundial?
  • C. De que forma a educação para a liberdade pode ser uma medida de prevenção contra a intolerância?
A favor dos limites da liberdade de expressão (a nossa tese)
A liberdade de expressão é o direito de manifestar livremente opiniões, ideias e pensamentos. Como diz num artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, está expressa a permissão de se procurar e transmitir informações sem interferências, e é dito que “É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.”. Até aí nós concordamos, pois a censura impede a transmissão de informação, e se não houver liberdade de expressão, está a ser posto em causa o próprio conceito de democracia, uma forma de governo em que a soberania é exercida pelo povo e que, portanto, permite a existência de opiniões distintas. 

Porém, é necessário reforçar a ideia de que a dignidade humana, um dos direitos fundamentais, deve ser respeitada, e isso inclui respeitar valores éticos, morais e sociais de cada indivíduo, incluindo mesmo a sua privacidade. Nós acreditamos que se devem impor alguns limites. Como disse o filósofo Herbert Spencer, "A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro." 

Não se pode confundir liberdade de expressão com banalização, ou com a expressão de ideias não fundamentadas que apenas visam colocar em risco a dignidade dos outros. Com desrespeito, nós não queremos dizer evitar confrontar os outros caso eles tenham um comportamento que nós consideramos errado – se alguém estiver a fazer algo incorrecto do nosso ponto de vista, temos o direito de o alertar quanto a isso. O que não devemos fazer é gozar com os outros, desprezá-los e desmerecer o que dizem ou fazem com base na sua reputação, estatuto ou aparência, por motivos racistas ou a outros preconceitos.

Stuart Mill defende o mesmo, com base no princípio do dano. Ele afirma que apenas a autoprotecção pode justificar a intervenção, individual ou colectiva, na liberdade dos outros. Fora essa excepção, tudo o que se pode exprimir tem como limite a sociedade, e tudo o que causar danos ou tiver um impacto negativo nesta deve ser evitado. O aperfeiçoamento moral da sociedade deve ser conseguido, não pela força, mas pela argumentação, pela persuasão e pela demonstração.

Viver numa sociedade sem impor limites à liberdade de expressão resultaria no caos. Tal como está escrito no artigo 10 da Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem, “O exercício dessas liberdades pressupõe diversas responsabilidades e, por consequência, pode estar sujeito a certas formalidades, fixadas por lei e que sejam necessárias à segurança nacional, da integridade territorial, da segurança pública, da defesa da ordem e prevenção contra o crime ou para proteger a saúde ou a moral, a reputação ou os direitos dos outros, impedir a divulgação de informações confidenciais ou para garantir a autoridade e a imparcialidade do poder Judicial.”

O que isso quer dizer é que a maioria das pessoas confunde liberdade de expressão com banalização e desrespeito. Se partirmos desse princípio, então tudo será alvo de críticas, incluindo críticas sem fundamento. Isso implicaria também que teríamos de aceitar que todos os extremistas se pronunciem, mesmo os que se opõem à democracia (algo que reataremos mais tarde), e que, numa sociedade multicultural, se todos tivessem liberdade para se exprimirem, seria impossível ao poder controlar os grupos minoritários que a eles se opõem. Portanto, os limites são necessários para que o poder possa manter o controlo e ordem social, caso contrário correríamos o risco iminente da desagregação da sociedade.

E devem ser as leis, exercidas pelo Estado, a coagir o abuso da liberdade de expressão.

Glyn Morgan e Isaiah Berlin defrontam-se com uma questão importante: onde está a fronteira entre a liberdade e a tolerância? É uma questão importante, “porque essas fronteiras marcam os limites da tolerância.” Com isso, podemos falar do conceito de liberdade negativa, também tratada por outros filósofos, que consiste em não ser impedido de agir, e consiste na reflexão da liberdade ao princípio da tolerância.
Isso leva-nos à questão da tolerância. Definimos uma pessoa intolerante como alguém que deseja que os outros vivam como ela pensa que eles deveriam viver e que procura impor-lhes as suas próprias práticas e convicções. John Rawls, na Teoria da Justiça, decompôs o problema em 3 questões simples, que são: o intolerante tem legitimidade para se lamentar se não for tolerado? Em que condições têm os tolerantes o direito de não tolerar os intolerantes? E, quando tiverem esse direito, para que fins devem exercê-lo? Aqui, entende-se o intolerante como um Estado Antidemocrático e o tolerante como um Estado Democrático. Neste ponto, nós concordamos inteiramente com as respostas do autor: O intolerante não tem a legitimidade de se queixar caso sejam intolerantes com ele, enquanto o tolerante só tem o direito de ser intolerante quando isso for necessário para a sua protecção – ou seja, na presença de intolerância. Não se deve tolerar a intolerância com a finalidade de preservar os direitos universais, pois tolerá-la levaria à própria destruição da tolerância.

No site do Jornal Público está uma notícia sobre medidas que foram tomadas em França para punir quem promover a intolerância e apoiar o terrorismo. A ministra justificou a tomada dessas medidas dizendo que “Estes factos representam um grave ataque aos valores do respeito e da tolerância, fundamentais à nossa sociedade democrática”. Se, por defendermos a liberdade, a democracia e a tolerância, permitíssemos que princípios preconceituosos ou a guerra fosse incitada, então também teríamos de admitir a existência de ditaduras. Em consequência, a democracia seria extinta, e deixaria de haver tolerância. Também teríamos de permitir que certas pessoas se colocassem acima de lei e se achassem no direito de destruir o que está errado no mundo para construir algo melhor (no seu ponto de vista), uma versão mais flexível das ideias do terrorismo, e essas pessoas consideram-se de tal modo superiores que nem sequer estão abertas a discussão. 

Como disse Karl Popper, “Não é possível discutir racionalmente com alguém que prefere matar-nos a ser convencido pelos nossos argumentos.” Mais uma vez, isto só comprova que devemos impor limites à liberdade de expressão. Ele também dizia que “Esta formulação, não implica que devemos sempre suprimir as filosofias intolerantes, contando que possamos combatê-las por argumentos racionais e mantê-las sob controlo pela opinião pública. Mas devemos reivindicar o direito de suprimi-las, se necessário até mesmo pela força, e isso pode facilmente acontecer se elas não estiverem preparadas para debater no nível de argumentação racional.”

E já agora, como nós defendemos que deve existir tolerância e que esta não deve ser ameaçada pela intolerância, há que reforçar uma outra coisa. Tolerância não é indiferença. Só devemos aceitar que algo seja tolerado depois desse algo ser alvo do nosso questionamento. Ou seja, não devemos dizer que somos tolerantes sem antes nos interrogarmos se determinada situação não agride valores universais, pois nesse caso estamos apenas a ser indiferentes à situação.

Assim sendo, há duas medidas que devem ser implementadas à escala mundial: uma delas baseia-se na aprovação de leis que garantam a protecção da sociedade e que impeçam o proliferar do racismo, da xenofobia ou de qualquer tipo de discriminação; a outra, tem como chave a educação.

Helen Keller disse que "o resultado mais elevado da educação é a tolerância". A educação consiste na transmissão de ideias, princípios, normas e valores que constituem a cultura de uma comunidade. O processo não se restringe apenas à escola, podendo ser vivido no seio da família, no trabalho e noutros espaços da vida pública. Isto significa que ela pode ser bem ou mal usada, ou seja, que pode cultivar tanto a tolerância como a intolerância. A chave para promover a tolerância é educar para a razão.

De acordo com Savater, a razão não é apenas uma tendência automática, mas um resultado social. E a educação tem o papel de potenciar a racionalidade através do uso da linguagem, já que ser racional não é ser apenas bem informado, mas saber analisar, filtrar e organizar a informação. É o conhecimento que proporciona essa capacidade, que por sua vez irá gerar autonomia, fará os indivíduos sentirem que têm controlo da sua realidade e irá desenvolver neles um senso crítico.

Se, ao longo do processo, valores como solidariedade, respeito e equidade tiverem sido transmitidos, a tendência de cada um será procurar evitar ou solucionar os conflitos, tornando-se tolerantes. Claro, o facto de serem tolerantes não implica a sua concordância com tudo, pois é possível aceitar a existência de algo sem estar de acordo com ela, mas pelo menos não serão intolerantes a menos que seja necessário (como no caso já referido, em que não devemos tolerar a intolerância). Pelo menos não serão intolerantes em relação às diferenças: diferentes etnias, géneros, crenças…

Além disso, a educação também irá combater medos irracionais e mal fundamentados, sendo que muitas das vezes são esses medos os maiores responsáveis pela proliferação da intolerância. Num texto de A. C. Grayling, é dito que o medo gera a intolerância, e que a intolerância gera o medo, num ciclo. Os fanáticos querem obrigar-nos a agir em conformidade com o seu modo de pensar porque se sentem ameaçados. Os talibãs do Afeganistão obrigam as mulheres a usar véu, a ficar em casa e a desistir da sua educação e do seu emprego porque temem a sua liberdade. Os velhos tornam-se intolerantes para com os jovens quando ficam alarmados com a indiferença votada pela juventude ao que eles há muito conhecem e estimam.

Só para esclarecer: Nós não defendemos que o desrespeito é uma justificação aceitável para a violência. Aliás, a liberdade de expressão é o direito de manifestar livremente opiniões, SEM a prática de qualquer crime que possa pôr em causa o direito de outrem. A violência é precisamente aquilo que queremos evitar, daí considerarmos que não se deve tolerar a intolerância. E o estado teria o poder de obrigar o intolerante a respeitar a liberdade dos outros, mas só restringiria o seu comportamento se a comunidade e a sua estabilidade estivesse sob ameaça. 

Isso significa que não aprovamos o ato de terrorismo contra o Charlie Hebdoo, pois nenhum ato criminoso ou violento deve ser tolerado. Entretanto, também não podemos tolerar que um cidadão que, porventura, tenha desrespeitado outro, seja alvo de vingança pura e simples, ou receba sua punição em instituições que empobreçam ainda mais os laços que, por ocasião do crime, já foram rompidos ou fragilizados. Especialmente quando o crime cometido, é resultante do que chamamos de marginalidade, ou seja, da ruptura de laços anteriores, das injustiças sociais e do abandono do poder público.

E, sintetizando, há apenas 2 critérios que devem ser colocados como limites à liberdade de expressão: devem ser colocados limites para protecção individual ou colectiva, e perante opiniões puramente ofensivas e não fundamentadas. Porém, esses são os únicos limites que devem ser impostos. Nós não somos a favor do silêncio, não somos a favor de calar e acatar outras opiniões sem o seu questionamento, caso contrário não defenderíamos que a educação deve cultivar a racionalidade.

Contra os limites à liberdade de expressão e algumas falhas que se poderia tentar encontrar na tese acima:
Aristóteles acreditava que a liberdade consistia numa harmoniosa integração do indivíduo numa sociedade. Porém, para haver a integração de um indivíduo na sociedade, é necessário haver comunicação, e para haver comunicação é necessário haver liberdade para darmos a nossa opinião, ou seja, liberdade de expressão. Ao impormos limites, estamos a condicionar a nossa liberdade, portanto estamos a deixar de ser PESSOA, um ser consciente com arbítrio próprio.

Como dizia John Milton, “Dêem-me, acima de todas as liberdades, a liberdade de saber, de falar e de discutir livremente, de acordo com a minha consciência.” Desde o iluminismo que temos a tradição da luta pela liberdade, o que inclui a de nos exprimirmos. Não somos autómatos, logo não tem sentido obedecermos às opiniões dominantes sem termos o direito de nos exprimirmos. Se nos ensinam a ter capacidade crítica, que é um dos objetivos do ensino da filosofia no ensino secundário, a que propósito nos devemos calar e aceitar a opinião dos outros? No passado esse direito era apenas de alguns, nomeadamente dos que estavam no poder, não tem sentido perpetuarmos a discriminação numa sociedade democrática.

Se não tivessem existido aqueles que, mesmo sem liberdade para isso, desafiaram as ideias dominantes, não teríamos evoluído até onde estamos. A liberdade de expressão é benéfica para qualquer sociedade, ajudando a obter soluções, transmitir informação, no desenvolvimento da ciência e de outras áreas. Como exemplo disso, devemos referir várias épocas: Durante a idade média a liberdade de expressão tinha limites, o que fez com que não houvessem grandes evoluções. Já a partir do momento em que a liberdade de expressão deixou de ser tão condicionada, isto é, em meados de século 20 até hoje em dia, houve um grande salto evolutivo, tanto na maneira como pensamos, como nos comportamos, como vivemos, na saúde, etc. Isto para não falar da Grécia antiga onde a democracia foi fundada e, sendo que a democracia é a forma de governo em que a soberania é exercida pelo povo, aqui a liberdade de expressão é fundamental, e foi nesta altura que houve também grandes evoluções em todas as áreas. Então, se impusermos limites a evolução vai ser condicionada.

Impor limites acabará com esse benefício, e de qualquer forma, nenhum parâmetro se adequa como limite. A verdade não pode servir, pois ninguém é dono dela e estamos constantemente a descobrir coisas novas. Há ideias certas, ideias erradas e ideias parcialmente certas. Nenhuma opinião, maioritária ou minoritária, deve ser ignorada, pois pode ser o caso de se estar a silenciar uma ideia verdadeira. Mesmo que uma ideia esteja errada, isso pode ajudar a refinar uma ideia correta; O mesmo pode ser aplicado às crenças – ou foi justo condenarem Galileu, que defendia a teoria heliocêntrica, simplesmente por ir contra as crenças da época? Segundo o próprio Mill de quem já foi falado, ele afirmava que “As nossas crenças mais justificadas não têm qualquer outra garantia sobre a qual assentar, senão um convite permanente ao mundo inteiro para provar que carecem de fundamento.” Ele também disse, na sua obra Sobre a liberdade, que "A humanidade terá muito a ganhar deixando que cada um viva como lhe parece bem, e não forçando cada um a viver como parece bem aos restantes". E como nenhuma ideia deve ser silenciada, também nenhuma ideia pode ser protegida da crítica e da refutação. Isso irá perspectivar a evolução.

Há países em que não existe liberdade de nenhum tipo, e em que ninguém colocaria questões sobre a tolerância, pois teriam medo de ser torturados ou mortos. Há países em que a concepção de tolerância varia, e alguns em que nem sequer é analisada. Há casos em que, se nós intolerarmos a intolerância, poderá acontecer algo ainda pior. Por exemplo, ao intolerarmos os valores dos muçulmanos, que não são universais, eles podem revoltar-se ainda mais e acabarem por declarar guerra a quem não concorda com eles. As consequências seriam desastrosas. “Para evitar críticas, não façam nada, não digam nada, não sejam nada”. Essa é uma frase de Elbert Hubbard. Não concordamos inteiramente com ela, até porque o que queremos evitar não são as críticas, mas sim consequências graves. Mas aplica-se em casos em que os meios justificam os fins.

Refutando um princípio de Mill, nem mesmo o respeito pelos outros é um critério justo o suficiente. Ele baseava-se imenso no conceito de bem maior e defendia que se devia evitar causar danos a uma sociedade, mesmo que isso implicasse o mal-estar de uma minoria. Isso significa que ela aprovaria, por exemplo, a escravatura, pela sua utilidade à maior parte da população, ou que aceitaria matar uma pessoa para salvar várias outras.  Além disso, se denunciássemos alguém por ter um comportamento corrupto, estaremos a causar-lhe problemas e a interferir no seu direito de fazer o que bem entende, mas a denúncia deve ser feita.

De qualquer forma, Karl Popper disse que “A liberdade de expressão deve ter primazia sobre o nosso desejo de não ofender.” O valor intrínseco da felicidade liga-se ao auto-desenvolvimento. A justiça, a igualdade, a autonomia e a liberdade unem-se no sentido da melhoria da humanidade, o que mais uma vez comprova que impor limites à sociedade irá prejudicá-la. 

O facto de se desrespeitar os direitos dos outros não justifica atentados, como no caso de Charlie Hebdoo. O jornal limitava-se a satirizar diversos tipos de situações, e esse facto em si deveria ser suficiente para que ninguém se sentisse desrespeitado, mas mesmo que os islamitas considerassem que o seu deus ficaria ofendido, não deveriam ter reagido assim. Todas as pessoas têm o Direito à Vida.

Dizer que não se deve tolerar a intolerância é muito bonito, mas atribuir ao Estado o poder de decidir que comportamentos são intolerantes ou não seria inseri-lo no mesmo plano dessas doutrinas intolerantes, como foi criticado a Rawls.

~Para quem não entendeu, o lado dos "contra" foi algo que nós escrevemos para nos prepararmos para os contra-argumentos que a equipa adversária poderia ter colocado. Não que isso interesse.~


Prometo que amanhã farei mais um post para compensar a seca que este terá dado a várias de vocês >.<

Já agora, já alguma vez disse que estou a aprender japonês? Bem, eu já o tinha tentado uma vez, há alguns anitos (2, acho eu) atrás, mas tive de parar por falta de tempo e já não me lembrava de nada. Mas já quase consegui decorar o hiragana completamente, e já relembrei alguma gramática e expressões, o pior será o vocabulário. Ainda bem que já sei algumas coisas graças aos animes, ou demoraria muito mais. Estou a sonhar um bocado alto, mas espero que em "breve" já consiga começar a ler alguns mangás em japonês ^^


2 comentários:

  1. Yooo belezura!?
    Gzuis amado num sei nem por onde começar....Enfim, acabei lendo seu post lá no trabalho da minha mãe (fui lá me encontrar com ela depois da aula e aproveitei o tempinho vago para olhar as novidades \o/).
    Enfim, é como eu sempre digo, tufo é uma moeda de dois lados, ou como a minha mãe diz "tudo que é em excesso não faz bem", ou seja, dar total liberdade de expressão também não é algo completamente benéfico, afinal como você mesma disse se todos nós tivéssemos 100% de liberdade de expressão acabaríamos de uma forma ou de outra (talvez até sem perceber) ferindo a moralidade e crenças dos outros. É que nem os casos recentes da França com o terrorismo, é claro que as charges não justificam os assassinatos, porém todos nós sabemos o quão delicado esse assunto é, e a importância que os islâmicos dão a esse assunto, sendo assim, mesmo que não intencionalmente esses jornalistas feriram os islâmicos ( além disso, convenhamos que todos nós sabemos que com essa gente não existe piada. Que logo, logo algo sério aconteceria).
    "o intolerante tem legitimidade para se lamentar se não for tolerado? Em que condições têm os tolerantes o direito de não tolerar os intolerantes?" ERROR 404, que nó deu na minha cabeça com essas perguntinhas e.e'''', porém foi a parte que achei mais interessante, pois nunca tinha pensando nisso! Pois se formos desconsiderar o caso que você citou dos governos ditatoriais e democráticos, e levarmos ao pé da letra, o intolerante teria de certa forma o direito de reclamar daqueles que não o toleram '-'. Além disso, existem pessoas que acreditam que ser tolerante significa aceitar tudo sem questionamentos, porém eu acredito que ser tolerante é compreender as razões do outro após questionamentos e boas argumentações para os mesmos.
    O problema é que tá geral indo para o lado do radicalismo, as pessoas falam o que querem sem medir as consequências, sem ter a menor responsabilidade, os afetados acabam também fazendo o que querem como retalhação. A verdade é que a liberdade de expressão é a nossa maior arma, porém se usada in devidamente pode causar gravíssimas consequências, como os atentados na França.
    Enfim, eu adorei o post, aliás, eu fiquei de queixo caído quando eu vi respostas para os possíveis contra-argumentos de outros grupos! GUZUIS AMADO E TUDO ISSO EM FILOSOFIA! Véi, nessas horas eu cavo uma cova e me enterro lá! Porque se tu visse nossas aulas de filosofia.......CREDO! Nem queira imaginar, é uma zueragem só! Infelizmente não se aprende nada! Ninguém leva a sério e os professores não possuem a devida qualificação =/ (até mesmo em CURSINHOS DE VESTIBULAR é difícil de se encontrar bons professores) e aí eu me deparo com um mega trabalho desses, virado nas filosofias, argumentos, preparos.......Só meu avô mesmo para sair de Portugal e vir se fincar nessa zueragem aqui! (porém isso é tudo resultado de mais tretas vida loka da minha família).
    OBS: é impressão minha ou ultimamente virou modinha se tornar terrorista!? Tipo, aqui tá dando geral notícia de gente que tá virando terrorista!
    Cara que shooowwww tá aprendendo japonês XD, eu ainda tenho que me organizar para aprender melhor inglês, até porque se eu quiser fazer algum intercâmbio tenho que saber direitinho a língua, então aprender japa para ler meus shoujos em japa ficará mais para o futuro.
    Kiss

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    1. Eu e a minha mãe achamos o mesmo, tudo o que é em excesso dá mau resultado, mas aqui nós tínhamos de justificar em condições >.< Deu bastante trabalho, aliás, essa coisa do radicalismo para a qual as pessoas estão a ir, é a tal libertinagem e banalização, como lhe chamo no texto. É isso que temos de evitar. Fico feliz por ver que leu tudo, estou até espantada, parabéns pelo esforço! ;) Aqui, em filosofia, muita gente também não leva a disciplina a sério, mas eu até acho que se aprende coisas interessantes. A nossa stora não ajudou muito neste trabalho, podia ter colaborado mais, mas assim até me orgulho de um texto tão bom como este ter sido produzido apenas por mim e pelo meu grupo (mais 3 pessoas). Falando em avô, já li a primeira parte da história dele no seu blog, vou comentar em breve! E também soube que está a tentar melhorar a inglês, ganbarou :3 E desculpe a resposta curta, teve de ser...

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