dezembro 23, 2014

Resenha: interestelar


Ohayou, minna!

Só avisando, amanhã visitem o blog, pois pretendo fazer uma espécie de brincadeira com todos os leitores de blogs e amigos blogueiros de que me lembrar. Depois vão ver como. Só uma ideia tosca, mas espero que venham a gostar, mesmo que eu saiba que nem toda a gente vai ver e que muitas pessoas já nem estão mais na blogosfera. 

Sobre o post de hoje, irei resenhar um filme que vi há algumas semanas - já estava na altura. Eu gostei imenso, e embora reconheça que tenha uma falha ligeiramente inquietante, recomendo que vão ver enquanto ainda está no cinema. Bah, vamos lá ao post:

Ficha técnica:
  • Nome: Interestelar (Interstellar, no original)
  • Ano de produção: 2014
  • Diretor: Christopher Nolan
  • Duração: 168 minutos 
  • Géneros: Aventura, Ficção científica, e tem um certo conflito familiar
  • Sinopse:
Após ver a Terra consumindo boa parte de suas reservas naturais, um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand, Jenkins e Doyle, ele seguirá em busca de uma nova casa. Com o passar dos anos, sua filha Murph investirá numa própria jornada para também tentar salvar a população do planeta.

Minha opinião:
O filme começa por nos apresentar a família de Cooper, um pai com um filho, Tom, e uma filha, Murph. O nome da filha vem de uma das hilárias leis de Murphy (vejam aqui, vale a pena: www), embora eu já não lembre exatamente o que diz.

A história passa-se fundamentalmente em 2 locais: a Terra, com algumas diferenças em relação à atualidade, já que é uma Terra do futuro, e no Espaço. No caso, a exploração do Espaço era importante porque a terra se encontrava com grandes problemas. Não há uma explicação lá muito conclusiva no filme, mas pelo que eu pesquisei, a nossa atmosfera e a própria superfície - isto nós vemos no filme - estava coberta de (ao ponto de haverem tempestades de poeira, surgirem pragas que sobreviviam de nitrogénio e os cultivos serem muito limitados, pondo em risco a população mundial), em consequência de enviarmos, atualmente, toneladas de aço para o espaço. Diria mesmo em consequência da nossa incompetência, não que eu perceba muito do assunto, mas não me surpreenderia se no futuro também surgissem problemas por custa disso. Seja como for, eu diria que a proposta inicial é verossímil.


E é nesse cenário que se desenrola uma sequência de eventos, começando com o comportamento de um "fantasma". Refiro-o aqui por ser mais importante do pode aparentar. Assim, Cooper acaba por encontrar a NASA, que se tornara uma organização secreta, e lhe incute a tarefa de ajudar a procurar, juntamente com outras personagens, um planeta habitável. Essa missão exigiria que Cooper tomasse decisões difíceis, e a primeira foi a de ter de deixar a sua família, sabendo que, no espaço, o tempo passaria de modo diferente.

Falando em personagens, muitos críticos disseram que algumas delas, incluindo a própria família apresentada, são muitíssimo semelhantes a personagens que Nolan usou nos seus outros filmes. Ainda que com pesar, não vi nenhum deles, mas graças a isso poderei falar dos protagonistas sem recorrer a comparações: Começando pela Murph, ela é tão humana e inteligente como o pai - suponho que a ideia tenha sido torná-la alguém com quem os espectadores simpatizassem facilmente, e realmente eu fiquei contente por ver como, à sua maneira, superou a partida do pai, se tornou uma cientista incrível e complementou a missão de Cooper. Já o irmão dela, o Tom, também me pareceu uma boa pessoa, mas resignou-se a uma vida pacata, e não me despertou nenhum interesse. O pai deles amava-os imenso, e a sua determinação e inteligência eram notórias. Do Doyle e do Romilly não me lembro de nadinha, mesmo tendo uma ou duas falas, por mim passariam bem como paredes. Temos a Amelia, que eu achei querida e corajosa de certo modo, ainda que demasiado vulgar, para não dizer que lhe deram algumas cenas de "coitadinha". E finalmente temos os robôs TARS e CASE, que são incríveis, pois além de serem úteis, servem na perfeição como alívio cómico, e é até difícil acreditar que não têm uma alma humana.


Outro ponto que me pareceu realista e credível foi a ciência, aliás, encontrei um post detalhado aqui» www. Não que eu entenda muito do assunto, e reconheço que algumas explicações eram confusas, desnecessárias e travavam o ritmo do filme, mas contribuíram em simultâneo para fazer tudo parecer que tinha lógica. São mencionadas a teoria da relatividade, mecânica quântica, o funcionamento dos warmholes, a diferença temporal no espaço, códigos (como o Morse), e algumas outras coisas. Talvez hajam algumas falhas, como poderão ver no link que indiquei, mas quem for ignorante o suficiente (tipo eu), à primeira vista nem irá notar. 

Também não tenho nada a reclamar dos efeitos especiais, trilha sonora (a música tema é tão tocante *.*), nem da coloração, pouco vibrante, algo apagada, suave - o que combinava com o filme. As únicas alturas com cores mais intensas eram passadas no espaço. Adorei a forma como focaram nos detalhes e na beleza: nos laços entre as personagens, em cenas quotidianas, na vastidão do espaço, uma cena em que a Murph avança em sentido contrário à multidão... tudo isto permeado com algumas frases impactantes, pelo menos dentro do contexto.


Mas nem todas essas frases tiveram um bom resultado. Sentimentos como desespero, saudade, expectativa... todos passam muito bem aos espectadores, e adoro quando as histórias conseguem aliar a humanidade às leis da física. Mas aquela justificação que a Amelia, após ter tomado uma decisão egoísta, deu sobre como o amor é a única coisa que pode transcender tempo e espaço foi demasiado... à "Hollywood", se é que me faço entender. O que está em questão não é a ternura do acto, que até seria comovente se essa atitude já não estivesse tão gasta noutros géneros de filmes, nomeadamente os românticos. Simplesmente é contraditório, e pouco consistente, um filme com obstáculos tão científicos ter os vários tipos de amor como solução. 

Mas enfim, tirando essa pequena incongruência (estou a usar demasiadas palavras caras?), é um filme que eu recomendaria a toda a gente. Principalmente a quem não se preocupa com coisas dessas e está disposto a se deixar embalar e surpreender pela história, que, apesar de ter quase 3 horas, passa assustadoramente depressa. Pois se há uma palavra para descrever este filme é, sem dúvida, envolvente.

4 comentários:

  1. Yooo belezura!?
    Fiquei curiosa sobre essa brincadeira! Aaiaiai eu também tenho que preparar algo especial, ainda mais nessa época de natal, porém acho que o que pretendia fazer não vai dar Ç.Ç
    Enfim, sobre o filme, o título não me é estranho, talvez eu já deva ter visto algum que outro comentário a respeito, mas ultimamente (desde que me mudei para uma cidade onde não tem cinema), estou por fora desse mundo dos filmes, bem de certa forma eu já sou desligada, então agora nem se fala '-'.
    Ah, sobre as leis de Murphy eu dei uma conferida nelas e não pude deixar de fazer "aquela carinha" com essa aqui: "Quase tudo é mais fácil de enfiar do que de tirar." e.e
    Sobre o a ultima parte do amor superar tudo e talls, eu entendo perfeitamente, afinal isso já foi usado e continua sendo usado em tudo quanto é filme (até mesmo nos animes/mangás, PRINCIPALMENTE nos shoujos), porém em filmes de romance até vai essa historinha, mas tenho que concordar que colocar isso no meio de um enredo onde tudo (ou quase tudo) se resolve de forma "racional" acaba se tornando meio forçado.
    Bem, espero que eu consiga ver esse filme nos cinemas \o/ (e espero que ele esteja passando aqui no Brasil e.e). Adorei o post
    Kiss

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    1. Haha, agora já está postada ^^ Vá ver o seu presente, espero que goste :) Agora fiquei curiosa para saber o que você pretendia fazer, mas seja o que for que faça, tenha a certeza de que vou gostar. Arigatou por pensar nisso :3

      Bem, o filme é recente e tem sido bastante falado, se calhar é por isso que o título não lhe é estranho. Eu sei da falta de cinema na sua cidade, parece triste :/ Eu também sou bastante desligada quanto a filmes, mas de vez em quando ponho-me a par de alguns que possam ter interesse. Haha, eu ADORO as leis de Murphy, já nem me lembrava dessa! (é que eu li há um ano) Mas lembro-me que quando li morri de rir. Nos shoujos, e nos filmes de romance - como você disse - faz sentido falar do amor, e em muitas histórias também, mas neste foi um tantinho... forçado, exatamente. Vai passar no brasil sim, eu já conferi. Ainda bem que gostou ^^

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  2. Oi oi, estava ausente... Estudando tanto que não tenho tempo pra nada -q
    Sério, mil desculpas, me desliguei um pouco da blogosfera... Se você quiser um contato decente, tenho minha ask http://ask.fm/DdOBlog que estou entrando todos os dias -vício- e sim, Ask ainda existe HUE
    Vou tentar ter tempo amanhã, mas ainda preciso desenhar um coisa, sabe?
    Ai mulher, nem te conto que não vou poder ver esse filme agora, tenho muita coisa pra fazer, aff... Mas eu vou adicionar ele na listinha, pois ele parece ser muito bom, e que não tem vontade com essa resenha? -q
    Quando eu estiver mais livre, pode acreditar que assisto sim o/
    Ah é! Desculpa também os erros de digitação no comentário, estou comentando muito rápido porque quero comentar em outros blogs, sabe?

    Diário de uma Otome

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    Respostas
    1. Sei bem como é, é exatamente por isso que eu tenho passado, mas de vez em quando lá conseguia postar. Responder aos comentários é que demorava mais >.< Não se preocupe, vou tentar voltar a manter contaco em breve, vou tentar a ask mesmo. Até gostava de ver os seus desenhos :) É bom, vale a pena passar à frente de alguns filmes. E pelos vistos você é ainda mais parecida comigo do que eu julgava, essa coisa de estar tão atarefada ao ponto de não se poder dar atenção a tudo o que queremos, e ter de fazer listas com coisas "para fazer depois", mesmo sabendo que dificilmente dará tempo para fazer todas. Nem deu grandes erros, mas tudo bem, desculpas aceites ^^

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