maio 19, 2013

Resenha: Luzes do Norte


Oyahou, minna-chan, eu sei que supostamente hoje não é dia de postar, mas deu aquela vontade de escrever, sabem? 

Tive essa vontade porque eu adoraria reler alguns dos meus livros, mas ando sem tempo até para ler livros novos: Tenho 10 em espera! E quando pego neles, demoro muito mais tempo para ler... Tipo, dantes eu despachava um livro de 350 páginas em dois dias, agora demoro duas semanas. Fico contente por acabar na mesma, mas não acho tão satisfatório e perco facilmente o ritmo da história. Eu gosto de começar uma coisa e acabar direto, como o mínimo de pausas possível.

Ando muito ocupada com desenhos, estudar, trabalhos escolares, blogs, escrever o meu livro e a aprender japonês - só comecei a parender ontem, mas já reconheço mais de 15 kanjis, tanto em Hiragana como em Katakana, e com a tabela ao lado sou capaz de escrever qualquer palavra. Para quem quiser aprender, eu estou a ter as minhas lições online aqui» www - está muito bem explicado.

O livro que vou resenhar hoje é o livro que mudou a minha vida e me fez passar a gostar de ler livros grandes, portanto esta postagem é feita com muito amor (daí o excesso de palavras): Luzes do Norte, Reinos do Norte, ou até conhecido como A Bússola Dourada.



 

*sessão de capas*
  • Título: A Bússula de Ouro
  • Volume: I da Trilogia Fronteiras do Universo
  • Autor: Phillip Pullman
  • Editora: Objectiva
  • Páginas: 365
  • Capítulos: 23

  • Sinopse:
Quando Roger, amigo de Lyra, desaparece, ela e seu dimon, Pantalaimon, resolvem procurá-lo. Viajam para os reinos frios do Norte, onde urso de armadura e bruxas-rainhas voam pelos céus congelados. Lyra possui um aparelho que auxiliará na missão - caso ela consiga decifrar suas mensagens misteriosas. Mas o equipamento contém segredos assustadores sobre a viagem e os perigos que os esperam em mundos distantes.

  • Resumo - COM SPOILERS!:
A Lyra era uma rapariguinha que vivia no Colégio Jordan aos cuidados de académicos, com amigos "selvagens", só fazia asneiras e desconhecia as suas origens. Mas quando é visitada pela Sr Coulter, que louava as capacidades de Lyra, esta aceita ficar ao seu cuidado, tendo acesso a mais instrução e uma vida de luxos. Antes de partir, não chega a despedir-se do seu amigo Roger - porque não o encontra - e recebe do mestre do colégio um Aletiómetro, um objecto que diz a verdade se ela o conseguir decifrar. Quase como um dom, ela vai aprender a usá-lo rapidamente.

Em casa da Sr.Coulter, após algum tempo muito feliz, descobre que tudo aquilo era uma farsa: ela tinha de ser educada, feminina e sorridente, enquanto descobria que a mulher em casa de quem morava andava a raptar crianças para os dar aos Goblers. Fugindo, é salva pelos ciganos, que praticamente a adoptam e dizem que aquela mulher era a sua mãe - e aquele que Lyra julgava ser o tio Asriel, é na verdade seu pai. Lyra conta o que descobriu sobre os Goblers aos ciganos e eles decidem ir resgatar as crianças ao Norte. Não eram para levar Lyra - até que ela dominou perfeitamente o Aletiómetro e se tornou de grande ajuda.

No Norte, Lyra conta com a ajuda de um Cônsul, o urso blindado mas renegado Iorek, e as feiticeiras da Tundra, lideradas por Seraphina Pekalla, e ainda o velho aeronauta Lee Scoresby. Juntos, vão descobrindo que os Goblers separam as crianças dos seus dimons (génios em PT), que são uma espécie de parte da alma mas com a forma de um animal, e ao fazer isso deixam as crianças apáticas e quase a morrer. Tudo por uma substância chamada Pó, que os adultos acham má, mas na verdade permite a vida. Então, disfarçada, Lyra deixa-se capturar e ir para Bolvangar, onde encontra Roger e Bill, seu amigos. E arranjam forma de libertar as crianças.

Mais tarde, Lyra cai da aeonave no reino dos Ursos, onde descobre que o rei urso-blindado Iofur reina através de Tirania porque venceu Iorek num combate, e que Iorek era o verdadeiro herdeiro. Isso só aconteceu porque Iorek não estava no total uso das suas capacidades, então Lyra consegue através de mentiras convencer Iofur a um novo combate singular contra Iorek, que a vinha salvar. Iorek vence. Então leva Lyra e Roger a casa do seu pai no Norte, Lorde Asriel, que andava a fazer experimentos para criar uma ponte com Pó entre mundos. Ao ver Lyra, manda-a embora, porque temia fazer mal à própria filha, mas ao saber que há outra criança... leva e mata Roger, usando o Pó do génio dele para criar a ponte. E Lyra, embora sentindo-se culpada pela morte do amigo, decide atravessar.

  • Crítica
Eu adoro toda a trilogia, totalmente. Porquê? Em primeiro lugar, pela evolução das personagens. Lyra começa por ser uma rapariga totalmente traquinas, arrogante, engraçada, esperta, mentirosa, selvagem e com amigos como ela. Amadurece tanto! Ao longo do livro também, mas o mais estranho é comparar o último volume. Após ela conhecer um rapaz chamado Will - sobre o qual não vou falar para não dar spoiler - aprende alguns hábitos e realidades totalmente diferentes dos que tinha. Não estou a dizer que ela ficou melhor nem pior, pois sou fã de ambas as personalidades, mas que ela cresceu, é um facto.

Também adoro o enredo. Perfeitamente bem descrito, é impossível não visualizar o que quer que seja, os detalhes ou o clima de um aspecto geral. Em acontecimentos, acontecem coisas com que eu nunca contava - embora outras sejam meias previsíveis. Apresentam-nos uma realidade paralela totalmente diferente, mas fazendo-nos sentir como se a conhecêssemos desde sempre. Tem momentos divertidos e descontraídos entrelaçados como momentos de suspense, mistério, ação ou medo. Não há uma única morte desperdiçada ou sem impacto, e o mesmo vale para as despedidas. Quanto ao Aletiómetro... nem digo o que acontece no último volume - era totalmente inesperado, depois de tudo o que acontecera...

Enfim, só me resta parabenizar Pullman pelo seu excelente trabalho. Eu cheguei a ver o filme antes do livro, e não queria ler porque, para quem tinha 10 anos, era o maior livro da minha vida, e achava que já conhecia a trama. Mas o filme teve imensas alterações, mesmo estando incrível, e não teve continuação porque os volumes seguintes criticavam imenso a igreja e portanto o filme não foi aprovado - que absurdo! 

Acho que qualquer pessoa será capaz de gostar, mesmo quem não é fã de fantasia ou ficção, porque é extremamente realista. Enjoy ;)

Há, só para que conste, eu também tenho o jogo para PS3 e é dos meus favoritos. Não apenas é totalmente fiel ao livro, como tem bons gráficos e ainda dá enormes oportunidades para interagir com o mundo de Lyra. Nota 10.

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