março 17, 2013

The land of Ilusion» Cap.4


Konnichiwa comentadoras desaparecidas, vim premiar a vossa ausência com um novo capítulo da Fic, como é meu costume. Não sei se recordam como acabou o capítulo anterior, mas este com certeza irá relembrar-vos. Tenciono, para melhorar a história, começar a ler fics mais creepy, assim talez consiga fazer alguma coisa decente. Enfim, espero que gostem =P
Cap.4» Entranhas

Uma pérola de suor rolou pela face de Lyan. O seu coração disparou e temia desmaiar de medo, mesmo antes de ser atacado. Por muito que dantes julgasse estar preparado para morrer, conservando a honra acima de tudo… Azula avançou, e aproximou-lhe a faca da garganta. Lambeu-lhe o rosto. Lyan não tinha para onde recuar.

- Tinha saudades de brincar com um humano – anunciou ela. Enquanto o fazia, mostrou uma língua viperina.

Com um hábil movimento de pulso, a faca fez um corte da bochecha até ao ombro dele, que nem teve forças para gritar. Começou tudo a andar à roda, a cabeça martelava e parecia querer explodir, a ferida latejava… Ele era assim tão fraco?

Pior do que ser fraco em vida, era perecer como fraco. Há quem diga que quando as pessoas enfrentam a morte, revém toda a sua vida em segundos. Lyan apenas recordou um momento do quotidiano, quando uma jarra de flores cai no chão e se estilhaça. Não sabia o que significaria ou se tinha significado, nem tinha a capacidade de pensar.

Azula elevou a faca acima da cabeça, preparando-se para fender o seu crânio a meio. Ele fechou os olhos.

Esperou. Algo tombou em cima dele.

Não se sentia morto. Teria passado directamente para o céu? Quando abriu os olhos, viu um vulto desfocado à sua frente.

- Deus, é você?

- Não, a Lucy.

Sobressaltou-se e viu o corpo morto de Azula tombado ao seu lado com uma flecha espetada entre as costelas. Foi então que se apercebeu de que tinha escapado à justa. Perdeu a força nos joelhos e deixou-se cair, olhando para cima com as lágrimas nos olhos. Lá estava Lucy, estendendo-lhe a mão. Após recuperar o suficiente, aceitou.


- Tenho algumas explicações a dar-vos – disse ela, monocordicamente.

Sentado na sala com os amigos, Lyan temia que o fantasma de Azula o viesse assombrar. Ou até que o cadáver ganhasse vida. Ou que a própria casa começasse a ataca-lo…

Tumblr_lvi4sufzly1r0k5eco1_500_large- Eu já conhecia este mundo – admitiu Lucy, com ar culpado – na verdade, desde os 7 anos. Sei tudo sobre ele. Fui raptada e trazida para aqui, onde me colocaram uma máscara de pássaro e me treinaram até a dominar perfeitamente. As máscaras servem para isso. Assim que uma pessoa começa a crescer e a formar a sua maneira de ser, as máscaras são decididas. Eu tinha a máscara de pássaro, por procurar a liberdade. Azula tinha uma máscara de Morbo devido aos seus gostos, mas como ela é um pouco Yandere, por vezes a máscara muda e deixa-a perigosa. Esse será um grande perigo aqui. Máscaras bipolares, que de um momento para o outro podem decidir matar-vos. As máscaras impõem as suas vontades aos seus portadores.

- Mas se tu conheces este sítio, também sabes como sair – argumentou Thiago – Então não há motivo para nos assustares. Por falar nisso, estás bem, Ly?

- Sinto-me como se a qualquer momento Azula se pudesse levantar para me assassinar.

- Não excluas essa possibilidade – avisou Lu, sombria.

- Porque não? - Perguntou Tyfa, em Alerta.

- Porque aqui uma pessoa só morre quando lhe removerem as entranhas. Enquanto as tiver, o seu corpo irá regenerar, falo por experiência própria. Nos casos mais graves, demoram 5 horas. Quanto a estar a contar-vos isto… Eu já conhecia Azula. E algumas outras pessoas. Que sabem da vossa chegada…

- Trouxeste-nos para aqui de propósito?! – Insurgiram-se.

- Não se zanguem comigo, por favor! Só queria mostrar-vos o mundo das nossas histórias…

- Só?! Isto parece-te o mundo das nossas histórias? – Acusou Thiago – Foste muito ingénua ao pensar que gostaríamos de lutar pela sobrevivência…

- Mas eu não vos trouxe para morrerem! Este mundo é incrível! Se viessem comigo visitar os vários reinos, e lhe dessem outra oportunidade, iriam gostar! – Gritou Lucy, com as lágrimas nos olhos. Se já se sentia culpada, doía ainda mais ser acusada por alguém que amava.

- Acredito em ti, Lucy – disse Tyfa – Irei contigo, se prometeres proteger-nos.

Lucy pestanejou, surpreendida com a resposta.

- E vocês?

Os rapazes entreolharam-se.

Quando saíram, Lucy teve o cuidado de esventrar a “amiga”, e ainda deitou a máscara na lareira acesa. Ensinou-lhes a usar as suas próprias armas – a um nível muito básico – e partiram. Mostrou-lhes o palácio, a arena, a escola de magia, a biblioteca… Apresentou-os mesmo a algumas pessoas. Elas foram tão gentis, dizendo que todos pareciam bem adaptados àquele reino, que fizeram Lyan crer que o receio de um deles atacar de repente era infundado.

Todos os lugares tinham um encanto especial. A biblioteca, por exemplo, consistia numa parede imensa em torno de um carvalho, e os livros encaixavam na parede, como se fosse uma prateleira gigante. Havia vários andares, e os ramos do carvalho tinham a forma de escadas. Na casca, haviam nichos onde os elfos se sentavam a ler, e do topo do carvalho até ao limite em altura da parede, estava uma cúpula de vidro, redonda, que concentrava o calor do sol e a luminosidade.

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Parecido com isto, mas as paredes são redondas e no tecto tem uma cúpula.
Chegaram ao palácio. Lucy convocou imediatamente um guarda para solicitar uma audiência à rainha. E por estranho que tenha parecido a Lyan, esta atendeu o seu pedido.

Os corredores eram enormes! Cruzaram percursos, depararam-se com passagens secretas, percorreram túneis, optaram por encruzilhadas e atravessaram várias alas e átrios. Lucy parecia segura do caminho. Já Lyan, muitas vezes só sabia que saiam de uma divisão porque as flores que revestiam as paredes mudavam.

- Como é que sabes o caminho? – Inquiriu.

- Não sei. Só tenho de passar por 12 divisões. Após isso, deparar-me-ei com a entrada da sala de audiências, claro, apenas porque tenho a permissão da rainha. Se não tivesse, a sala nunca viria ao meu encontro. – Ao ver a expressão na cara dos amigos, riu-se – É magia!

Foi como ela disse. A porta surgiu de repente e eles entraram, cumprimentando Sua Majestade com uma vénia. Dava pelo nome de Lianor. Alta, era meia-fada e portanto tinha asas, embora não tão potentes como as de uma fada verdadeira. Fisicamente, ela era loira e alta, e as suas roupas eram uma versão de Titânia em verde.

- Alteza – proferiu Lucy – É um prazer revê-la.

- Igualmente, meu passarinho. A que devo a tua visita?

- Como pode ver, trouxe comigo os meus amigos da Terra. Previsivelmente, já foram atacados e precisam de um lugar onde ficar. Aguardo a sua permissão para que passem a noite aqui, onde os soldados usam máscaras que os impelem a defender os outros. Mas antes de me abençoar com a sua resposta, prometo dar-lhe uma pena de arara se nos conceder um guia até ao reino de Adurna.

- Consigo ver o que tencionas aprender na escola das fadas… - respondeu Lianor – porém, não necessito de uma pena. Preferiria, na verdade, que nos ajudassem na guerra que se avizinha.

 - O quê?! Não podemos aceitar! – gritou Lyan.

Lucy calou-o com o olhar.

- Tomaremos esta noite para decidir a respeito. – Respondeu.

- Muito bem, podem ficar aqui por hoje. Estão dispensados.
Imaginem loira com um vestido verde
Espero que tenham gostado! Aceito sugestões.

2 comentários:

  1. Sério Any, está muito legal! Nem sei por onde começar. Bjos!

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    Respostas
    1. Arigatou, mas ela agora vai ficar um pouco parada - eu ando ocupada, gomén.

      SSério que gostou? Aceito sugestões, eu achei que estava a ser uma bakice. Enfim, agora também fiquei sem inspiração... -.-

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