março 03, 2013

The land of Ilusion» Cap.2


Oyoy, estou de volta com a fanfic! :) Agora já começo a acontecer mais qualquer coisinha, então espero que gostem do capítulo. Até agora é ligeiramente previsível graças às informações que dei sobre a fic vencedora, mas mesmo assim... Se der algum erro, tiver alguma falha, ou qualquer outra coisa digna de reclamações, informem para que possa melhorar. Arigatou!




Cap.2»
O caderno mágico

- Thiagoooooo! – Chamou Tyfa, do lado de fora da casa – Eu e a Lu vamos para o colégio. Acho que já está na hora de acordares, por isso passei por aqui.

Ninguém lhe respondeu. “Dorminhoco!” – Amuou. Ela ia pelo caminho mais longo para o acordar – já que ele era emancipado, e portanto vivia sem os pais – e ainda era ignorada. Ela podia ser queridinha, mas não era estúpida! Pegou numa pedra, tomou balanço, e arremessou-a com toda a força, partindo o vidro do quarto.

Ela esperou até que ele se levantasse, meio grogue. A surpresa era o único sentimento que ele revelava, e de manhã a sua sensibilidade era ainda mais acentuada. De tronco nu, fitou-a pasmado com aquele despertar violento. “Pronto, posso ir embora” – Dirigiu-lhe um sorriso generoso e partiu. Conseguia imaginar o stress em que ele ficaria após descobrir que horas eram.

Com Thiago entregue à sua sorte, foi para casa de Lucy. A mãe dava-lhes sempre leite e torradas para o pequeno-almoço, e preparava o almoço para o colégio. Tyfa adorava estar com Lu, mesmo que andassem em turmas distintas.

A mãe de Lucy, a Dona Alice, deu-lhe as boas vindas. A mesa estava posta sob uma linda toalhinha aos quadrados vermelhos, e a sala simples em tons de bege estava arrumada e cheirosa. Uma jarra de flores decorava a mesa. Tyfa adorava flores.

- Tyfa! – Lucy desceu as escadas a correr, mas parou a tempo e cumprimentou a amiga formalmente, já que a mãe estava a assistir. O uniforme em nada combinava com a sua personalidade selvagem, mas deixava-a elegante. Semelhante a uma secretária, usava uma saia lápis preta e a camisa branca por dentro. O blazer negro era opcional. Meias calças transparentes, sabrinas pretas lustrosas e o cabelo preso num volumoso rabo-de-cavalo. Era bastante diferente do uniforme de Tyfa, que usava uma saia às pregas, meias brancas pelos joelhos e totós.
Tyfa
Este é o da Lucy. A saia dá pelos joelhos.

Após o pequeno-almoço, dirigiram-se ao Cheryblossom College, com as lancheiras e as sacolas, a pé, conversando sobre tudo e sobre nada. Comentaram o nariz da professora de matemática, o tacão que a directora da escola partiu, os truques de beleza da sua colega Marisa… Também trocaram impressões sobre os temas que teriam de recitar em resultado do trabalho de casa, e passaram pelas lojas de doces e bijuteria que ficavam a caminho do colégio. Por acordo tácito, não referiram o esconderijo, o grupo, ou qualquer coisa que se aproximasse da fantasia. Eram garotas absurdamente normais.

Com o soar da campainha, os seus caminhos dividiram-se e suportaram pacientemente várias horas de aulas: Química, línguas, história, matemática ou biologia. Ambas teriam educação física, artes e música à tarde. Só se reuniram, portanto, no refeitório, tagarelando com as amigas enquanto almoçavam sandes de manteiga de amendoim e bebiam sumo.

Horas depois, Lucy estava a tentar não adormecer enquanto supostamente devia estar a decorar a letra da canção, quando acontece uma coisa inesperada.

- Meninas, acabou a aula por hoje.

Instalou-se na sala um burburinho de espanto.

- Silêncio! - cortou a professora – Tenho um comunicado a fazer. Amanhã, pelas 9 horas, iremos a uma excursão escolar a um museu arqueológico. No fim, receberão um caderno onde puderam registar as vossas próprias descobertas. Usem-no bem, já que a capa é uma réplica perfeita do famoso diário de viagem de… - A professora continuou a falar, partilhando detalhes do que iriam ver.

“ O diário mágico de Arcanus Ryall”, que aqui na Terra dava por outro nome, Lucy sabia muito sobre ele. Ir ao museu seria a oportunidade perfeita.


Viram quadros, esculturas, fósseis, relatos, objectos. Eram todos muito interessantes… do ponto de vista dos adultos. Perderam, provavelmente, mais horas do que quando estavam na escola, e no fim receberam o caderno com uma capa idêntica ao do que estava na vitrina trancada. Lucy aceitou a recompensa por tanto tempo de espera de bom grado.

- Senhora Margalo, tenho de ir à casa de banho. – pediu.

- Sua irresponsável, não sabias ter ido antes? Despacha-te, antes que a camioneta parta.

Lucy correu, em direção à casa de banho, mas não chegou a entrar. Tira o arco da mochila, faz pontaria com a seta e quebra a fechadura. Verificando que não havia ninguém nas redondezas, troca a cópia pelo caderno original e tenta fechar a vitrina dentro dos possíveis. Regressa rapidamente à turma e age como se nada tivesse acontecido. Ninguém suspeita dela.

As raparigas tentavam, tal como ela, parecer interessadas e dizer o que registariam no diário: desenhar, estudos, pesquisas…

Lucy foi a primeira a chegar à casa da árvore. Tinha muito a preparar. Desenhou um círculo no sentido dos ponteiros do relógio a giz, no chão da sala, colocou a mesa no centro e assinalou os pontos cardeais. Este, com uma vela amarela, simboliza o ar. Sul, com uma vela vermelha, simboliza o fogo. Oeste, com uma vela azul, simboliza a água. Norte, com uma vela verde, simboliza a terra.

A mesa, que servia de altar no centro do círculo, era constituída por uma espada deitada paralelamente ao lado Este da mesa, um pentáculo ao centro, à direita do pentáculo um punhal, um cálice com água, um cálice com vinho, um pires com sal e uma vara mágica, e do lado esquerdo incenso, um caldeirão e um recipiente para queimar o incenso.

Lucy prosseguiu com os rituais antes dos amigos chegarem, sem sequer tirar a roupa do colégio. No entanto, a mochila tinha mudado. Continha o seu diário pessoal, dinheiro diferente do deste mundo, 2 odres de água, roupas práticas e “bizarras”, de tamanhos diferentes, dois conjuntos para rapaz e dois para rapariga, e alguns mantimentos.

Como é que Lucy subiu as escadas? Ela tinha os seus métodos.

Lyan, Thiago e Tyfa chegaram, pela respectiva ordem, cada um demonstrando espanto à sua maneira.

- Que fazes aqui? E o que é isto? – Perguntou Tyfa.

- Vais ver. Hoje, fui a uma exposição e trouxe uma réplica de um diário de viagem. Decidi que poderíamos usá-lo para registar as nossas histórias, e decorei a sala para criar um ambiente mais exotérico – respondeu Lu, sorrindo – Querem ver o diário?

Uma imagem vale mais que mil palavras, e por suposto, as suas expressões de curiosidade dispensavam uma resposta. O sorriso de Lu era ainda mais amplo quando começou a abrir o livro.
Uma luz branca preencheu a sala, deixando-os cegos e a gritar durante vários segundos. Não sentiam o chão debaixo dos seus pés, não sabiam se o grito era deles próprios ou dos outros, não tinham consciência de nada, o tempo parecia que tinha parado e que a aflição durava há uma eternidade. Estavam a cair! O que estava a acontecer?!

Quando por fim conseguiram enxergar, constataram que já não estavam na casa da árvore. Tyfa, Thiago e Lyan entreolharam-se ofegantes e assustados.


 
Gostaram? Eu tento ilustrar a texto com gifs de animes, ou assim, sei lá, dá mais vida :)

2 comentários:

♡ Saiba mais sobre o mim ou sobre o blog através do menu

♡ Quanto a comentários:
» Os pedidos são aceites nos comentários ou na ask (vejam o menu)
» Críticas construtivas são bem vindas. Barracos, não.
» “Seguindo, segue de volta?”, só serão aceites em blogs principiantes – e eu irei confirmar ao blog. Caso contrário será ignorado.
» Deixe o link do seu blog no fim do comentário e eu faço questão de pelo menos visitar e comentar.
» Pode usar estas carinhas:
=((•̪●))= ๑(•ิ.•ั)๑ ٩(●̮̮̃•̃)۶ ε(●̮̮̃•̃)з ٩(×̯×)۶̿ ┌∩┐(◣_◢)┌∩┐ ⊙▂⊙ ⊙0⊙ ⊙︿⊙ ⊙ω⊙ ⊙▽⊙ ⊙﹏⊙ ⊙△⊙ ◑▽◐ ◑ω◐ ◑﹏◐ ●︿● ●ω● ●﹏● ≧▂≦ ≧︿≦ ≧ω≦ ≧﹏≦ ≧▽≦ >︿< >ω< >﹏< >▽< ≡(▔﹏▔)≡ (¯▽¯;) <(“”"O”"”)> (-__-)b (;°○° ) \( ̄︶ ̄)> <( ̄︶ ̄)/ (/≧▽≦/) \(≧3≦)/ \(≧ω≦)/ o(≧ω≦)o o(≧o≦)o ㄟ(≧◇≦)ㄏ ╮(╯▽╰)╭ ╮( ̄▽ ̄)╭ (~o ̄▽ ̄)~o ~ 。。。(~ ̄▽ ̄)~[] (╯-╰)/ (*^3^) 'U_U ♪ ♥ ஐ ▲☼゚ ♣ (๏̯͡๏) †