março 10, 2013

The land of Illusion» cap.3


Oyahou gozaimasu! Como prometi minutos (ou terá sido uma hora?) atrás, aqui está um novo capítulo da Fic. Eu pessoalmente considero-o mais interessante que os anteriores, nos capítulos seguintes tenciono dar-lhe um ar mais creepy. #ficaoaviso

Espero que gostem:



Cap.3» Contraste

Lyan olhou em volta. Havia um lago lá ao fundo, rodeado de todo o tipo de árvores, fossem carvalhos, sobreiros, chorões, árvores de fruto ou flores de cerejeira. As estações não eram fixas: tanto algumas zonas pareciam inverno, como estar no auge do verão. Mas não era isso o mais surpreendente…





As rochas e as flores eram gigantes! O caule, coberto de folhas que se moviam para cima e para baixo, lentamente, estendiam-se em direção ao céu, e também havia gemas voadoras que algumas pessoas usavam para subir. Para onde? Para pedaços de terra flutuantes, onde habitavam, como uma cidade no céu, mas mantendo a aparência de floresta mágica: Eram uma extensão do reino. As casas eram de madeira, em árvores ou no chão, ou a própria árvore era tão imensa que dava para construir a casa dentro do tronco. O mesmo era válido para cogumelos. Aqui e ali viam-se detalhes de um candeeiro embutido numa bolota, um banco feito de ramos e folhas… tudo era uma obra de arte, uma arte impossível, e a cidade estendia-se até perder de vista.

E as pessoas? Não eram pessoas normais, eram elfos, que escondiam o rosto sob máscaras sumptuosas. As orelhas pontudas, as roupas riquíssimas, as armas reluzentes… Eram de uma beleza inegável, altos e bem definidos, tanto os homens como as mulheres, e os cabelos eram de todas as cores. Ao caminhar, parecia que dançavam, devido à sua graciosidade. Isso explicava tudo. “Não, não explica. Não deviam existir elfos!”

- Lucy! – gritou, atarantado.

- Desculpa, Ly, não sei onde estamos. Acho que isso aconteceu quando abri o livro… Seria alguma maldição? – Ela parecia confusa.

Lyan mordeu o lábio.

- Acreditas em magia? – Lucy desviou o olhar.

Era como se estivesse a sonhar. A cena era tão irreal que ele não conseguia acreditar no que acontecera, não se conseguia sentir feliz nem preocupado. Apenas estava a assistir…

- Isto não pode continuar assim – ruminou para si próprio – Ei! – Chamou – já que estamos aqui, vamos aproveitar para explorar este mundo – sorriu.

Tumblr_m6656qoyz81r8x12eo1_500_large-É, quem sabe encontremos um ogre a cheirar pior que tu – comentou Thiago, sarcástico.

- Para isso já tu existes – Retribuiu, manhoso – Que fazes, Tyfa?

- Acabei de plantar uma semente aqui. Ainda não tinha plantado nenhuma flor hoje, e assim vou deixar a minha marca. – Ela adorava plantar sementes, e Lyan concordava que era um óptimo hábito.

Subiram para uma das folhas gigantes que os levou até à cidade flutuante. Não era menos maravilhosa de perto.

“Kabum!” Foi o caos. Alguém foi contra Lyan, deixou cair algo e isso explodiu, deixando tudo cheio de fumo. Lyan tossiu e sacudiu o ar. Quente! Muito quente! Só quando a fumarada dispersou é que sentiu novamente a frescura. De Lucy, nem sinal, por outro lado, uma elfa encontrava-se à sua frente.

- Oh! Os meus experimentos!

Era uma elfa com cabelo azul e uma máscara da mesma cor, imitando uma Morbo. As roupas também se assemelhavam a essa borboleta. A saia parecia as asas e o vestido trespassava no peito. As mangas largas, separadas do vestido, não cobriam os ombros. Trazia um cesto com elixires.

- Peço desculpa – lamentou Lyan.

Ela olhou para cima. Os olhos dela pareciam um oceano.

- Vocês… Não são deste mundo, pois não? – Agarrou-lhe nas mãos – Sou Azula. Presarão de mudar de roupa antes que as máscaras erradas vos encontrem – Argumentou num tom de urgência.

- As… máscaras? – Interrogou Ly.

- Sim – disse Lucy, surgindo detrás de uma árvore. – Já escutei alguns boatos, portanto tratei de conseguir alguns trajes mais élficos. Sou Lucy – apresentou-se.

- Mismis Lucy – Disse Azula – Podem vir para minha casa.

Confiando sorrisos uma na outra, parecia que já se conheciam.
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Pelo caminho, provaram bolos de mel à venda numa barraca, aprenderam a montar pégasus – que Azula considerava fundamental – e foram instruídos sobre algumas das tradições daquele mundo, por exemplo, os prefixos de nomes próprios. Para reis ou lordes, Tonga no masculino e Tiona no feminino. Para líderes, Tongui no masculino e Tioni no feminino. Koraru para instrutores e veterenos, Ke para aprendizes ou amadores. Mis (Mismis, na versão mais fofa e pessoal), para amigos ou desconhecidos da mesma idade. Era semelhante aos prefixos japoneses.

Como cumprimentos, vénias completas indicavam saudações respeitosas, porém inclinar a cabeça demonstrava luto ou pena. Levar a mão ao peito era usado para despedidas, e esticar o braço com o indicador e o médio unidos simbolizava encorajamento. Usava-se muito a linguagem das flores e do leque, mas Lyan nem se esforçou por decorar.

Foi quase surpreendente a casa de Azula ser normal. O mesmo não se podia dizer das roupas escolhidas por Lucy. As dela consistiam num corpete metálico debroado a ouro, por cima de um vestido vermelho até aos tornozelos, aberto de lado, mostrando a anca e a perna de lado. Pés descalços, fitas entrelaçadas nas pernas. Um arco de ouro e rubis encastoados, combinando com a tiara.

As roupas de Tyfa eram à base de rosa e branco, e muitos babados. O vestido dela fazia balão e dava pelos joelhos, as botas eram altas e usava totós. No cinto estava preso o seu saco com sementes.

Thiago envergava uma túnica verde, calças e botas castanhas e uma capa cor de musgo. Talvez as raparigas o achassem atraente (achavam de qualquer maneira), mas na opinião de Lyan parecia uma árvore ambulante. A única coisa que invejava nele era a arma, uma espada maciça, larga e comprida, que usava às costas.

Ele usava uma camisola com capuz comprida, azul-nevoeiro, que lhe lembrava o inverno, e umas calças largas, negras pelos joelhos. Tinha um lenço anil enrolado à volta do pescoço, as botas eram baixas e cinzentas. Discreto e frio, perfeito para ele. No cinturão suportava um conjunto de punhais e chaves.
Roupas por ordem: Lyan, Tyfa, Lucy e Thiago

- Vou preparar-vos um chá – ofereceu Azula.

Reunidos na sala de estar, conversaram sobre tudo o que estava a acontecer: a beleza e novidades deste mundo, como voltar e qual seria a reacção das suas famílias se não conseguissem, como é que foram ali parar, o que fazer para passar o tempo…

Algum líquido virara na cozinha, e Lyan podia ouvi-lo a borbulhar, fervendo como um vulcão, de onde estava. Estranhamente, os seus amigos pareciam não notar nada, mas ele sabia que algo estava errado.

 - Vou ao banheiro – disse, erguendo-se.

Encostou-se à parede do lado de fora da cozinha, atento no silêncio suspeito. “Ploc, ploc” – algo pingava para o chão.

De repente, uma sombra moveu-se para a sua frente. Era Azula, mas em vez de azul, toda ela era vermelha. Tinha partes do corpo em carne viva, via-se as órbitas dos olhos, sustia um esgar na cara e pingava sangue da faca. A sua máscara era demoníaca.

Lyan conseguia adivinhar o que lhe ia acontecer.

E vocês, conseguem? O post poderá ser editado conforme eu vá conseguindo imagens.

3 comentários:

  1. Parece ser muito legal essa fic vou tentar ler os outros capitulos e acompanhar ^-^

    Muito fofo o seu blog flor, obrigada pela sua visita no meu >////<

    Nyah Kawaii

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    Respostas
    1. De nada >.< Arigatou, espero não a desiludir. Já agora, seu blog é lindo.

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  2. Adorei Any! Sua Fanfic está muito boa! Bjos!!!

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