fevereiro 24, 2013

The land of Ilusion » cap.1



Oyhaou minnas, sei que é a segunda postagem do dia, mas eu realmente tenho de o fazer porque prometi trazer a fic para vocês :) E tenciono cumprir, um capítulo por semana, aos domingos, já tenha postado ou não. Enjoy ^v^ 

Para as ilustrações...
Lucy...............................imagens de CUL dos Vocaloid, ou Kyoko de Madoka Magica
Lyan...............................imagens de Sora, de Kingdom hearts
Thiago............................imagens de Kise, de Kuroko no basket
Tyfa................................imagens de Madoka, de Madoka Magika também




Cap.1 » Um dia feliz

Lucy bateu com a porta, fazendo as penas do espanta-espíritos esvoaçar. Correu, de cabelos ao vento, por entre os campos, até chegar à floresta na orla da vila. Arranca o casaco do uniforme escolar. Deixando-o cair pelo caminho, revelando um acessório bizarro que ligava um colar a uma ombreira. Tira o arco da sacola, e deixa-a cair também, sem abrandar o ritmo da corrida. Pega na aljava escondida atrás de uma raiz. Prepara a seta. Dispara.

O alvo quebrou perante a velocidade da seta lançada por um arco de grande alcance. “Livre!” – pensou Lucy, eufórica. Foi para isso que ela nasceu, para ser livre. Para levar com o vento na cara, subir às árvores, sentir a terra entre os dedos dos pés descalços… Não para estar presa numa sala de aula pálida e fria como um hospital, a cumprir regras que não compreendia enquanto lhe injectavam lições de uma matéria que em nada contribuía para a sua felicidade.

Continuou sempre, sempre a correr, aproveitando o tempo em que, após acabar os deveres de casa, os pais a deixavam sair. Atirou-se ao lago de cabeça, completamente vestida, e tragou a água límpida e tão gelada que fazia doer os dentes. Ficou lá durante uma hora.

Depois ouviu passos a chapinhar na água.

- Lucy! – Chamou alguém – Está na hora de ir!

Lucy virou-se, constatando que era Tyfa. Tyfa Olderpink era 4 anos mais nova que Lucy, tinha 11 anos. Olhos cinzentos e cabelo aos caracóis cor de pastilha elástica rosa, era fofa e meiga. Ainda de uniforme escolar, chamava-a para se reunirem num grupo secreto constituído por dois rapazes além delas. Lyan Winterheart, com cabelo e olhos castanhos, era um jovem travesso e inocente de 12 anos. Thiago Allanmeir era sério, lindíssimo mesmo com 16 anos, e tinha imensas capacidades físicas e mentais. Lucy Redblow era provavelmente a mais selvagem. Os 4 faziam um grupo chamado “Os contos de sonhos alheios”. Lucy achava o nome ligeiramente idiota, mas sempre era melhor que “os quatro” ou outra coisa do género.

Ensopada, Lucy acompanhou Tyfa no caminho de regresso, fazendo questão de apanhar a sacola e o casaco que abandonara durante a corrida.

- Hoje é a tua vez de contar a história – afirmou Tyfa.

O grupo reunia-se numa casa na árvore para, todos os dias após o colégio, um membro contar uma história. Eles tinham personalidades diferentes, e nenhum andava em colégios mistos, portanto não se conheciam da escola. Lucy e Tyfa tinham a sorte de andar em colégios vizinhos. Mas a partir do momento em que descobriram que nenhum estava satisfeito com a sociedade, apostaram no clube e em contos de fantasia.

Aproximaram-se da casa da árvore.

- Folha branca! – gritou Tyfa. Era a senha.

Imediatamente, as escadas são lançadas da porta. Elas eram sempre recolhidas quando os contos acabavam, para ninguém ter acesso ao refúgio. Como é que subiam sem escadas? Só Lyan era capaz de o fazer: apoiava os dedos na casca rugosa e trepava com agilidade. Assim que as escadas desenrolaram completamente, Lucy foi a primeira a subir.

- Lucy!!! – Lyan atirou-se num abraço apertado.

- Olá, Ly - Lucy sorriu. Ele ainda era tão criança...

Thiago não disse nada. Estava sentado numa almofada velha a desenhar na parede. Mais especificamente, na sua parede, coberta com uma gigantesca folha de papel de forma a ser um mural de arte. Cada um tinha a sua própria parede, a de Tyfa coberta com flores e trepadeiras, a de Lyan com fotografias e quadros, e a de Lucy com um arco preso ao centro da parede. A de Ly e de Tyfa tinham janelas improvisadas por eles.

A casa tinha tamanho suficiente para ser confortável e decorada. Tinha um tapete, almofadas, um espelho partido, mantas, uma mesa baixa e comida, entre esta sumo, bolachas e salgadinhos. Com excepção dos alimentos, tudo era de pessoas que deitaram fora, daí não estarem propriamente em bom estado.

 - O que estás a pintar? – Interrogou Lucy.

- Estou quase a concluir o mural. – respondeu Thiago – Falta pintar as escamas do dragão e o fundo.

Lucy olhou para a parede. Tendo em conta as dimensões, e o detalhe com que ele pintava, ela não aplicaria o termo “quase”. Mas se para ele, várias semanas eram pouco, tudo bem. Todos se sentaram e aguardaram que ele acabasse a escama, para prestar atenção durante a história.

- Muito bem, errr… - agora, qual seria a melhor forma de começar?

 - Vai ser uma história de terror? – interrompeu Lyan, empolgado. Ele idolatrava histórias de terror.

- Não. – Lucy decidiu-se – Imaginem um mundo onde as pessoas manipulam a água conforme a sua vontade. As casas, as lojas, as árvores… tudo era feito de água. E ninguém se afogava, naturalmente. Os habitantes, semelhantes a ninfas, desenvolveram habilidades que lhes permitiam caminhar sobre as construções como se a água fosse sólida. Os transportes eram bolhas gigantes.
» Uma jovem curiosa chamada Arian queria saber o que aconteceria se não controlassem a água. Os pais não sabiam a resposta. Então, ela decidiu que descobriria.

Lucy relatou como Arian estudou para ser uma sacerdotisa, se tornou uma das ninfas mais fortes, falou das amizades que ganhou ou perdeu, e da incompreensão por parte das pessoas que amava em aceitar que o seu maior desejo era descobrir o resultado da não-manipulação da água. Falou de como, mesmo após Arian ter filhos, continuou a estudar o caso. E falou de como, um dia, descobriu a fórmula para desfazer o domínio. Arian desfê-lo. Toda a cidade ruiu, todos se afogaram. Mas, antes de morrer, ela conseguiu criar um mute que mais tarde daria origem às sereias. E ficou satisfeita com isso.

- Algumas pessoas, – concluiu Lucy – desperdiçam a sua vida, sacrificam a sua felicidade e nem sequer se apercebem disso.

Fez-se silêncio, enquanto os amigos absorviam as últimas palavras da história.

- Não teve um final totalmente feliz. Gostei. – Disse Thiago

Tumblr_m6656qoyz81r8x12eo1_500_largeLucy sentiu-se encantada com o comentário. O Thiago era semelhante a um príncipe encantado, porém raramente tecia elogios. Se um agradecimento rápido ou um “não desgosto” eram maravilhosos de ouvir, um “gosto” denotava total aprovação. E era quase assustador vê-lo sorrir, como fazia agora.

- Eu acho que não devia ter sido assim – ripostou Lyan – devia ter tido monstros, zumbis e outras criaturas malvadas, mas no fim acabava tudo bem.

- Podes fazer isso quando chegar a tua vez, mas hoje o palco foi meu – retribuiu Lucy. – Está na hora de regressar.

Ela não respondeu assim por nem todos gostarem da história e se sentisse constrangida. Eles eram diferentes, era natural não terem as mesmas preferências. Esse era o principal interesse do grupo.

Foi realmente embora, mas não antes de surripiar uma bolacha.



Ham,... é isto, espero que tenham gostado. Sei que este capítulo não foi muito interessante, mas antes de começar a acontecer realmente alguma coisa, eu queria mostrar como era a rotina deles. Sei lá, foi só uma introdução simples, mas prometo que em breve trarei acontecimentos mais marcantes. Não poderia adiar para sempre... 3 páginas A4 no Word, Calibri, tamanho 12. Critiquem à vontade!

E aqui uns esboços (que tive de passar por cima no paint, já que não se via nada) que eu fiz da casa da árvore...


2 comentários:

  1. Muito legal sua Fanfic ^^
    Sucesso com seu Blog :)
    Beijoos ;3
    http://sonhomaisprofundo.blogspot.com.br/

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