outubro 01, 2012

Textinho liiindo

Oi gente, estou bastante comovida com um textinho que li no blog Maluqueiras doidas e decidi que devia compartilhar. Segundo a autora, ela achou ele numa revista, então chega de papo e vamos ler não é?




Uma garota (quase) perfeita

Minha vida mudou quando descobri que a rainha da

escola não era bem quem eu pensava que ela era.

O nome dela era Marcella. Estudávamos juntas na escola e, mesmo que ela não fosse do meu grupo de amigos, a gente aprende os nomes. Era senso comum no colégio que ela era bonita, boa aluna, simpática e tinha sorriso de propaganda de pasta de dente. Ela era da mesma série que eu e todo mundo falava que ela deveria ser a representante de sala.

No começo de um semestre, a escola resolveu promover uma dessas dinâmicas de grupo. Botou todo mundo da mesma série no ginásio, mandou formar grupos com gente que não fosse nossa amiga. Acabei num círculo com a Marcella.

A dinâmica de grupo era: pegar um pedaço de papel e escrever algo de que você não gostasse em si mesmo. Aí, anonimamente, todo mundo do grupo colocava o papel num potinho e você tinha que tirar um desses "problemas dos outros" e dizer uma solução. Por exemplo eu coloquei "viciada em celular", e um colega meu disse que eu deveria cuidar para não esquecer o contato real com pessoas e tal.

O papelzinho que tirei dizia só INSEGURANÇA. Assim, em letras maiúsculas. Falei a primeira ideia que me ocorreu, sobre como a gente da muita importância às coisas pequenas coisas. Disse que tantas histórias acontecem na nossa vida, e a gente trava para dar atenção apenas a certos acontecimentos. Ficar se prendendo em momentos pequenos de vergonha ou de será-que-vai-dar-certo só atrapalha: o que importa é o resultado do conjunto. Achei que era algo legal de dizer.

Quando terminei de falar, Marcella estava com os olhos cheios d'água. Falou que o bilhete era dela e que nunca tinha exagerado dessa forma. Eu sinceramente não acho que mudei a vida da Marcella. Mas algo mudou em mim. Aquela pessoa que todo mundo admirava era, na verdade, insegura.

Perguntei se ela ia se candidatar a representante de sala e como se sentia para as eleições. Ela não queria se candidatar, achava que não ia ganhar. Bom, claro que todo mundo no círculo da dinâmica fez um escarcéu, disse que ela deveria se candidatar. Ela se candidatou e ganhou. Mas só conto isso para não deixar a história no meio.

O que me chamou atenção que ela brilhava e não via, feito um vaga-lume que não sei se reconhece no espelho. Comecei a perceber a besteira que tinha falado na dinâmica. Eu devia ter falado sobre como ela brilhava. Ela merecia o prazer que ela era ótima. Droga. Ela saiu da escola um tempo depois.

Fica um pedido oficial de desculpas a Marcella. E também o lembrete para todas as inseguras vaga-lumes. Que são muitas. Que somos nós.


Luisa Geisler continua viciada em celular
Sem nada a dizer, o texto fala por si

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