outubro 14, 2012

Resenha - O nome do Vento

Kvothe by Corade
Tamanho original: www
Aqui estou, povo!

Aqui farei a minha primeira resenha, sobre o meu livro favorito, O Nome do Vento. Eu li há uns anos, mas viciei completamente. Não só pela narrativa, mas pela forma como Kvothe, o protagonista, me cativou. É grande, sim, mas despachei-o em pouquíssimo tempo ;)


O NOME DO VENTO
CRÓNICA DO MATADOR DO REI / REGICIDA
PATRICK ROTHFUSS
Sinopse:
Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras concentram-se em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da estalagem Pedra do Caminho.Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre os Chandrian - os lendários demónios que assassinaram a sua família no passado.Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade.

Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade - notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame. Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança. 

Mais do que a trama bem construída e os personagens cativantes, o que torna O nome do vento uma obra tão especial - que levou Patrick Rothfuss ao topo da lista de mais vendidos do The New York Times - é sua capacidade de encantar leitores de todas as idades.

---------------------------------------- fim da sinopse ----------------------------------------

Ok, eu realmente amei o livro. Já leram uma das muitas sinopses, tenho a dizer que a história é mesmo muito boa. Irei falar sobre o enredo, uma parte sem spoilers e outra com, e depois darei a minha opinião.



Enredo
Sem spoilers, não há muito a dizer: a história é passada em dois tempos, o presente e o passado. No presente, um cronista vai ter à taberna de Kote, descobrindo que ele é o homem que fez parte de várias lendas, cujo verdadeiro nome é Kvothe. Assim, convence-o a contar a sua própria história em 3 dias, sendo que cada dia é apresentado num dos livros da trilogia. Neste primeiro, Kvothe fala da sua trupe assassinada, de como mendigou e entrou na universidade, dos seus amores, sucessos e falhanços.

Com spoilers, irei aproveitar aqui um resumo bastante antigo que já fiz...

O livro começa com Kvothe - escondido sobre a entidade de Kote - como proprietário da estalagem Pedra do Caminho. Até que encontra um Cronista, que já entrevistou muitas pessoas importantes decidido a encontrar a verdade nas lendas, que suspeita da sua entidade. Kvothe concorda em contar a sua história em 3 dias, sendo que cada livro corresponde a um dia de narrativa.
Começa quando ainda tinha 10 anos, contando a sua infância feliz na trupe dos Edema Ruh - uma das mais famosas e bem sucedidas trupes. Actuavam quando encontra Abenthy, um Arcanista, que se junta à Trupe como ajudante e ensina magia a Kvothe, preparando-o para a escola de Arcanistas, a Universidade, por ver o quanto Kvothe era inteligente e talentoso. Mas quando Kvothe tinha já 12 anos, Ben deixa-os, pois apaixonou-se, e pouco depois a trupe de Kvothe é assassinada pelos Chandrian, excepto ele. 

A partir daí aprende durante 3 anos a mendigar na odionda cidade de Tarbean, sem o seu amado alaúde, que se partira na cidade. Passa por fome e necessidades, até que decide perseguir o seu sonho e entrar na Universidade, querendo contar com os livros do Arquivo para descobrir sobre o passado dos Chandrian. 

Na Universidade passa também por muito - uma inimizade crescente com um aluno da nobreza, Ambrose, sendo castigado pelas suas ousadas peripécias, banido do Arquivo, tocando música com um novo alaúde e sendo tomado por um dos melhores músicos, tomado por prodigioso Arcanista, apaixonando-se por Denna, e chamando o Nome do Vento no auge da sua fúria.


Opinião
É o meu livro favorito :3

A maneira de pensar de Kvothe é arrogante, adulta e simultaneamente inocente, graças à sua idade, e muitos dos episódios da história são imensamente cómicos, como a vida de uma pessoa deve ser. As suas ações ousadas metem-no no meio de problemas, dos quais se safa com o queixo erguido, e é difícil dizer se é um herói ou um vilão graças à sua maneira de pensar e agir. Está consciente de que um dia tudo lhe pode correr mal, mas é tão inteligente e aluno prodígio, que provavelmente arranjaria escapatória até assim. Ele é... intrépido, e bonito também >.< Eu adoro personagens ruivas! :3 Kvothe também é desenrascado e forte - não pensem que se arma só para meter medo, qualquer elogio que faça sobre si próprio provavelmente é verdade. Além disso, tem o seu lado humilde por ter vivido vários anos como mendigo e ladrão. Isto para não falar do seu talento para a música. Ele é um protagonista de tal maneira cativante que se compararmos com Guerra dos Tronos, só é vencido pelo Tyrion!

Adorei a narrativa na primeira pessoa - as partes em terceira pessoa são um pouco menos interessantes, mas provavelmente é porque elas não são o foco - tem tudo ou quase tudo o que penso que uma boa história deve ter. Mesmo com aquele cliché do "menino com a família assassinada quer-se vingar", não é isso que faz a trama andar para a frente, é o próprio Kvothe e o dia a dia interessantíssimo dele, isso é só um mistério extra. Quanto aos Chandrian - os tais de quem ele se quer vingar - não chegamos a saber realmente muito acerca deles, a não ser que alguns dos seus sinais são a chama azul e o ferro enferrujado, e que são liderados por Haliax, outrora o heróico e bondoso Lanre. Nesse aspecto estamos um bocado às escuras, mas estou certa de que tudo será esclarecido nos próximos volumes. O segundo volume, O Temor do Sábio foi lançado este ano e já li. É uma continuação estupenda, embora mais pesada.

Recomendo a obra aos mais altos amantes de fantasia, garantindo que não vão ficar desiludidos, e não estou apenas a basear-me no que achei mas na opinião de outras pessoas que também leram o livro. Algumas das partes teóricas são relativamente complexas para quem tem tendência a deixar a mente dispersar, mas ainda assim o resto é de fácil compreensão. Quem gosta daquele tipo de ação temporária como viagens e movimentos ponderados, e bastantes pensamentos, sabendo ignorar duelos entre espadas e essas coisas típicas da fantasia, gostará do primeiro volume. Quem tem preferência pelos duelos, sempre será mais agradado nos próximos. Ou seja, os próprios livros compensam-se uns aos outros.

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